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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Introdução ao estudo de Daniel

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      Saber o que acontecerá amanhã aguça a curiosidade de todo ser humano. Há um insaciável interesse de desvendar o futuro e os acontecimentos vindouros e, por esta razão, muitas pessoas se tornam vítimas de charlatões que exploram esses assuntos e criam falsas expectativas. Descobrir o futuro sempre induz o homem na busca de prognosticadores, adivinhadores, agoureiros, mágicos e até quem consulte os mortos. Todos esses meios de adivinhação são abominados por Deus. A Bíblia é a revelação de Deus e da sua vontade para o homem na terra e a profecia bíblica nada tem a ver com o misticismo que é enganoso. A profecia, do ponto de vista bíblico, é a revelação da mensagem de Deus e da sua vontade aos homens através do profeta que se coloca entre Deus e o homem para transmissão da mensagem.

Daniel é um profeta contemporâneo porque sua mensagem revela o plano de Deus para o povo de Israel através da história com eventos já cumpridos e outros que apontam para o futuro.
A relação da profecia de Daniel com a Igreja é da maior importância, porque é como olhar para o relógio do tempo. A ênfase e o lugar que Israel ocupa como povo de Deus, objeto direto da profecia de Daniel e de outros profetas, mostram e indicam o futuro da Igreja de Cristo.
Não podemos espiritualizar o que é literal, nem tomar o espiritual e interpretá-lo literalmente. A linguagem, literal ou figurada, tem de ser interpretada de acordo com o seu contexto. O texto do livro de Daniel contém essas duas linguagens (literal e figurada) e, por isso, faremos uma interpretação acurada e responsável com o máximo cuidado e temor do Senhor.
Ao longo da história da Igreja as profecias bíblicas sempre atraíram os estudiosos. A interpretação da profecia obedece a critérios hermenêuticos quanto a linguagem literal ou figurada, bem como a sua relação ao contexto da profecia, envolvendo aspectos históricos, geográficos, culturais e, acima de tudo, o alcance escatológico da mensagem. Nos primórdios da Igreja de Cristo, os assuntos escatológicos eram pouco discutidos. Assim que foram surgindo escritos de caráter profético, criou-se a dificuldade quanto à interpretação literal ou figurada. Os escritos reconhecidos como inspirados do Novo Testamento sempre abordaram temas da volta de Cristo e muitos naquela época entendiam que a segunda Vinda de Cristo iniciava-se com a instalação do período milenar. Alguns interpretavam literalmente a profecia. Outros, a partir dos séculos II e III, influenciados por uma escola herética de teologia em Alexandria, no Egito, passaram a interpretar a profecia com sentido apenas alegórico. Houve uma rejeição da igreja da época dessa forma errônea de interpretação do sistema alexandrino. Os estudiosos entenderam que aquela escola havia subvertido a forma correta de interpretar as Escrituras, suas doutrinas e a profecia.
A construção da teologia cristã ainda estava em desenvolvimento naqueles primeiros séculos, por isso, a igreja teve muita dificuldade em estabelecer uma única interpretação da escatologia bíblica. Várias escolas de interpretação surgiram e a discussão das doutrinas nos vários concílios eclesiásticos acabou por admitir que “na revelação divina das Escrituras a profecia tem sua evidência na história e no futuro”.

COMO INTERPRETAR A PROFECIA EXEGÉTICA

A interpretação dos textos proféticos nas Escrituras

Quando a literatura escatológica começou a aparecer nos três primeiros séculos da Era Cristã e analisadas para sua aceitação no cânon do Novo Testamento, os livros proféticos do Antigo Testamento já haviam sido reconhecidos como inspirados pelo Espírito Santo. Os estudiosos e analistas bíblicos entenderam que a questão do método empregado na interpretação das Escrituras era de fundamental importância. Então, começou haver diferentes métodos de interpretação os quais produziram várias posições e concepções escatológicas e cada sistema de interpretação defendia seus pontos de vista de acordo com as diversas concepções adotadas. Quatro escolas básicas se tornaram fortes na interpretação escatológica com os defensores do pré-milenismo e o pós-milenismo e, também, os defensores das teorias do pré-tribulacionista e pós-tribulacionista acerca do arrebatamento da igreja. A discussão das diferenças de opiniões de interpretação entre estas escolas envolve os aspectos futuros das profecias, tanto do Antigo como do Novo Testamento. Nesta discussão temos a interpretação literal e a interpretação alegórica, principalmente, acerca do reino milenar. Os pré-milenis-tas entendem que, com a igreja arrebatada, o reino milenar terá a primazia dos judeus num reino judaico terreno estabelecido pelo Messias em Jerusalém.
Existe uma distinta diferença entre a profecia bíblica cumprida historicamente e a tratamos como profecia histórica e a profecia escatológica que aponta para o futuro e que está para acontecer. Na verdade, temos na profecia bíblica as revelações preditivas que anunciam eventos, personagens e coisas para um tempo futuro, assim como as tivemos na história das Sagradas Escrituras. Por esse modo, entendemos que as profecias passadas garantem as futuras. Temos uma profecia no livro de Isaías que é, tanto histórica como futura, porque seu cumprimento aconteceu. É uma profecia que Isaías falou a Ciro da Pérsia, aproximadamente no ano 750 a. C. (Is 45.1). Esta profecia se cumpriu através de Ciro quando libertou os judeus no ano 536 a.C., depois que estes judeus cumpriram os setenta anos do cativeiro na Babilônia, como predito pelo profeta Jeremias (Jr 25.12). Ora, entendemos então que as profecias dos livros de Daniel e Apocalipse são de caráter escatológico, porque seu cumprimento ainda não aconteceu.

A IMPORTÂNCIA DA PROFECIA ESCATOLÓGICA

Escatologia é uma matéria que atrai os estudiosos da Bíblia. A palavra escatologia reúne dois vocábulos gregos: scatos, cujo sentido é “último” e logos que significa “conhecimento, raciocínio, palavra, estudo”. A partir dessa significação podemos definir a escatologia como “estudo dos eventos futuros”. Entende-se, portanto, como o estudo acerca dos últimos acontecimentos profetizados para o fim dos tempos na terra.

DUAS ESCOLAS DISTINTAS DE INTERPRETAÇÃO DA PROFECIA

A interpretação alegórica

Bernard Ramm escreveu o seguinte sobre alegorização: “Alegorização é o método de interpretar um texto literário considerando o sentido literal veículo para um sentido secundário, mais espiritual”. Esse método toma o sentido literal e histórico de um texto bíblico e o despreza, transformando cada palavra e acontecimento em alegoria. O significado histórico da profecia não pode ser desprezado e não tomar o sentido final da profecia e torná-lo secundário e de pouco valor. O perigo está em especular a profecia abrindo espaço para exageros da parte do intérprete. Todo intérprete precisa ter o cuidado na interpretação alegórica. Deve deixar o texto que tem linguagem alegórica com sua própria linguagem dentro do contexto que o texto requer. O que é literal interpreta-se literalmente e o que é alegórico interpreta-se alegoricamente. Todas as figuras alegóricas devem ser tratadas de acordo com o sentido que o texto está indicando sem partir para especulações fora do contexto bíblico.

A interpretação literal.

Ao interpretar vima escritura profética deve-se levar em conta que o sentido básico de cada palavra tem seu uso costumeiro empregado no dia a dia. A partir do sentido literal de uma palavra ou um texto, o intérprete descobrirá o seu sentido espiritual ou alegórico, pois deriva do literal o seu sentido espiritual.
A profecia bíblica deve ser interpretada apropriadamente. A despeito das várias escolas de interpretação, as divergências de opiniões podem coexistir, desde que as interpretações não firam o princípio hermenêutico de coerência do ensino geral das Escrituras. A interpretação de qualquer assunto no campo da escatologia deve ser coerente e consistente repudiando colocações místicas e fantasiosas. Todo intérprete deve levar em conta que a Bíblia é a revelação e inspiração divina e que os seus autores humanos foram guiados em suas mentes ao escreverem e registrarem a Palavra de Deus.

O PANO DE FUNDO DO LIVRO DE DANIEL

Ao estudar o livro de Daniel torna-se necessário estudar o “o pano de fundo” do livro, isto é, o seu contexto geográfico, histórico e cultural. O livro de Daniel não é diferente dos demais livros proféticos. Há eventos tão somente históricos que já aconteceram e há eventos proféticos com linguagem metafórica para tempos futuros. De modo geral, grande parte das profecias bíblicas cumpriu-se pouco depois de transmitidas aos profetas, porque tinham um caráter temporal e presente à vida do povo de Deus naqueles tempos. Outras, entretanto, são profecias com um caráter futuro de longo alcance, especialmente as profecias apocalípticas, tais como Daniel, Ezequiel e Apocalipse.
Neste livro, o nosso personagem é o profeta Daniel e as revelações que Deus lhe deu acerca do “tempo do Fim”, em cuja profecia está revelado o tratamento de Deus com o povo de Israel (Dn 8.17,18; 10.14; 11.35; 12.4;Ap 1.3) e o resto do mundo.
O livro de Daniel não é essencialmente um livro histórico, embora comece com uma história, o livro é uma profecia progressiva que vai acontecendo dentro da história que se evidencia naquele mesmo tempo, mas tem continuidade à frente do tempo de Daniel e aponta para o futuro. É, na verdade, o desvendamento da história com o cumprimento da profecia revelada para tempos futuros conforme os desígnios de Deus na vida do seu povo Israel e da Igreja de Cristo no futuro.
O livro de Daniel é sem dúvida o apocalipse do Antigo Testamento. Ele revela fatos e acontecimentos futuros os quais se evidenciam na atualidade. Na verdade, nenhum outro livro profético se ajusta tão perfeitamente às evidências atuais como o livro de Daniel.
Ele se irmana a outro livro profético, o último da Bíblia, que é o Apocalipse. Os dois se complementam, pois seria difícil ter as respostas de um dos livros sem o outro. Há um paralelo entre os dois livros escatológicos. Daniel se ocupa em revelar os acontecimentos do “fim do tempo” também, identificado como o “tempo dos gentios”. Já o Apocalipse ocupa-se com a “plenitude dos gentios”. No “fim do tempo”, ou como está na versão ARA,“ tempo do fim”, identificado como “o tempo dos gentios”, temos a supremacia final do povo de Israel, enquanto que, na “plenitude dos gentios” vemos a supremacia da Igreja reinando com Cristo no tempo do Milênio. O “tempo do fim”( ou,“fim do tempo”) nada tem a ver com a época da pregação do Evangelho de Cristo; sim, tem a ver com um tempo determinado estabelecido para a intervenção de Deus em favor do seu povo e, naquele tempo, a igreja estará arrebatada com Cristo. Outrossim,“o tempo dos gentios” tem a ver com o cenário político mundial, no período em que o “anticristo” dominará o mundo gentio, mas que culminará com a vitória final do povo de Israel (Lc 21.24). Já, a expressão “plenitude dos gentios” tem a ver com a intervenção espiritual no mundo e a supremacia celestial da Igreja, reinando com Cristo (Rm 11.25; Zc 12.3,8-10; 13.8,9; 14.2-4).
Alguns personagens figurativos que aparecem em ambos os livros são identificados por títulos e nomes distintos. No Apocalipse revela-se como “o Anticristo, o homem do pecado”, “a Besta que subiu do mar” (Ap 13.4-6), porém, no livro de Daniel esse “homem do pecado” do Apocalipse é apresentado sob uma forma especial e vem representado por figuras materiais e animais. Essas figuras são identificadas como o “chifre pequeno do animal terrível e espantoso” (Dn 7.8); “o rei de cara feroz” (Dn 8.23); “o príncipe que há de vir” (Dn 9.27).
Jesus deu importância e autenticidade a ambos os livros. Em relação ao livro de Daniel, Jesus o citou em Mateus 24.15, quando disse: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo ( quem lê, que entenda”. No livro de Apocalipse, Jesus se identifica com o seu querido discípulo e apóstolo João, e na revelação Ele diz: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente Estrela da manhã” (Ap 22.16). Por exemplo, a Daniel Deus deu-lhe a interpretação através de sonhos e a João, o Senhor lhe deu visões. Cada um deles trouxe à revelação sonhos e visões através de linguagem de símbolos, metáforas e outras figuras. Para se estudar a profecia é necessário buscar o significado da mesma pelo seu contexto cultural, histórico, geográfico e, principalmente, espiritual. Nenhuma profecia pode ser forçada na sua interpretação com conclusões ou definições preconcebidas. Nenhuma profecia pode ser interpretada isoladamente do seu contexto na própria Bíblia.

REGRAS BÁSICAS PARA INTERPRETAR A PROFECIA

Existem textos paralelos na profecia de ambos os livros. Por exemplo: Dn 7.7 e Ap 12.1-6;Dn 7.13 eAp 1.7;Dn 7.19 e Ap 1.14; Dn 7.7,20 eAp 5.5-7;Dn 7.9,22 eAp 20.4;Dn 8.10 eAp 12.4;Dn 12.4,10 e Ap 22.10-15. Essas escrituras, quando comparadas, nos dão um vislumbre da relação da mensagem profética. Para se entender essa similitude e estudar a profecia de modo correto o intérprete deve considerar quatro regras básicas para estudar a profecia.
A primeira regra é buscar o sentido das palavras do texto de acordo com o seu contexto histórico. Significa evitar fazer conclusões preconcebidas sem respaldo do princípio hermenêutico. O contexto gramatical e histórico oferece ao intérprete o significado claro do que o texto quer dizer.
A segunda regra para se interpretar um texto profético é comparar uma profecia com outra similar. Cada profecia revela o pensamento de Deus para todos os tempos. Por exemplo, a comparação das descrições do “ancião de dias” (Dn 7.9-14) com “um semelhante ao Filho do Homem” (Ap 1.13-16) e ainda“o Cordeiro” (Ap 5.8-14).
A terceira regra para interpretar um texto profético é saber que o tempo do cumprimento profético não obedece ao tempo meramente humano. Na mente de Deus, o seu kairós (tempo) não é medido pelo tempo do homem. O apóstolo Pedro entendeu essa questão e declarou em sua epístola: “Um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2 Pe 3.8).
A quarta regra para interpretar um texto profético é a lei da dupla referência. Uma profecia pode cumprir-se no próprio tempo em que foi dada a profecia e pode apontar para o futuro. O texto de Dt 28.58,64-66 pode elucidar esta regra da lei da dupla referência.

Algumas correntes de interpretação foram se formando ao longo da história da igreja e adotaram “linhas mestras” de interpretação para os livros proféticos, especialmente, Daniel e Apocalipse. Esses dois livros lançam luz reciprocamente e podem contribuir para o entendimento do plano de Deus, não só com Israel e a Igreja, mas para todo o mundo.


Autor: Pastor Elienai Cabral
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Introdução ao livro de Daniel - 4 trimestre 2014

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Introdução

O livro de Daniel é conhecido como “O Apocalipse do Antigo Testamento”. A palavra apocalipse significa um desvendamento, uma manifestação de coisas ocultas, uma revelação de mistérios divinos.
O livro de Daniel e o livro de Apocalipse têm muito em comum, embora em certos aspectos importantes eles sejam diferentes. As crises dramáticas, o choque de forças em uma escala cósmica e a ênfase acerca do fim dos tempos aparecem nos dois livros. Muitas das imagens simbólicas de Daniel estão refletidas no livro de Apocalipse. Os animais com chifres em Daniel, representando poderes terrenos, encontram seu correlativo nos animais do Apocalipse. Nos dois livros encontramos uma visão do Glorioso cuja presença impressiona o espectador. Em ambos os livros lemos a respeito de tronos e do trono em que está assentado o ancião de dias. Ambos retratam o clímax da história, quando os reinos dos homens se submetem ao reino triunfante e eterno de Deus.
Daniel e Apocalipse não são os únicos a tratar de aspectos apocalípticos. Uma série de outros livros, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, contém seções conhecidas como apocalípticas. Isaías 24—27 tem sido chamado de “Apocalipse de Isaías”. Zacarias contém elementos apocalípticos distintos, como as visões dos símbolos místicos de cavalos e carruagens, de castiçais e de pergaminhos que voam. A prefiguração do Messias, como Sacerdote e Rei, é deduzida dos dois “ungidos”, Josué e Zorobabel. E o julgamento final das nações descrito em Zacarias 14 é mais claramente apocalíptico.
No Novo Testamento, cada um dos três Evangelhos Sinóticos contém seções apocalípticas. Essas são encontradas em Mateus 24.1—25.46, Marcos 13.1-37 e Lucas 21.5-36. A seção em Marcos tem sido chamada “O Pequeno Apocalipse”. Um apocalipse paulino é encontrado em 2 Tessalonicenses 1.7—2.12. Cada uma dessas seções claramente reflete elementos encontrados no livro de Daniel.
A literatura apocalíptica tem uma série de características distintas, ilustradas no livro de Daniel. Em primeiro lugar, existe o elemento de mistério manifestado por meio de visões e símbolos singulares. Também há o elemento da revelação. O aspecto apocalíptico está relacionado primariamente com o futuro e com a consumação do plano de Deus. Diferentemente da função da profecia, que proclama a palavra de Deus mais imediata dentro do contexto histórico, o apocalipse ultrapassa a história. Ele descreve acontecimentos do fim dos tempos por meio de cataclismos e julgamentos. O apocalipse revela o propósito final de Deus que se cumpre por meio de uma manifestação divina que rompe a ordem histórica. Mais importante de tudo, o elemento messiânico aparece claramente no apocalipse.
O livro de Daniel tornou-se durante o período intertestamentário, e por mais de um século na era cristã, um modelo e estímulo para um impressionante número de escritos apocalípticos. Nenhum desses escritos foi aceito no cânon das Escrituras, porque deixam de apresentar as marcas essenciais de inspiração que Daniel possui. Mas esses escritos revelam o anelo e a esperança do povo de Deus em tempos de intensa provação.

A . Lugar no Cânon

O lugar de Daniel nas Escrituras do Antigo Testamento nunca foi seriamente contestado. Entre os judeus, bem como entre os cristãos ao longo dos séculos, esse livro tem sido altamente estimado. Ele contém as marcas da inspiração divina e as qualidades superiores requeridas dos escritos reconhecidos como Escrituras. Esse livro traz a mensagem de Deus e claramente apresenta a revelação de Deus sobre a vida e a história. Ele traz inculcada a qualidade do eterno e do imutável.
Na Bíblia Hebraica, Daniel não aparece entre os Profetas (Nebhiim), mas entre os Escritos (Kethubhiim). Alguns têm se queixado de que isso foi feito para diminuir a autoridade de Daniel devido ao testemunho claro que o livro dá acerca do Messias. Mas esse motivo não parece plausível em vista do lugar de autoridade que o livro recebe no cânon sagrado. Se, de fato, havia o intento sério de diminuir a autoridade de Daniel, ele teria ficado fora do cânon. Pusey explica que Daniel, na verdade, não era técnica nem profissionalmente um profeta, mas um estadista. Ele não possuía o ofício profético. Por isso ele não constava entre os profetas nas Escrituras hebraicas. Mas Daniel cumpriu a função profética. Por isso, seu livro está no cânon das Escrituras Sagradas e sua mensagem é reconhecida nas próprias Escrituras como profecia. Young segue uma linha de raciocínio parecida, respeitando a posição de Daniel nas Escrituras hebraicas.

B. Autoria

Ao longo dos séculos, tanto entre os judeus quanto entre os cristãos, o livro tem sido tradicionalmente atribuído a Daniel. Em diversas seções importantes o texto é atribuído diretamente a Daniel. A primeira pessoa do singular: “Eu, Daniel”, é usada repetidas vezes. O capítulo 7 começa da seguinte forma: “teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça; escreveu logo o sonho e relatou a suma das coisas” (Dn 7.1).
Mas nos últimos cento e cinquenta anos a autoria do livro de Daniel tem se tornado um grande campo de batalha. Tornou-se um hábito atribuir o livro a um autor desconhecido que viveu na época de Antíoco Epifânio, 175-169 a.C. De acordo com essa posição supõe-se que o livro de Daniel é uma alegoria escrita parcialmente em códigos para encorajar e inspirar os judeus que estavam sofrendo debaixo da tirania e perseguições de Antíoco. As histórias do livro, portanto, não deveriam ser entendidas de forma literal, mas simbolicamente. O livro, portanto, deveria figurar na categoria de pseudoepígrafes (escritos posteriores que adotavam nomes de grandes homens do passado), devido a algumas semelhanças com essa categoria.
Para aqueles que entendem existir uma inspiração divina e, portanto, sobrenatural, não há motivo justificável para rejeitar a fé cristã tradicional acerca da integridade do livro de Daniel. Procurar possíveis motivos para uma outra autoria do livro que leva o seu nome é injustificável. Se levarmos em conta todos os questionamentos que foram levantados contra a sua autoria, concluímos que é necessário mais do que credulidade. E necessário fé. Essa fé busca aquietar-se e ouvir o que Deus tem a nos dizer em nossos dias acerca do firme propósito que Ele estabeleceu para o presente e nas eras futuras.
Daniel não está sozinho e indefeso na Bíblia. Sem dúvida, a referência mais impressionante e de maior autoridade é sobre Daniel 9.27. Jesus faz referência a esse texto na sua mensagem apocalíptica: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel...” (Mt 24.15; também cf. Mc 13.14). Jesus parece claramente dar o seu endosso para a legitimidade de Daniel como profeta e para a veracidade da sua mensagem.
Referências relacionadas por dedução à profecia de Daniel são também bastante numerosas nos ensinamentos de Jesus, particularmente em seu uso da expressão “Filho do homem”. Em Mateus 24.30, lemos: “verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. Essas palavras parecem ecoar o que lemos em Daniel 7.13-14: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem [...] E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino” (cf. Mt 16.27-28).
Quando Paulo escreve sobre o “homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora” (2 Ts 2.3-4), ele está se referindo claramente a Daniel 11.36: “e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis”.
Referências de Daniel refletidas no livro de Apocalipse são suficientemente numerosas para justificar a inferência de que a autoridade desse livro do Novo Testamento sustenta a integridade do seu correlato do Antigo Testamento.
É interessante notar que os integrantes da comunidade de Qumrã, que produziram os manuscritos bíblicos mais antigos conhecidos atualmente, tinham um interesse especial pelo livro de Daniel. Com base nos fragmentos recuperados das suas cavernas fica claro que possuíam inúmeras cópias desse livro. Devido aos tempos turbulentos em que viviam, logo após o reinado de Antíoco até a destruição de Jerusalém em 71 d.C., eles tinham um profundo interesse na esperança apocalíptica.

C. O Ambiente Histórico

O próprio livro de Daniel descreve de maneira precisa o ambiente histórico e a época quando foi escrito. O cerco e a invasão que levou Daniel e seus companheiros príncipes ao exílio ocorreu no terceiro ano de Jeoaquim. Isso aconteceu nos primeiros dias da ascensão do império babilônico. Nabopolassar tinha se livrado do jugo da Assíria e, junto com seu filho, Nabucodonosor, estava subjugando todos os países do Oriente Próximo, além do Egito. Judá também caiu debaixo do poder da Babilônia. Desde 606 a.C., o ano do exílio de Daniel, até 536 a.C., o ano da queda da Babilônia diante de Ciro, da Pérsia, o reino babilônico ascendeu e entrou em decadência. Grande parte desse período foi ocupada pelo reinado do poderoso Nabucodonosor (606 até 561 a.C.). Nesse período, e no início do período persa, Daniel viveu e serviu. É provável que ele tenha ultrapassado a idade de noventa anos.
O período da vida e de serviço de Daniel coincidiu com uma época de muita turbulência internacional. A Assíria, que havia assolado as terras do Oriente Médio durante séculos, foi banida para sempre pelas forças conjuntas dos seus antigos súditos, os babilônios, os medos e os citas. O Egito, que por mil anos havia procurado controlar não somente a África mas as terras do Mediterrâneo oriental, foi reduzido à sujeição. A Babilônia ascendeu de forma meteórica. Sob o comando de Nabucodonosor, um líder militar, organizador político e construtor cívico, a terra dos caldeus assumiu uma posição de poder, prosperidade e liderança mundial muito além do que se tinha conhecido até então.
Mas, enquanto os antigos impérios estavam desaparecendo e um novo império escrevia sua breve mas brilhante história, o próprio povo de Daniel, o povo da promessa, estava passando por uma noite escura de provação. Exilados e longe da terra da promessa, servos em uma terra pagã, eles penduravam suas harpas nos salgueiros e aguardavam pelo romper do dia.
Embora o livro de Daniel apresente uma perspectiva mundial em suas implicações e que alcança o fim dos tempos, seu foco principal está nas terras do Oriente Médio e do Mediterrâneo. O livro não menciona os reinos e civilizações que precederam a época de Daniel. Ele não tem nada a dizer acerca de civilizações e da ascensão e queda de dinastias do Extremo Oriente, da China e da índia. Seu foco principal é a terra onde o drama da redenção deveria ser representado com seu evento-alvo, a vinda do Messias e a consumação do seu Reino.

D. Mensagem do Livro

O livro de Daniel é o desvendar de um mistério. E, se por um lado desvenda o mistério, por outro, o envolve em surpresa e admiração, deixando grande parte do mistério da revelação em aberto.
Daniel era um homem de extraordinária sabedoria e percepção. Vivendo no meio de grandes e repentinas mudanças mundiais, ele foi capaz de manter seu equilíbrio e sanidade, observando o que estava acontecendo com um olhar atento. Ele serviu a reis. Ele foi um valoroso conselheiro de governantes. Porém, mais importante de tudo, ele tinha um relacionamento íntimo com o Deus dos céus. Ele estava com os seus pés firmemente plantados na terra, entre os acontecimentos terrenos. Mas, a sua cabeça ficava numa atmosfera mais clara; ele vivia diante da realidade de coisas eternas.
Algumas verdades tomam-se claras na mensagem de Daniel, revelando o plano de Deus para a Terra e seus habitantes. Em primeiro lugar, poderes terrenos e circunstâncias são temporários. As tiranias mais poderosas ficam no poder durante um curto período. Em segundo lugar, Deus faz com que a ira do homem acabe se transformando em louvor a Ele e faz com que todo o resto seja impedido. Tanto Nabucodonosor, o déspota enfurecido, quanto Ciro, o soberano sábio e cordial, testificaram dessa verdade. Em terceiro lugar, Deus mantém as suas promessas para o seu povo; Ele não esquece. Em quarto lugar, Deus tem seu próprio tempo para realizar a sua obra. Ele nunca se adianta nem se atrasa. Em quinto lugar, os reinos desse mundo são designados para dar lugar ao reino do nosso Senhor e do seu Cristo. Em sexto lugar, embora Deus tenha uma visão eterna e cósmica, Ele tem um interesse amoroso em relação aos afazeres mais insignificantes de um indivíduo.
O livro de Daniel foi um livro para Daniel e para o atribulado povo remanescente de Deus dos seus dias. Esse também é um livro para todas as gerações, designado para manter a história em perspectiva. O livro continua sendo relevante para os nossos dias. Certamente, estamos mais próximos do tempo da consumação do Reino de Deus do que qualquer povo que viveu antes de nós. Em dias de profunda escuridão e conflitos cruciais, vamos extrair esperança e coragem da mensagem transmitida a Daniel.

Esboço

I. A História do Exílio de Daniel, 1.1-21
(Uma Seção Hebraica)
A. Prelúdio Histórico, 1.1-2
B. Jovens Provados, 1.3-16
C. Integridade Vindicada, 1.17-21
II. O Apocalipse Caldeu, 2.1—7.28
(Uma Mensagem para as Nações em Aramaico)
A. O Sonho de Nabucodonosor, 2.1-49
B. A Estátua Colossal de Nabucodonosor, 3.1-30
C. O Julgamento Pessoal de Nabucodonosor, 4.1-37
D. A Queda do Império Caldeu, 5.1-31
E. O Reinado de Dario, o Medo, 6.1-28
F. Impérios Ascendem e Minguam até a Consumação, 7.1-28
III. O Apocalipse Hebraico, 8.1—12.13
(Uma Mensagem para o Povo Escolhido, em Hebraico)
A. A Visão de Daniel de Impérios em Guerra, 8.1-27
B. A Intercessão de Daniel por Israel, 9.1-27

C. Uma Visão celestial de Conflitos Terrenos, 10.1—12,13

                                               Roy E. Swim

Comentário Beacon CPAD Volume 5 antigo testamento
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Como avaliar a aprendizagem

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Certo dia, o rei dos Hirsutos ordenou: “Tragam-me o melhor barbeiro! Quero cortar cabelos e barba! Assim remoçarei, ficarei diferente dos demais e ganharei fama, podendo até atrair turistas para o reino.” Imediatamente, convocados os examinadores de maior renome, instalou-se a comissão de seleção que reuniu numa sala centenas de candidatos atraídos pelos arautos reais.
'Discorra sobre a importância da barbearia no mundo moderno' foi a primeira questão da prova escrita, eliminatória. Julgadas as respostas, dispensaram-se dois terços dos candidatos, dando-se ao restante a ordem: 'Relate a história da arte de barbear.' Avaliadas suas dissertações, deixaram-se apenas dez barbeiros na sala, os quais receberam a instrução: 'Descreva os instrumentos e procedimentos necessários para cortar cabelo e barba do rei.' Apreciadas as novas respostas, foi pedido aos três únicos classificados para desenhar seis tipos de cortes de barba e de cabelo. Selecionado, por fim, o melhor de todos, levaram-no ao rei, que logo ele começou a barbear. Quase no final do trabalho, porém, o escolhido canhestramente cortou a orelha real.
- Iiihh!!! - gritaram em coro, aterrorizados, os examinadores.
- Iiihh?! - retrucou-lhes o ferido -Peço-lhes apenas um barbeiro capaz, e me saem com um coro de iiihh!?
- Perdoai-nos, majestade, não sabíamos onde estávamos com a cabeça ao preparar as questões da prova!
- Ideia genial! - tomou-lhes o rei, que logo os mandou decapitar".
(Fábula adaptada da obra de F. Mager.)
Quais erros cometeram aqueles "especialistas" da casa real? O que havia de irrelevante e sem propósito nas questões por eles elaboradas? A primeira coisa que percebemos é que as questões propostas pelos examinadores, por serem caracteristicamente subjetivas, jamais verificariam se aqueles candidatos a barbeiros realmente estavam habilitados à "difícil" tarefa de cortar o cabelo do rei. Neste caso, os conhecimentos teóricos e preliminares sobre cortes de cabelo em nada poderiam ajudar nas questões pragmáticas da avaliação. O teste deveria ser essencialmente prático. Ou seja, a fim de serem considerados aptos para cortar o cabelo do rei, os candidatos deveriam, antes, demonstrar competência, cortando o cabelo de outras pessoas.
Essa fábula ilustra perfeitamente o tipo de avaliação utilizada por grande parte dos professores das instituições públicas e particulares de ensino. Se a funcionalidade dos instrumentos de avaliação de certos professores fosse julgada a rigor, certamente muitos mestres perderiam suas preciosas cabeças. A maioria deles, inclusive os da área do ensino cristão, seleciona instrumentos de avaliação visando apenas à reprodução automática do conteúdo, quando o resultado da aprendizagem precisa ser palpável, observável.

A importância da avaliação
O que significa avaliar em termos educacionais? O que deve ser observado no aluno para que o consideremos apto em determinada área do conhecimento? Neste sentido, avaliar significa fazer um julgamento sobre os resultados, isto é, comparar o que foi realizado com o que se pretendia alcançar. Se essa comparação for feita com base na formulação inicial de objetivos que descrevem as modificações previstas no comportamento do aluno, as dificuldades normalmente associadas à avaliação da aprendizagem tendem a diminuir.
Que resultados pode o professor esperar de uma avaliação? Que tipo de comportamento precisa o aluno manifestar? O estudante, para ser considerado apto, deverá agir, fazer, executar, expressar, manifestar uma mudança de atitude e comportamento. Somente por meio dessas manifestações do aluno, o professor pode reprogramar suas atividades visando ao aperfeiçoamento do trabalho docente. De acordo com o que ensina o pastor Antônio Gilberto no Manual da Escola Dominical, "uma avaliação periódica permite aos que ensinam e dirigem aferir o estado real da escola; o que foi feito e o que deixou de ser realizado, ou necessita ser introduzido ou suprimido." Ainda, segundo ele, "a avaliação revela as novas tomadas de providências que devem ser levadas a efeito."
Avaliar a aprendizagem é extremamente importante, porém, é necessário que a avaliação ofereça ao professor meios seguros de medir o aproveitamento do aluno. Para o educador Stuart S. Cook, a avaliação ajuda o professor a "determinar o progresso individual dos estudantes em relação às metas de ensino. Informações sobre os alunos são usadas para a tomada de decisões acerca de estratégias educacionais e administrativas. Sem as informações que vêm dos testes, muitas decisões que os educadores tomam estariam sujeitas a sérios erros."

Tipos de avaliação
Quando o professor deve avaliar? No início, durante ou no final do processo de ensino-aprendizagem?
1. Avaliação Prévia. A avaliação feita antes da exposição da matéria é chamada de avaliação prévia ou diagnostica. Ela tem por objetivo verificar o que a classe não sabe ou até que ponto conhece a matéria. Essa forma de avaliação, além de ser utilizada como fonte de incentivos para os alunos, serve também como introdução a fim de prepará-los para receberem ensino mais completo. Não havendo verificação antecipada, o professor correrá o risco de passar conteúdos já assimilados pelos estudantes, desperdiçando, assim, muito tempo que poderia ser empregado na aquisição de conhecimentos novos ou mais complexos. Poucos professores utilizam esse tipo de avaliação. A maioria avalia durante ou no final do processo.
2. Avaliação formativa. A avaliação formativa é a que ocorre durante o processo de ensino-aprendizagem. Constitui-se de testes ou outros instrumentos rápidos, ministrados periodicamente, que visam a verificar se a aprendizagem está realmente ocorrendo. A avaliação formativa desempenha importantes papéis. Vejamos:
a) Proporciona feedback. Se, através de um simples teste, o professor verifica que a maioria dos alunos não está aprendendo, é o momento de parar, pensar no que está errado em seu ensino e reformular suas estratégias. Se a maioria está aprendendo, a avaliação formativa identificará aqueles que não estão assimilando o conteúdo ensinado a fim de que lhes possa ser dada adequada atenção.
b) Proporciona feedback também ao aluno. A avaliação feita durante a aula faz com que o aluno perceba o que está faltando, no que ele está errando, permitindo-lhe oportunidade de esforçar-se a fim de atingir o domínio que dele se espera.
c) É fonte de motivação para o aluno. Os alunos que fazem autoavaliação sentem-se estimulados a continuar seus estudos.
4. Avaliação Somativa. É a avaliação que ocorre ao final de um trimestre, semestre ou determinado espaço de tempo. Ela visa verificar o produto da aprendizagem, isto é, o que resultou do trabalho de professor e aluno. Por exemplo, há professores da Escola Dominical que no final de cada trimestre elaboram um questionário com perguntas de todas as lições. Essas questões visam a avaliar a capacidade de assimilação dos alunos em todo o período de estudo.

Conclusão
Acredito que a partir de agora, meus leitores, professores da Escola Dominical, não terão dúvidas quanto à importância da avaliação do desempenho de seus alunos. Mas alguém ainda poderia perguntar: Baseado em que deverei preparar meus instrumentos de avaliação? Como poderei acompanhar e analisar o comportamento de meus alunos? Neste caso, é extremamente importante enfatizar que, para uma boa avaliação, é necessário que o professor estabeleça objetivos. Não há como esperar resultados se não determinarmos prévia e claramente o que devemos esperar. Objetivos imprecisos conduzem à avaliação confusa, sem propósito e desnecessária.


Autor: Marcos Tuler
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Dinâmica da Lição 01: Daniel, nosso contemporâneo (Jovens e Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 01: “Daniel, nosso contemporâneo.”
7– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
8 - Leve seu aluno a conhecer panoramicamente o livro de Daniel. Para isso, apresente os seguintes pontos:
- Tema: Integridade Moral e Espiritual - O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje
- Comentarista: Pastor Elienai Cabral
Apresente informações sobre ele, vejam um resumo de sua biografia clicando AQUI.
Busque na internet uma foto dele e apresente a classe.
- As Lições de todo trimestre - apresente da seguinte forma:
Você ler o título da lição e os alunos lê o Texto Áureo.
- Explique a autoria e a história por trás do livro de Daniel.
- Mostre os fatos que propiciaram o exílio na Babilônia.
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Neste trimestre estudaremos a respeito do livro de Daniel. Este, com certeza, é um dos livros proféticos mais lidos do Antigo Testamento. Daniel viveu como exilado em meio a uma cultura pagã, todavia ele manteve a sua verdadeira identidade israelita e permaneceu fiel a Deus.
Material:
Papel ofício, caneta, folha de papel pardo com o quadro, fita adesiva, quadro branco.
Procedimento:
 Apresente a nova revista e O tema do trimestre aos alunos. Depois faça a seguinte indagação: "O que você espera deste trimestre?" Em seguida, diga que Daniel é um dos últimos profetas do Antigo Testamento e que o livro pode ser dividido em duas partes principais: 1 — 6 histórias de Daniel e 7— 12 as profecias. Em seguida, escreva no quadro as seguintes questões: "Quem é o autor do livro?"  (Daniel). "Qual o tema central do livro?" (Deus é soberano e tem o controle dos homens e da história.) "Em que ano foi escrito e qual o seu gênero literário?" (Foi escrito em cerca de 536 - 530 a.C.. O gênero em que foi escrito é apocalíptico.) Depois, peça que os alunos se  reúnam  formando quatro grupos. Cada grupo deverá ficar com uma questão para que respondam. Em seguida, reúna os alunos novamente formando um único grupo. Explique que para estudar os livros da Bíblia de modo efetivo precisamos responder a essas questões.  Depois, juntamente com os alunos, complete o quadro logo abaixo:


Autoria
Daniel (Dn 12.4)
Tema central
Deus é soberano e tem o controle dos homens e da história

Ano em que foi escrito
Cerca de 536-530 a.C.

Gênero
Apocalíptico



Fonte: Revista Ensinador Cristão. Ano 15. Nº 60
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Dinâmica da Lição 01: O perigo do ocultismo (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “O perigo do ocultismo.”
- Identifique os princípios que caracterizam o ocultismo e como eles se chocam com a Palavra de Deus.
- Rejeite qualquer manifestação de ocultismo.
- Destaque a importância de se combater tal seita .
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Neste trimestre, o tema da revista de Juvenis é "O perigo da falsa ciência e das filosofias antibíblicas". O objetivo das lições é ensinar aos jovens que precisamos ter cuidado com as heresias que se escondem por trás de algumas teorias cientificas, como, por exemplo, a teoria do evolucionismo.
Vivemos tempos trabalhosos, a iniquidade tem se multiplicado, e muitos já não creem na Palavra de Deus. Alguns preferem crer no budismo, espiritismo e tantos ismos que têm surgido. O povo de Deus precisa ter discernimento para não ser enganado pelas falácias de Satanás, embora elas estejam sempre bem disfarçadas. Todavia, sabemos que o discernimento é resultado do ensino e do aprendizado da Palavra de Deus. Dificilmente um servo de Deus que prioriza o estudo das Sagradas Escrituras será enganado ou confundido pelas sutilezas do Diabo.
Para auxiliá-lo a alcançar os objetivos propostos, sugerimos uma dinâmica que poderá ser utilizada na primeira aula.
Cuidado, é falácia do Inimigo!
Justificativa:

Os jovens precisam estar conscientes dos perigos das práticas ocultistas para o homem e a sociedade em geral. Eles também precisam estar preparados para refutar, à luz da Palavra de Deus, tais heresias e práticas.
Objetivo:
Conscientizar os jovens de que precisamos, mediante a Palavra de Deus, rejeitar qualquer manifestação de ocultismo.
Material:
Um copo com água e anilina.
Procedimento:
Mostre aos alunos o copo com água. Diga que a água está limpa, translúcida e própria para o consumo. Em seguida, jogue um pouco de anilina. Mostre que a anilina vai se misturando à água aos poucos. Explique que as mentiras de Satanás são parecidas com essa ilustração. Ele é mentiroso e enganador e tenta sempre misturar um pouco de verdade em suas teorias para nos enganar. E o que acontece com a teoria da evolução e as manifestações ocultistas, como por exemplo, horóscopo, terapia das cores etc. Mas, depois que a anilina se mistura totalmente na água, essa já não fica mais translúcida e não é mais própria para o consumo.
Explique que em toda a Bíblia o ocultismo é condenado, pois ele mancha, corrompe o homem. Essas práticas são abomináveis diante de Deus. No Antigo Testamento, quem as praticava era morto (Lv 20.27). E no Novo Testamento, quem praticar tais ações não entrará no Reino de Deus (G1 5.20,21; Ap 22.15).


Fonte: Revista Ensinador Cristão. Ano 12 . Nº 48
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Dinâmica da Lição 01: O que é graça e misericórdia? (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “O que é graça e misericórdia?”
- Discorra de maneira geral sobre a epístola aos romanos
- Enfatize que a salvação é pela graça de Deus e não pelos méritos humanos
- Diferencie claramente graça de misericórdia
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!


Neste trimestre, os adolescentes terão a oportunidade ímpar de estudar a respeito das epístolas paulinas. Muitas das cartas de Paulo foram redigidas da prisão. Por intermédio dos seus escritos, igrejas e pastores foram doutrinados e encorajados a permanecerem fiéis ao Senhor. A primeira epístola a ser estudada é Romanos, e o enfoque central da lição é a graça de Deus.

Justificativa:
Os adolescentes precisam saber que as epístolas têm ensinos preciosos para todos os salvos em Jesus.
Objetivo:
Compreender que somos salvos não por obras meritórias, mas pela graça de Jesus,
Material:
Alguns bombons.
Procedimento:
O enfoque da primeira lição é a respeito da graça e da salvação. Para auxiliar na compreensão desse tema tão relevante, sugerimos a seguinte atividade: escreva no quadro de giz as seguintes perguntas: "Qual o tema central da epístola aos Romanos?" , "Em que ano foi escrita?", "Qual o propósito?" e "O que é misericórdia?". Escolha alguns alunos para que respondam. Mesmo que os alunos errem as resposta, diga: "Muito bem! Recebam um prêmio". Dê um bombom para os alunos que participaram. Na sequência, enfatize que, na verdade, eles não mereciam o bombom, pois não acertaram as respostas, porém você decidiu presenteá-los. Explique que assim é a graça de Deus. Graça significa "favor imerecido". Diga que ninguém é salvo porque é bom. A salvação é um presente gratuito de Deus. Não recebemos a salvação porque tivemos um bom desempenho. Nós não merecemos, mas Deus nos ama. Em seguida, leia e discuta com os alunos os seguintes textos: Efésios 2.8,9; Tito 3.5; Romanos 3.20. Conclua mostrando que Deus é em sua essência misericordioso. Ainda que não temos como fazer nada para receber Seu perdão, amor ou bondade, Ele nos ama. Isso é misericórdia, graça, ou seja, favor imerecido.


Fonte: Revista Ensinador Cristão. Ano 12. Nº 48
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Dinâmica da Lição 1 - A Igreja de Cristo (Pré-Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1- Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc). Não deixe de, sempre que possível, entrar em contato com cada um deles.
2- Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4 – Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefonema ou rede sociais.
5- É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “A Igreja de Cristo”.
- Após a aula seu aluno deverá , saber definir o termo igreja, bem como saber que a Igreja é o corpo  de Cristo.
- Apresente aos seus alunos a figura de uma igreja e pergunte o que eles entendem que seja uma igreja?
- Ouça cada explicação com bastante atenção e, em seguida, tire todas as dúvidas e exponha para eles todas as informações que você pesquisou sobre esse assunto, não se esquecendo de mostrar o significado e a importância de cada símbolo (Corpo, templo, Noiva e família), conforme o primeiro tópico.
- Para esta aula sugerimos duas dinâmicas
- Para o segundo tópico sugerimos a dinâmica “Ser Igreja”.
- Pergunte: Quais os objetivos da igreja na terra? É correto vivermos como crentes sem frequentar aos cultos? Por que? Ouça as respostas atentamente e procure acrescentar e reforçar as ideias apresentadas, conforme o segundo tópico da lição.
- Para refletir a respeitos dos dois temas do terceiro tópico (batismo em águas e a ceia do Senhor) sugerimos que você pergunte aos seus alunos por que precisamos ser batizadas em águas e participarmos da ceia do Senhor? Ouça as respostas atentamente e procure acrescentar mais informações sobre cada uma delas.
- Encerre sua aula com a leitura do texto: “O sermão silencioso”.

Desejamos que esta aula traga grandes frutos para vida de seus alunos!

Professor, você ama a Casa de Deus? Se sim, então não terá dificuldades de ensinar a respeito do tema do trimestre. Tenha cuidado para que suas aulas não sejam apenas informativas, mas que seus alunos possam refletir questionar e compreender que a igreja não nasceu da vontade do homem, mas de Deus. Que eles tenham uma visão correta a respeito da Casa de Deus, tendo a consciência de que a igreja não é uma organização, uma empresa, um clube social ou lugar de entretenimento, mas é um lugar onde várias gerações se unem para louvar e exaltar o Todo-Poderoso. Justificativa: é importante mostrar aos pré-adolescentes que a Igreja foi estabelecida pelo Senhor.
Objetivo:
Compreender que a Igreja foi estabelecida e edificada por Jesus Cristo para que os salvos adorem a Deus.
Material:
Uma caixa de papelão e tiras de papel com as seguintes palavras: Edifício de Deus, Lavoura de Deus, Corpo de Cristo, Um Farol, Família de Deus, Lugar de adoração.
Procedimento:
Sente-se com os seus alunos em círculo. Explique que infelizmente muitas pessoas têm uma visão errada da Igreja e dos crentes. A igreja é um lugar onde as pessoas que creem em Jesus se reúnem para adorá-Lo. Em seguida, peça que a turma forme dois grupos (meninos x meninas). Peça que cada grupo retire um papel da caixa. Só os componentes do grupo podem saber o que está escrito. Devem manter segredo total. Depois que todos os grupos retirarem os papeis, explique que o grupo todo terá que representar o que está no papel através de gestos, mímica ou desenhos (nesse caso, distribua lápis e papel). O grupo rival terá que descobrir o que eles estão tentando dizer ou desenharam. Conclua a atividade enfatizando que a igreja não existe para oferecer entretenimento ou ajudar os carentes. A igreja existe para adorar a Deus. Então, peça que cada aluno fale uma frase de adoração ao Senhor.

Fonte: Revista Ensinador Cristão. Ano 13. Nº 52

Dinâmica: Ser Igreja
Objetivo:
Refletir sobre a nossa importância como Igreja.
Material:
 Algumas bexigas (mais de 4 bexigas).
Procedimento:

Entregar uma bexiga para cada aluno e pedir que eles fiquem brincando com as bexigas um passando para o outro sem deixá-las cair no chão.
Aos poucos vá retirando cada pessoa do círculo, uma a uma e perceba como aumenta a dificuldade dos últimos para deixar tantas bexigas no ar.
Depois de terminada a dinâmica, incentivar o debate e explicar aos alunos que a igreja é uma assembleia, uma congregação. Ela envolve, por definição, uma reunião um grupo. Não é possível haver igreja sem uma assembleia. Se você acha que pode fazer parte da igreja sem participar dos cultos, está pensando em algo diferente do significado da palavra traduzida por “igreja”. Seja fiel na sua participação da sua congregação local.
Leia com eles Hebreus 10:23-25 . Mostre que não é simplesmente o desejo do pastor; é uma ordem de Deus a qual não se pode menosprezar. Pigarrear, gaguejar e dar desculpas. Talvez haja uma igreja sem dinheiro, porque os membros podem se reunir nas casas, em baixo das árvores ou mesmo ao ar livre, mas não pode haver uma igreja sem os membros se reunirem. Estou dizendo isto, não para diminuir o valor do dinheiro, mas para magnificar a frequência à igreja.

Por Escriba Digital

Texto: O sermão silencioso
Um senhor, membro de uma certa igreja, que costumava vir aos cultos com regularidade, repentinamente deixou de o fazer. Algumas semanas depois, o pastor decidiu visitá-lo. Encontrou o homem em casa, sozinho, sentado à lareira. Perguntando a si próprio qual seria o motivo da visita do pastor, convidou-o a entrar e a sentar-se numa cadeira confortável, junto à lareira.
      O pastor sentou-se à vontade, mas não disse nada. Num silêncio sepulcral, ele apenas contemplava a dança das chamas em torno das brasas incandescentes.  Alguns minutos depois, o pastor levantou-se e, com uma tenaz, retirou cuidadosamente uma brasa que ardia e colocou-a sobre a pedra, ao lado. Depois sentou-se de novo na sua cadeira, sempre silencioso.
     O homem observava tudo aquilo, em quieta contemplação. A chama daquela brasa foi diminuindo gradualmente e, após ainda um brilho momentâneo, apagou-se totalmente. Em pouco tempo ficou fria, sem vida.
     O pastor olhou para o relógio e viu que eram horas de se ir embora. Levantou-se lentamente, pegou naquele carvão frio e morto e colocou-o, de novo, no meio do fogo. Imediatamente voltou a brilhar ao receber a luz e o calor dos outros pedaços de carvão à sua volta.
     Quando o pastor se dirigia à porta, para sair, o homem visitado disse-lhe, com lágrimas nos olhos: "Muito obrigado pela sua visita e especialmente pelo seu excelente sermão. No próximo domingo, voltarei à igreja".


Autor: Desconhecido
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Dinâmica da Lição 01: Conhecendo a Bíblia (Discipulado 1 – Novos Convertidos)

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Professoras e professores, observem estas orientações:
1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
6 – Agora, vocês iniciam o estudo do tema.
- Falem do tema da aula: Conhecendo a Bíblia. É importante que os alunos possuam Bíblia, sendo assim procurem, com antecedência, o Departamento do Discipulado ou de Evangelismo de sua Igreja para solicitar os exemplares para os alunos.
- Falem que neste dia eles vão conhecer as partes da Bíblia e como encontrar um texto bíblico.
 Certamente, para a maioria dos seus alunos, este é o primeiro contato que têm com uma situação de ensino da Bíblia de forma sistemática.
Alguns poderão apresentar ansiedade por não saber manusear o Livro dos livros. Tranquilize-os, afirmando que nessa aula é apenas uma iniciação, mas com o passar do tempo eles vão adquirindo agilidade no manuseio da Bíblia.
- Para a condução dessa aula, utilizem a dinâmica “Abrindo o Tesouro”.
- Para concluir, leiam  o texto “Leitura Proveitosa”.
Tenham uma excelente e produtiva aula

Dinâmica: Abrindo o Tesouro
Objetivos:
Manusear a Bíblia de forma satisfatória.
Conhecer a organização da Bíblia: Antigo e Novo Testamento, sequência dos livros, divisão em capítulos e versículos.
Material: 
01 Bíblia para cada aluno.
Procedimento:
- Depois que vocês falarem que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus e que nEla encontramos alimento para a vida espiritual, digam que para termos conhecimento dos ensinamentos divinos, precisamos ler e estudar a Bíblia. Para isto, precisamos saber como manuseá-la.
- Solicitem aos alunos para que abram a Bíblia no índice e falem: esta é a relação nominal dos livros que compõem a Bíblia. O vocábulo “Bíblia” significa: conjunto de livros.
- Falem ainda: Aqui nós encontramos o nome do livro, abreviação desse nome, o número de capítulos e o número da página. Observem também que a Bíblia está dividida em duas partes: Antigo Testamento com 39 livros, Novo Testamento com 27. Portanto a Bíblia é composta por 66 livros.
- Continuem falando: Para encontrar com facilidade um texto na Bíblia, os seus livros estão divididos em capítulos e versículos.
- Ainda observando o índice, peçam aos alunos para encontrar João capítulo 3, versículo 16. Orientem os alunos que o Evangelho Segundo São João está no Novo Testamento.
- Aguardem que todos encontrem este livro. Em seguida, falem que os números grandes são os capítulos, enquanto os pequenos são os versículos. Então, já que todos encontraram o Evangelho de João, vamos procurar o texto neste endereço: capítulo 3, versículo 16. Depois todos deverão ler o versículo em voz alta.
- Agora vamos fazer outra busca: agora será Salmo 119, versículo 11. Depois peçam para que todos leiam: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”. Então, falem da importância da leitura bíblica e da obediência a Palavra de Deus.
- Passem para os alunos uma tarefa para casa. Escrevam no quadro 04 referências e peçam para que procurem estes textos, copiem cada um deles numa folha e deverão trazer na próxima aula. Também deverão memorizar pelos menos uma dessas referências.
Por Sulamita Macedo.

Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Por Sulamita Macedo


Texto de Reflexão: Leitura Proveitosa
                O professor de Bíblia, William Barclay, lembra a experiência de um grupo de soldados britânicos, durante a I Guerra Mundial. Os homens tiveram um longo período de tranquilidade em relação aos seus inimigos. Entre eles havia um ateísta que, para preencher os dias monótonos, foi ao capelão e perguntou se tinha qualquer livro para ler. O único livro que o capelão tinha era a Bíblia.                A princípio, o ateísta recusou a Bíblia, mas então a levou e começou a ler pelo Antigo Testamento. Ele se deparou com a história de Ester e ficou tão cativado pela mesma que decidiu ler toda a Bíblia. À medida que o fez, compreendeu que o que ele estava lendo era a verdade e aceitou a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.
                O apóstolo Paulo afirmou em II Tm 3.16 que “toda escritura é proveitosa”. Ela dá às pessoas a sabedoria que conduz a “salvação, pela fé que há em Cristo Jesus”(v.15). Mesmo passagens que parecem ser monótonas e sem valor espiritual, têm o poder de transformar a vida das pessoas.
                 Se na nossa leitura nos deparamos com passagens que a princípio achamos sem inspiração, vamos confiar no Espírito Santo de que falará aos nossos corações e transformará nossas vidas. Lembre-se: quando se trata da Bíblia – desde Gênesis a Apocalipse – ela é divinamente inspirada e proveitosa.

Autor: Vermon Grounds.  


Fontes: Nosso Pão Diário
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Dinâmica da Lição 01: O Discípulo e a Comunidade (Discipulado 2 – Novos Convertidos)

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Professoras e professores, observem estas orientações:
1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:
- Cumprimentem os alunos.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
6 – Agora, vocês iniciam o estudo do tema.
- Façam uma panorâmica das lições do trimestre, lendo cada título de forma alternada, vocês começam e os alunos leem o próximo.
- Falem do tema da aula: O Discípulo e a Comunidade. Afirmem que estudaremos sobre a influência positiva do cristão na sociedade. Para isto, utilizem a dinâmica  “Sal da Terra”.
- Para concluir, leiam o texto “O Desvio”, que proporcionará a reflexão sobre o cuidado que devemos ter quanto a nossas atitudes e relacionamentos.
Tenham uma excelente aula!

Dinâmica: Sal da Terra
Objetivo: 
Promover reflexão sobre o comportamento do cristão como “sal da terra”.
Material: 
03 copos transparentes com água, 02 saquinhos com sal, 01 colher de chá, 01 colher de sopa de sal.
Procedimento:
- Expliquem que o sal representa o cristão e o copo com água está representando o mundo.
- Solicitem a atenção dos alunos para o que você vai realizar.
- Arrumem os 03 copos com água sobre uma mesa.
- Coloquem:
 01 saquinho de sal dentro de 01 copo – não retire a embalagem(situação 01);
01 saquinho de sal ao lado de outro copo( situação 02);
01 colher de sal no último copo e misturem( situação 03).
- Perguntem: Qual situação melhor representa a conduta do cristão no mundo?
- Aguardem as respostas. É comum haver votação para as três situações, com maioria para a situação 01. Mas, como vocês já deve ter percebido, a situação que melhor representada o cristão neste mundo é a da situação 03.
- Questionem:
Para as situações 01 e 02: Como o cristão pode estar influenciado o meio, como sal da terra, se estar isolado do mundo?
Para a situação 03: Está correto o crente está misturado com o mundo? Nós somos deste mundo? Estamos influenciando o mundo ou sendo influenciados?
- Após os questionamentos, leiam:
  “Vois sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens”. Mt 5.13
“Bom é o sal; mas se o sal degenerar, com que se adubará?” Lc 14.34
“E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós deste mundo, eu não sou deste mundo”. Jo 8.23
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há”. I Jo 2.1
Espera-se que, após os questionamentos e a leitura das citações bíblicas, os alunos tenham compreendido que a situação 03 representa a conduta do cristão como sal da terra.
Dinâmica adaptada por Sulamita Macedo.

Texto de Reflexão: O Desvio
          Eu e meus irmãos mais novos vivíamos brigando uns com os outros, quando éramos crianças. Teimosos e obstinados, cada qual queria a coisa a seu modo.
          Um dia papai levou-nos à estação da estrada de ferro para assistir a chegada de um trem de passageiros. Mal chegamos, ouvimos o apito de um trem de carga que vinha na direção oposta.
          - Estão vendo? Disse-nos papai. Dois trens vêm chegando em direções contrárias.
          - Que é que vai acontecer? Continuou ele.
          Nem respondemos. Deixamo-nos ficar ali, mudos de espanto e de medo, à espera da colisão que julgávamos inevitável. Mas, com muita rapidez, o trem de carga mudou de direção e entrou em um desvio. O trem de passageiros chegou a estação sem nenhuma dificuldade. Enquanto os viajantes desciam tranquilamente, papai se voltou para nós e disse:
          - Vocês viram? O mesmo sucede às pessoas. Todos nós tentamos seguir em direções diversas, no mesmo leito da estrada que é a vida. E se não usarmos os desvios, podemos esperar por um desastre na certa. Há muitos desvios a nossa disposição, e chamam-se: paciência, amor fraterno, tolerância e bom-senso.
          Nunca mais nenhum de nós esqueceu a lição. E todas as vezes que nós estamos na iminência de um choque de opiniões, que geralmente redunda em desagradáveis consequências, lembramo-nos daquele desvio do trem e conseguimos, com bons resultados, resolver os problemas.

Por Sulamita Macedo
Fonte: Atitude de Aprendiz 
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