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quinta-feira, 21 de maio de 2015

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Poder sobre a Natureza e os Demônios - Lição 8

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“E navegaram para a terra dos gadarenos, que está defronte da Galileia. E, quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que, desde muito tempo, estava possesso de demônios e não andava vestido nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros. E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo com alta voz: Que tenho eu contigo Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes. Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois já havia muito tempo que o arrebatava.
E guardavam-no preso com grilhões e cadeias; mas, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos. E perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios. E rogavam-lhe que os não mandasse para o abismo. E andava pastando ali no monte uma manada de muitos porcos; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e concedeu- lho. E, tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se de um despenhadeiro no lago e afogou-se. E aqueles que os guardavam, vendo o que acontecera, fugiram e foram anunciá-lo na cidade e nos campos. E saíram a ver o que tinha acontecido e vieram ter com Jesus. Acharam, então, o homem de quem haviam saído os demônios, vestido e em seu juízo, assentado aos pés de Jesus; e temeram. E os que tinham visto contaram-lhes também como fora salvo aquele endemoninhado. E toda a multidão da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles, porque estavam possuídos de grande temor. E, entrando ele no barco, voltou. E aquele homem de quem haviam saído os demônios rogou-lhe que o deixasse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo: Torna para tua casa e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito” (Lc 8.26-39).

Na Terra do Gadareno

Em outubro de 2013 comandei uma caravana para Israel. No roteiro da viagem estava incluso um tour pela Jordânia, país que faz fronteira com Israel. Na Jordânia, conhecemos o monte Nebo, local onde Moisés contemplou a Terra Prometida antes da sua morte (Dt 34.5); passamos pelo Vau de Jaboque, local onde Jacó lutou com o anjo de Deus (Gn 32.28); conhecemos o local apontado pela arqueologia onde Jesus de fato fora batizado e também conhecemos Gerasa, também denominada de Gadara (Mt 8.28), local onde Jesus libertou o endemoninhado.
Ali chegando, pude logo perceber porque os evangelistas usam de forma intercambiável os termos “Gadara” e “Gerasa” para se referirem ao local onde se deu a libertação do endemoninhado. Na verdade, Gadara e Gerasa faziam parte de um complexo de cidades conhecidas como “Decápolis”, isto é, um conjunto de dez cidades. Foi ali na região da Decápolis que fiquei espantado com as maravilhas da arquitetura romana, presente por toda parte, principalmente em Gerasa onde as ruínas da cidade continuam testemunhando todo o esplendor do que fora o Império Romano. Ali vi o arco de Adriano, feito em homenagem a esse imperador romano.

Atravessando o Mar

Os meus olhos se enchiam com todas aquelas belezas arquitetônicas, mas a minha mente procurava fazer a reconstituição da passagem que Jesus tivera por Gerasa. “Meu Deus!” pensei eu, “o Senhor cruzou o Mar da Galileia, enfrentou uma tempestade sem precedentes simplesmente para ir atrás de um homem endemoninhado. Um moribundo, um homem considerado louco pela sociedade.” Mas era exatamente isso o que o texto mostra. De fato Lucas registra:
“E aconteceu que, num daqueles dias, entrou num barco com seus discípulos e disse-lhes: Passemos para a outra banda do lago. E partiram. E, navegando eles, adormeceu; e sobreveio uma tempestade de vento no lago, e o barco enchia-se de água, estando eles em perigo. E, chegando-se a ele, o despertaram, dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo. E ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança. E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem? E navegaram para a terra dos gadarenos, que está defronte da Galileia” (Lc 9.22-26).
Quando o Senhor se dirigia para confrontar as forças do mal em Gadara, as forças da natureza se levantaram contra ele: “E sobreveio uma tempestade de vento no lago, e o barco enchia-se de água, estando eles em perigo” (Lc 9.23). E interessante que Lucas usa o vocábulo grego epitimao (repreender) em relação às forças da natureza da mesma forma que o usa em relação à libertação dos demônios e da cura da sogra de Pedro (Lc 4.35; 4.39). Era como se a natureza, como uma força viva, se levantasse contra Jesus e seus discípulos naquele momento. A natureza, portanto, era uma força a ser detida. Isso não significa dizer que forças impessoais ganham pessoalidade nem tampouco que seres inanimados ganham vida. O fato é que a entrada do pecado no mundo trouxe desequilíbrio e desarmonia ao universo e a natureza também está inclusa (Rm 8.19-22).
Tendo repreendido o vento e a fúria das águas, Jesus chegou a Gadara, seu destino final.

Fazendo o Caminho de Volta

Pois bem, quando ainda me encontrava em Gadara, fiquei a meditar na passagem de Lucas 8.26-39. O final da narrativa desse grande milagre de libertação, diz: “E aquele homem de quem haviam saído os demônios rogou-lhe que o deixasse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo: Torna para tua casa e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito” (Lc 8.38,39).
O gadareno, agora liberto, queria acompanhar Jesus, mas a orientação do Senhor foi que ele voltasse para a sua terra e anunciasse tudo o que Deus tinha feito com ele. De fato, os Evangelhos registram que ele se tornou o primeiro evangelista na região da De- cápolis (Mc 5.20).
Esse texto mostra de forma enfática o poder de Jesus sobre todos os demônios. Todavia revela também como fica o estado daqueles a quem Satanás escraviza.

Em primeiro lugar, o Diabo põe as pessoas na zona de exclusão. “E navegaram para a terra dos gadarenos, que está defronte da Galileia” (Lc 8.26). A frase “defronte da Galileia” é traduzida na Almeida Revista e Atualizada como “fronteira da Galileia”. A palavra grega antiperan, traduzida como oposto, na margem oposta, do outro lado, mantém essa ideia de região fronteiriça. As regiões fronteiriças são distantes de tudo. Em relação ao estado ou nação da qual fazem parte, se tornam uma verdadeira zona de exclusão. O gadareno vivia na fronteira, uma terra de ninguém. Não tenho dúvidas de que o Senhor foi para Gadara com o objetivo único de procurar aquele homem, libertá-lo e fazer com que ele saísse da zona de exclusão.

Em segundo lugar, o Diabo rouba a identidade do homem. O texto diz: “desde muito tempo, estava possesso de demônios” (Lc 8.27) e “como fora salvo o endemoninhado” (Lc 8.36). Em Lucas 8.27 o gadareno aparece como “tendo” (gr. echo) demônios e em Lc 8.36, como quem se encontra “possuído” (gr. daimonizomai) por demônios.1 O renomado léxico da língua grega de Walter Bauer traduz daimonizomai como “ser possuído por demônios”.2 Em outras palavras, o gadareno encontrava- se totalmente dominado por demônios. Ele não era mais ele, havia perdido por completo a sua identidade. Havia deixado de ser gente para se tornar uma coisa. Todos o evitavam porque ele não era aquela pessoa que haviam conhecido. Jesus o liberta e faz com que ele volte a ser gente como os demais (Lc 8.35).

Em terceiro lugar, o Diabo tira todos os valores, “e não andava vestido” (Lc 8.27). A palavra grega endidysko tem o sentido de vestir, vestir-se, cobrir- se, estar vestido em. Usada com a negativa “não” mantém o sentido de “estar descoberto”. É uma forma de dizer que ele andava sem roupa. Somente alguém que perde a noção de valores éticos-morais consegue andar nu. Mas é isso que o Diabo faz — deixar as pessoas totalmente nuas e despidas de tudo aquilo que as valoriza. Quando Jesus libertou o gadareno, as pessoas o viram “vestido” novamente (Lc 8.35). A missão do Diabo é despir as pessoas, enquanto o Senhor Jesus veste-as e reveste-as com sua graça.

O pastor Jack Haiford, pastor de uma igreja pentecostal na Califórnia, Estados Unidos da América, conta que certa vez uma jovem o procurou para ser aconselhada. Quando a jovem começou a contar a sua história, o pastor Haiford disse que precisou interrompê-la. O Espírito Santo lhe revelara que a jovem não estava contando-lhe o verdadeiro motivo de o ter procurado. O pastor informou-lhe que o Senhor o havia instruído a dizer uma frase para ela, e que para ele parecia sem sentido, mas que o Senhor dissera-lhe que faria todo o sentido para ela. A jovem então quis saber que frase era. O pastor repetiu a frase que ouvira do Senhor: “Jamais permitirei que alguém veja a sua nudez”. Essas palavras tiveram um efeito bombástico naquela jovem. Ela começou a chorar convulsivamente. Depois de se refazer, confidenciou para o pastor. Antes de se converter ela era uma prostituta e quando entregou a sua vida ao Senhor tudo estava indo bem, mas havia seis meses que um pensamento obsessivo parecia querer-lhe dominar a sua mente: “Você vai andar nua novamente”. Com aquela palavra de conhecimento liberada pelo pastor Jack Haiford a jovem foi totalmente livre.3
Em quarto lugar, o Diabo tira os referenciais, “nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros” (Lc 8.27). Esse homem não possuía mais uma família. Havia perdido a sua referência social. Havia perdido os seus valores morais e também os sociais. O homem é um ser gregário e como tal necessita viver em sociedade. O Diabo sabe disso e por isso procurou jogar aquele pobre coitado em um total isolamento social. Estava vivo, mas vivia com os mortos. Era um morto vivo. Jesus o libertou e devolveu ao convívio familiar.

Em quinto lugar, o Diabo torna a vida do homem árida. “Era impelido pelo demônio para os desertos” (Lc 8.29). O deserto é o lugar dos extremos. Durante o dia a temperatura é escaldante e durante a noite elas despencam. Vi isso quando estive no deserto do Sinai. Durante o dia, a temperatura no monte Sinai é elevadíssima, sendo possível medir cinquenta graus na sombra. Por outro lado, as madrugadas são geladas, ficando alguns graus abaixo de zero. Devido a esses fenômenos, o deserto é um lugar árido. O Diabo fez com que o deserto fosse a casa do gadareno. A sua vida era, portanto, árida. Foi somente quando Jesus o libertou que ele voltou a viver a vida abundante. As referências que mostram Jesus confrontando o poder de Satanás são abundantes nos evangelhos. No Evangelho de Lucas esse embate ocorre nos primeiros momentos do ministério público de Jesus.

“E desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava nos sábados. E admiravam-se da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade. E estava na sinagoga um homem que tinha um espírito de um demônio imundo, e este exclamou em alta voz, dizendo: Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele, sem lhe fazer mal. E veio espanto sobre todos, e falavam uns e outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem? E a sua fama divulgava-se por todos os lugares, em redor daquela comarca” (Lc 4.31-37). Como no caso dos milagres, Lucas também não tem a preocupação de provar a existência dos demônios. Isso não era necessário, pois eles estavam por toda parte. A Bíblia mostra o modus operandi do Diabo em vários textos. Ele resiste à oração (Dn 10.10-13); influencia a mente (Mt 16.21-23; At 5.3); corrompe a mente (2 Co 11.1-3); opõe-se à pregação do evangelho (At 13.8); procura destruir as vidas (Mc 9.22; Jo 10.10).

O registro dos Evangelhos é que havia muitas pessoas oprimidas e possuídas pelos demônios no antigo Israel. De fato a missão de Jesus, como o Messias prometido, incluía a libertação das pessoas dominadas pelo Diabo. “Chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler. E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.16-19).

Nesses confrontos uma coisa ficou logo evidente — Jesus, durante o seu ministério terreno exerceu autoridade sobre todas as castas de demônios! As pessoas viram isso e admiradas, se perguntavam que poder era aquele, pois Jesus ordenava aos demônios que eles saíssem e eles obedeciam! Até os próprios demônios estavam conscientes do poder de Jesus sobre eles: “Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (Lc 4.34).
Lucas mostra que Jesus não apenas possuía autoridade sobre os demônios como também delegou para seus discípulos essa autoridade. “E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu. Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lc 10.17-19).

O cristão, portanto, possui autoridade sobre o reino do mal. Isso se tornou possível porque Jesus conquistou a vitória sobre Satanás na cruz do calvário: “havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Cl 2.14-15). Estando em Cristo, o crente agora encontra-se em posição de domínio sobre o poder das trevas: “Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja” (Ef 1.20-22). “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Ef 2.4-6).

A Peneira do Diabo

Se o cristão tem autoridade sobre o Diabo, como de fato tem, então porque Satanás leva vantagens sobre muitos deles? Primeiramente porque lhe dão lugar (Ef 4.27); não são totalmente convertidos (Lc 22.31) e também possuem uma mente mundana (1 Co 10.21). Algo parecido com o que vivenciou Simão Pedro: “Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo. Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos. E ele lhe disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte. Mas ele disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces” (Lc 22.31-34). Pelo menos seis coisas podemos deduzir do comportamento de Pedro revelados nesse texto.
1. Pedro demonstrou presunção — “estou pronto para morrer”. Isso não passava de presunção, pois quando foi confrontado por ser discípulo de Jesus, ele negou temendo a morte.

2. Pedro possuía “brechas” — “Satanás vos reclamou”. O Diabo viu áreas no comportamento de Pedro que revelavam que ele não parecia ser aquela pessoa que demonstrava. Ele queria tirar isso a limpo. Não há dúvidas de que havia área na vida de Simão que o Diabo conhecia como sendo vulneráveis.

3. Pedro possuía vida devocional pobre — “Roguei por ti” — O Senhor orou por Pedro. O que o texto parece mostrar é que Pedro não vivia uma vida devocional profunda. Quando Jesus orava no Getsêmani, ele logo adormeceu na oração.

4. Pedro também não demonstrou ser totalmente convertido
“Quando te converteres”. O Senhor não iria dizer essas palavras se Pedro fosse um homem convertido por completo. Eu não sei precisar o que era essa falta de conversão, mas que ele não era ainda convertido por completo, não era.

5. Pedro demonstrou egoísmo — “fortalece aos teus irmãos”. Pedro sempre aparece como sendo o primeiro em tudo. Era hora do Senhor lembrar que ele precisava pensar em seus companheiros.

Crentes Possessos?

Lucas nada diz sobre a possessão de demônios em cristãos nem em seu evangelho nem tampouco em Atos. Todavia alguns escritores vão além e defendem a possibilidade de um crente ficar possuído pelo Diabo. Eu não compartilho dessa ideia. Estou convencido de que nenhum ensino tem demonstrado ser tão nocivo à Igreja de Jesus Cristo, quanto esse que afirma que o cristão pode ser possuído por demônios. Nos anos 90, esse ensino se tornou como uma praga e era só no que se falava nos meios evangélicos. Em um manual de libertação de autoria do neozelandês Bill Subritzky encontramos a pergunta: “pode um cristão ter demônios? O mesmo autor responde sem rodeios: “a resposta é enfaticamente sim!”4

O problema com esta afirmação está no fato da mesma não ser baseada na Bíblia Sagrada, mas na experiência do autor. Tentando fundamentar a sua resposta, ele diz: “Estou ciente do muito que se tem ensinado a respeito de os cristãos não poderem ter demônios. Contudo, através de minha experiência no ministério há quatorze anos, constatei que tal opinião é totalmente incorreta.”5
Partindo desse princípio a posteriori (fundamentado em sua experiência), Subritzky faz uma exegese falaciosa sobre a “possessão demoníaca” no cristão: “Em primeiro lugar”, escreve ele, “precisamos compreender que alguém pode ter um demônio sem estar possuído por ele. Aversão King James (Bíblia em Inglês) traduz incorretamente a palavra ‘endemoninhado’ como ‘possuído’. Isso dá as pessoas a impressão de que se um espírito as ataca, ou se apenas possuem um espírito estão consequentemente possuídas por demônios. Não há nada na tradução grega que revele a palavra ‘possuído’. Estudiosos insistem no fato de que esta palavra tem amedrontado muitas pessoas, por pensarem que, se possuem um demônio estão ‘possuídas’”.6
Como já escrevi em outro lugar, essa crença que dá amplos poderes aos demônios sobre os cristãos é falsa pelo menos por cinco razões:

1. E a “posteriori”, isto é, baseia-se na experiência e não na Bíblia.
2. E fruto de uma teologia errada sobre a segurança do crente.
3. E fundamentado numa concepção equivocada sobre a tricoto- mia humana.
4. E falho em definir o que seja um “cristão” segundo o modelo do Novo Testamento.
5É fundamentado na má compreensão da terminologia usada no Novo Testamento para a possessão demoníaca.7

Não podemos negar o valor que a experiência tem para nós, cristãos. A vida cristã é experimental. Todavia uma experiência cristã alicerça seus princípios na Palavra de Deus — a Bíblia Sagrada. Uma experiência divorciada das Escrituras não tem valor para a fé genuinamente evangélica. Aqueles que defendem a possessão demoníaca em cristãos não conseguem enquadrar essa experiência no modelo dado no Novo Testamento. A interpretação dada à palavra grega daimonizomai, com o sentido de “ter” demônios sem contudo estar possuído por ele, é falha e não conta com o apoio do Novo Testamento grego.8
Por outro lado, quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador, mudamos de cidadania, de propriedade e consequentemente de reino e senhor (Cl 1.13). Quando pertencemos ao reino de Deus não existe, portanto, a ideia de copropriedade ou ocupação conjunta. Não podemos ser habitados ao mesmo tempo pelo Espírito Santo e por demônios. Neste aspecto, o cristão em comunhão com Deus está guardado e não há porque temer as forças do mal (Rm 8.38,39; Lc 10.18,19; Ef 6.10-18).

NOTAS

1 Veja uma exposição completa sobre esse texto livro de minha autoria Por Que Caem os Valentes, CPAD, 2006. Ali faço uma exposição detalhada sobre a possibilidade ou não de um crente ficar possesso de demônios.

2 BAUER, Walter. A Greek - English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature. The University of Chicago Press, 1958.
3 HAIFORD, Jack. A Beleza da Linguagem Espiritual. Editora Quadrangular.

4 SUBRITZKY, Bill. Demônios Derrotados. ADHONEP, 1993.

5 Idem.

6 Idem.

7 GONÇALVES, José. Por Que Caem os Valentes. CPAD, Rio de Janeiro, 2006.


8 Os principais léxicos gregos como os de Bauer, Thayer, Bullinger e outros traduzem daimonizomai como “possuído por demônios”.

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Dinâmica da Lição 08: O Poder de Jesus sobre a Natureza e os Demônios (Adultos)

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 Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição. Vejam estas sugestões:
- Apresentem o título da lição: O Poder de Jesus sobre a Natureza e os demônios.
- Depois, na aula passada estudamos que Jesus tem poder sobre as doenças e morte. Na lição de hoje, vamos ampliar este tema, estudando que Jesus também tem poder sobre a natureza e os demônios.
- Em seguida, trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “Tempestade”.

Dinâmica: Tempestade
Objetivos:
Refletir sobre as dificuldades que enfrentamos na vida cristã.
Confirmar que temos socorro em Jesus, aquele que acalma as tempestades.
Material:
Folha de papel ofício para cada aluno
3 metros de TNT azul
01 mesa
Fita adesiva
Procedimento:
- Entreguem uma folha de papel ofício para cada aluno e solicitem para que eles façam um barquinho, usando a técnica da dobradura (aquela que agente fazia quando criança).
- Enquanto isso, organizem o TNT na mesa de forma que dê ideia de um mar revolto.
- Peçam para que os alunos coloquem seus barcos no mar revolto. Se julgar necessário, utilizem fita adesiva para fixar os barquinhos.
- Falem para os alunos que o mar revolto representa as situações adversas que enfrentamos na vida. Muitas vezes precisamos retirar do nosso barco algo que pode impedir o bom prosseguimento da viagem. Cada um deve nesse momento refletir se há algo que precisa ser descartado ou modificado, mas não precisa falar para os colegas.
- Há também outras situações que precisamos do socorro de Jesus para acalmar a tempestade. Leiam:  Mt 8.23 a 26.
- Façam uma oração pelos alunos sobre isto.
- Em seguida, com a ajuda de outra pessoa, estirem o TNT, representando o mar sem a tempestade.

Autora: Sulamita Macedo.


Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
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Dinâmica da Lição 08: Jesus e as Minorias (Jovens)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição. Vejam estas sugestões:
- Iniciem a aula, utilizando a dinâmica “No Lugar do Outro”.
- Escrevam no quadro o título da lição “Jesus e as Minorias”.
- Perguntem, apontado para a palavra “minorias”: Quem eram estas minorias?
Aguardem as respostas e depois escrevam no quadro: as mulheres, os pobres, os excluídos, os doentes, as crianças, os samaritanos.
- Depois, trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.

Dinâmica: No lugar do outro
Objetivo:
Refletir sobre a atitude de se colocar no lugar do outro, agindo sem discriminação.
Material:
¼ da folha de papel ofício e caneta para cada aluno.
Procedimento:
- Organizem os alunos em círculo.
- Distribuam ¼ da folha de papel ofício.
- Solicitem para que cada aluno escreva o que ele deseja que seu colega do lado esquerdo realize, naquele momento da aula. Normalmente as ações são engraçadas e até “micos”.
Veja um exemplo: Maria deve fazer tal coisa. João( nome da pessoa que está escrevendo).
Orientem que o colega não pode ver o que o aluno está escrevendo.
- Recolham todos os papéis.
- Agora, falem: A regra da brincadeira está mudada, o “feitiço virou contra o feiticeiro”. Quem vai realizar a tarefa é a pessoa que escreveu e não o colega para quem você desejou.
- Então, os alunos deverão realizar as tarefas.
Certamente, haverá um pouco de rejeição ou vergonha, mas encorajem os alunos para que realizem as atividades.
- Depois, falem: Esta é a finalidade da brincadeira: não desejar aos outros ou fazer algo com os outros, que você não gostaria que fizessem com você.
- Falem: Na aula de hoje, vamos estudar sobre atitude de Jesus diante das minorias, que eram discriminadas.
- Para concluir, leiam:
“E, como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós também” Lc  6.31

Ideia original desta técnica desconhecida

Autora: Sulamita Macedo.

Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.


Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
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Dinâmica da Lição 08: A Ameaça do Terrorismo (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, trabalhem o conteúdo da lição. Vejam as sugestões abaixo:
- Apresentem o título da lição: A ameaça do Terrorismo.
- Coloquem em 01 quadro ou cartolina reportagens ou figuras sobre terrorismo que vem acontecendo nestes últimos anos.

Reflitam sobre o que tem originado esta onde de terrorismo, quais as localidades onde estão acontecendo e quem promove este tipo de violência.
- Destaque que somente no Senhor podemos encontrar a verdadeira proteção.
- Enfatize que precisamos valorizar mais toda proteção oferecida por Deus.
- Depois, trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “Proteção 24 horas”.

Dinâmica: Proteção 24 horas
Objetivo:
Refletir sobre a proteção humana e a segurança que somente encontramos em Deus.
Material:
Figuras de fortalezas e torres(faróis).
Procedimento:
- Inicie a aula mostrando o quadro de insegurança que estamos vivendo. São assustadores os números apontados nas estatísticas da onda de violência que se alastra no Brasil e no mundo. O noticiário nos assusta diariamente com o registro de assassinatos, estupros e outros crimes de agressões aos valores, às leis e as normas vigentes na ordem social estabelecida. Multiplicam-se as zonas de vulnerabilidade. Ficamos todos numa sensação de impotência diante de um quadro assustador que estamos vivendo. O sentimento de medo e insegurança toma conta da população.
- Agora pergunte: O que devemos fazer como cidadãos, para termos uma maior proteção e segurança?
-Ouça cada resposta atentamente e discuta com os alunos cada uma delas se isto que eles estão apresentando realmente resolveria o problema.
- Leia o texto de Zacarias 2. 4, 5 (ausência de muro ao redor da cidade e a glória de Deus como um muro de fogo) falem que historicamente as cidades tinham muros que serviam de proteção para o povo contra os ataques dos inimigos.
- Busque na internet figuras de fortalezas e torres construídas em localização estratégica nas cidades litorâneas que serviram para promover segurança. Além disso, fale sobre as torres que possuem faróis que serviam e servem até hoje para orientar a navegação à noite, promovendo também segurança para os navegantes.
- Agora, leiam:
 Pv 18.10 “Torre forte é o nome do Senhor, para ela corre o justo e está seguro”.
Sl 46.1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”
Perguntem: Quem é a nossa fortaleza? E torre forte?
Espera-se que os alunos tenham observado o que dizem os versículos e falem que é Deus e o nome do Senhor!
- Falem: Temos uma torre forte na qual podemos nos refugiar, nos orientar através de Sua palavra que é luz para nosso caminho.
- Depois, perguntem se há algum aluno que está se sentindo inseguro, precisando se sentir amparado.
Certamente, haverá.
Então, peçam para que a turma faça um círculo ao redor do(s) colega(s). Orientem para que os alunos deixem o círculo bem fechado, simbolizando uma fortaleza, para que se sintam fortalecidos pelo cuidado e proteção dos colegas.
Depois, façam uma oração pelos que estão dentro do círculo, para que sintam segurança e proteção 24 horas da torre forte e da fortaleza que é Deus.
- Para concluir, leiam conjuntamente:
Sl 4.8 “Quando me deito, durmo em paz, pois só tu, ó Senhor, me fazes viver em segurança.
Sl 78.53. “E os guiou com segurança, e não temeram; mas o mar cobriu os seus inimigos” (Fale sobre a grande proteção de Deus para o povo de Israel a caminho da Terra prometida).

Ideia original: Sulamita Macedo – Blog Atitude de Aprendiz

Adaptação da Dinâmica: Escriba Digital

Dinâmica – O Cuidado de Deus
Objetivo: 
Destacar o cuidado e proteção de Deus para as nossas vidas
Material: 
Palitos de fósforos
Procedimento:
O professor chama à frente um aluno e lhe entrega um palito de fósforo e em seguida pede para ele quebrar o palito – esta será uma tarefa muito fácil.
Em seguida o professor convida a frente outro aluno e lhe entrega outro palito e lhe fazer o mesmo procedimento.
Ao convidar o terceiro aluno, o professor não dá o palito a ele, mas coloca o palito na palma da mão do aluno convidado. Pede para ele fechar a mão e tentar quebrar o palito enquanto mantém a mão fechada. Agora eles vão perceber a grande dificuldade.
Explique que um palito de fósforo quando está sem nenhuma proteção é muito frágil, por isso qualquer pessoa pode quebra-lo até mesmo uma criança. Mas quando você coloca este mesmo palito na palma de sua mão ele agora não pode ser mais quebrado. Assim é o cristão, como pessoa humana somos fracos. Enquanto ele está sem a proteção divina facilmente ele pode ser quebrado pelos problemas da vida e pelas investida do inimigo. Mas se você estiver guardado debaixo da proteção do Altíssimo pode descansar tranquilo (Leia com eles Salmos 91). Se você está nas mãos de cristo saiba que Ele lhe garante proteção total (leia com eles João 10.28, 29). Talvez você diga: “Mas eu sou tão falho e fraco”. No entanto saiba que sua fortaleza vem do Senhor, Ele te garante proteção e cuidado. Encerre a dinâmica refletindo com eles o Salmo 121. (Convide seus alunos para orarem juntos agradecendo ao Senhor por sua proteção).

Autor: Desconhecido

Adaptação da dinâmica: Escriba Digital

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
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Dinâmica da Lição 08: Fazendo a Diferença (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição. Vejam estas sugestões:
- Apresentem o título da lição: Fazendo a diferença.
- Falem: Na aula de hoje vamos estudar sobre uma criança de oito anos que se tornou rei. Isto mesmo! O nome dele é Josias.
Façam um breve relato sobre a história deste personagem bíblico.
- Depois, trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.

Dinâmica: Bumerangue
Objetivos:
Refletir sobre o princípio da semeadura e da colheita.
Contextualizar o exemplo do rei Josias para a vida dos alunos.
Material:
01 bumerangue(pode ser feito de vários materiais)
01 cesta pequena com sementes variadas.
01 copo descartável pequeno(tipo cafezinho) para cada aluno.
Procedimento:
- Leiam Gl 6.7 “... tudo o que o homem semear, isso também ceifará”.
- Falem: Este é o princípio da semeadura e da colheita.
- Perguntem o que os alunos entendem sobre isto.
Aguardem as respostas.
- Depois, apresentem um bumerangue e perguntem como funciona.
Aguardem as respostas.
Espera-se que falem que o bumerangue é um objeto de arremesso e que ao ser lançado, volta à mão daquele que o arremessou.
- Falem: A lei da semeadura é como um bumerangue, você vai ter de volta, vai sentir as consequências daquilo que falou e praticou.
- Estudamos nesta lição quais as ações que foram desenvolvidas pelo rei Josias. Ele plantou boas sementes e teve resultados positivos no seu reinado.
- Perguntem:
O que vocês estão plantando?
Que tipos de sementes estão semeando?
O que estão colhendo?
- Perguntem: Que tipo de sementes estamos semeado? O que estamos colhendo?
- Distribuam 01 copo descartável pequeno(tipo cafezinho) para cada aluno.
- Passem para os alunos a cesta com as sementes e solicitem para que eles retirem no máximo 05 unidades diferentes e coloque-as no copo.
- Depois, orientem para que os alunos falem sobre as ações, representadas pelas sementes, que eles desejam cultivar em suas vidas para que tenha êxito no seu relacionamento com Deus e com o próximo.
- Agora, repitam a leitura de Gl 6. 7.
- Reflitam ainda: Já imaginou a quantidade do que vocês podem receber de volta daquilo que estão plantando?
- Leiam II Co 9.6 “...O que semeia pouco, pouco também ceifará; o que semeia em abundância em abundância também ceifará.”
- Analisem ainda que há sementes que germinam com facilidade, mas há outras que precisam de cuidados especiais para que brotem.
Depois façam uma relação disto com as sementes que estamos cultivando, quais delas necessitam de maiores cuidados e tentativas para produzir frutos.
- Para finalizar, leiam Gl 5.22.

Autora: Sulamita Macedo.


Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
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Dinâmica da Lição 08: Um Soldado de Cristo (Pré-Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição. Vejam estas sugestões:
- Apresentem o título da lição: “Um Soldado de Cristo”.
- Depois, apliquem a dinâmica “A Armadura do Cristão”.
- Em seguida, trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: A Armadura do Cristão
Objetivo:
Refletir sobre a necessidade do cristão possuir todos os elementos da armadura espiritual para vencer as ciladas do Diabo.
Material:
01 figura de 01 soldado
quadro ou cartolina
papel ofício e caneta
Procedimento:
- Coloquem a figura do soldado no quadro e perguntem quais são as armas de combate e defesa de um soldado.
Aguardem as respostas. Escrevam as respostas no quadro de giz ou cartolina.
- Agora falem: O cristão é comparado a um soldado pronto para o combate, que possui armas especiais para a caminhada cristã.
Então, apresentem quais são os elementos que compõem a armadura do cristão, que encontramos em Ef 6. 13 ao 17. Para tanto, façam uma leitura compartilhada, explicando cada elemento da armadura.
Cinturão – verdade
Couraça – justiça
Escudo – fé
Capacete – salvação
Espada – palavra
- Para exemplificar os elementos da armadura: fazer os elementos de jornal e colocar em um dos alunos da classe.
- Depois, falem: O Diabo tem suas armas para investir contra o cristão, mas se ele está revestido da armadura de Deus, ele está protegido e sua vida espiritual está segura em Deus.
- Para concluir, leiam Ef 6. 11 ao 13.

Autora: Sulamita Macedo.


Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Significado dos elementos que compõem a Armadura do Cristão:

Cinturão da Verdade: Satanás luta usando mentiras. Ás vezes as suas mentiras soam como verdades. Mas somente os cristãos têm as verdades de Deus que podem vencer Satanás.

Couraça da Justiça: Satanás ataca frequentemente o nosso coração - o centro das nossas emoções - dignidade e confiança. A justiça divina é a armadura do corpo que protege nosso coração e assegura a aprovação de Deus. O Senhor nos aprova porque nos ama... Por isso enviou Seu Filho para morrer por nós.

Sapatos da prontidão para divulgação do Evangelho: Satanás deseja nos convencer de que relatar as Boas-Novas é uma tarefa inútil e desprezível que o peso dessa tarefa é muito grande e que as respostas negativas serão demasiadamente difíceis de ser controladas. Mas os sapatos que Deus nos deu representam a motivação para seguir proclamando a verdadeira paz que está disponível em Deus, e somente Nele. Essas são as boas novas que todos precisam ouvir.

Escudo da Fé: O que vemos são os ataques de Satanás sob a forma de insultos, reveses e tentações. Mas o escudo da fé nos protege sobre as setas inflamadas e invisíveis do diabo. Sob a perspectiva divina, tornamo-nos capazes de enxergar além das nossas circunstancias e saber que a suprema vitória é nossa.

Capacete da Salvação: Satanás deseja que tenhamos dúvidas a respeito de Deus, Jesus e da salvação. O capacete protege as nossas mentes para que não tenhamos dúvidas em relação à obra que Deus realizou para nós: A nossa salvação.

Espada do Espírito/Palavra de Deus: A espada é a única arma de ataque nesta descrição da armadura divina. Existem momentos em que precisamos de tomar uma atitude ofensiva contra Satanás. Quando somos tentados, precisamos confiar na verdade, que é a Verdade de Deus - A Sua Palavra.

Fonte: Meditar na Bíblia

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

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Dinâmica da Lição 08: Crendo no Espírito Santo (Discipulando 2º Ciclo)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, trabalhem o conteúdo da lição. Vejam as sugestões abaixo:
- Apresentem o título da lição: Crendo no Espírito Santo.
- Depois, utilizem a dinâmica “Espírito Santo”.
- Depois, trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.

Dinâmica: Espírito Santo
Objetivo:
Refletir sobre os tesouros que recebemos de Deus, enfatizando que o Espírito Santo faz morada naquela que aceita Jesus, como seu salvador.
Material:
01 vaso de barro pequeno
01 caixa revestida com papel dourado
¼ de uma folha de papel ofício com o nome Espírito Santo.
Procedimento:
- Leiam Gn 2.7a: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra...”
- Apresentem um vaso de barro e falem que este objeto representa nosso corpo, as pessoas, a humanidade.
Observação: dentro do vaso deve estar a caixa dourada.
- Falem: O homem gozava de um relacionamento precioso com Deus, mas com o pecado, o homem perdeu este tesouro (retire a caixa dourada do vaso).
O homem perdeu a comunhão com Deus e ficou separado dEle, porém Deus por seu grande amor proveu a religação, através da salvação por meio de Jesus Cristo.
Há dois grupos: os que não aceitam, preferindo permanecer sem o tesouro e os que aceitam, optando pelo resgate do tesouro.
Leiam II Co 4. 4, 5 e 7 e falem: Os que aceitam Jesus como Salvador, tem dentro de si um tesouro(coloquem a caixa dourada dentro do vaso).
Falem também: Desde a conversão e no caminhar cristão, o Espírito Santo vem atuando em nossas vidas e recebemos dádivas espirituais, tesouros.
- Então, retirem do vaso a caixinha dourada e peçam para que 01 aluno abra pra ver o que é o tesouro. O aluno deverá ler o que contém o papel: Espírito Santo.
- Concluam, afirmando que o assunto da lição é sobre este tesouro: O Espírito Santo.

Autora: Sulamita Macedo.


Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Poder sobre as Doenças e a Morte

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A Secularização da Fé

“E impossível usar a luz elétrica e o telégrafo sem fio, e beneficiar-se das modernas descobertas médicas e cirúrgicas, e ao mesmo tempo acreditar no mundo de (...) milagres do Novo Testamento”.1 Estas palavras não foram ditas por um ateu, mas por um dos mais conceituados teólogos liberais da Alemanha, Rudolf Bultmann (1884-1976).
Bultmann não está sozinho na sua posição. Dezenas de outros teólogos também compartilham de seu pensamento. Recentemente o teólogo liberal Jonh Shely Spong escreveu:
“Partindo do princípio de que não considero Deus um “ser”, não posso também interpretar Jesus como a encarnação desse Deus sobrenatural, nem posso assumir com credibilidade que ele possua poder divino suficiente para fazer coisas tão miraculosas quanto acalmar as águas do mar, expulsar demônios, andar sobre a água ou multiplicar cinco pães para alimentar cinco mil pessoas. Se tivermos que reivindicar a natureza divina desse Jesus, terá que ser sobre outras bases. Milagres da natureza, estou convencido, dizem muito sobre o poder que as pessoas atribuíram a Jesus, mas não dizem nada sobre o que ocorreu literalmente.”
“Não creio que Jesus”, continua Spong, “pudesse ressuscitar os mortos, curar pessoas cuja paralisia já fora diagnosticada pela medicina, restaurar a visão dos cegos de nascença ou daqueles que perderam a visão por outra causa, nem acredito que ele tenha feito literalmente tudo isso. Também não creio que ele fez ouvir alguém surdo e mudo de nascença. Histórias de cura podem ser vistas de diversas formas. Considerá-las sobrenaturais ou milagrosas, em minha opinião, é a possibilidade de menor credibilidade”.2
As obras de Bultmann e Spong procuram provar que milagres não existem. Para entendermos o pensamento desses teólogos liberais será preciso recuarmos no tempo, mais precisamente aos séculos XVII e XVIII. Foi durante esse período da história que a cultura ocidental experimentou o que os filósofos denominam de mudança de paradigma. A visão de mundo aceita até então, era aquela dada pelo catolicismo medieval. As explicações para os fenômenos cosmológicos não eram dadas por físicos e matemáticos, mas pelos teólogos da Escolástica.3
As novas descobertas nos campos da física e da matemática passaram a se contrastar com a cosmovisão católica. Em 1637, o matemático Rene Descartes (1596-1650) lançou a sua famosa obra intitulada: Discurso do Método. Nesse livro, Descartes propunha um novo método de investigação dos fenômenos naturais que fosse muito além do que ele considerava como meras especulações teológicas. Descartes elegeu a dúvida como seu método de investigação. Ele passou a duvidar de tudo e somente aquilo que não admitisse mais dúvida, depois de acurada investigação, deveria ser aceito como verdade absoluta.
Essa nova visão de mundo idealizada por Descartes, também denominada de cartesianismo ou cientificismo, marcou o fim da cosmovisão medieval e o início da Modernidade. Com as descobertas das leis físicas que regem o Universo feitas por Isaac Newton (1642-1727), o paradigma moderno se consolidou. No século XVIII, um movimento cultural europeu denominado de Iluminismo tomou para si como dogma essa nova concepção de mundo. A partir dessa nova visão de mundo, somente o que poderia ser explicado racionalmente, isto é, o que pudesse ser objeto de pesquisa e mensurado empiricamente deveria ser aceito como verdade absoluta. Nada que não passasse pelo crivo da razão podia ser aceito como verdade. Dentro desse contexto as narrativas religiosas ou bíblicas, por não se enquadrarem nesse novo modelo, não deveriam ser tidas como verdades absolutas. Estava aberta a porta para o criticismo bíblico!
Como vimos, essa visão de mundo teve um impacto enorme sobre as igrejas europeias, especialmente as protestantes. Através das academias e seminários teológicos, uma onda de incredulidade varreu as igrejas europeias e posteriormente as americanas. O cristianismo secularizado passou a usar a razão para explicar as narrativas bíblicas e não a fé como mostram os Evangelhos. Voltarei a tratar com mais detalhes sobre esse modelo cultural no capítulo 13.

Milagres Existem?

Em seu livro L/m Judeu Marginal, o teólogo John Meier faz uma excelente apologia em favor da ocorrência de milagres nos dias atuais.4 Para Meier há três formas de se conceituar um milagre: 1) um evento incomum, surpreendente ou extraordinário que, em princípio, é perceptível a qualquer observador interessado e imparcial; 2) um evento que não encontra explicação razoável nas habilidades humanas ou em outras forças conhecidas que agem em nosso mundo de tempo e espaço, e 3) um evento resultante de um ato especial de Deus, fazendo o que nenhum poder humano consegue fazer.5
Meier evita o conceito de milagre como sendo um evento que ultrapassa, transgredi, viola ou contradiz “as leis da natureza” ou a “lei natural”. Isso ele faz acertadamente para evitar cair no mesmo erro no qual incorreram os teólogos liberais. Como filha legítima do Iluminismo alemão, a teologia liberal também abraçou a ideia de que o Universo era regido por leis naturais fixas e invioláveis. De acordo com essa visão de mundo, um milagre é algo impossível de acontecer porque Deus não iria quebrar leis que Ele próprio criou. Milagres, portanto, não existiriam.
Meier escreve:
“A noção filosófica de que o curso suave da ‘natureza’ é regulado por leis imanentes não encontra paralelo direto na vasta maioria dos livros do AT escritos em hebraico. A partir do primeiro capítulo do Gênesis, o mundo criado emerge do caos e o tempo todo para lá tende a retornar. Somente o poder criativo de Deus, e não as leis ‘naturais’ inerentes às realidades de tempo e espaço, impede que o mundo volte a cair na desordem. Deus dá ou impõe leis às suas criaturas; tais leis não surgem ‘naturalmente’ das criaturas, por causa de sua própria essência.”6
Meier observa ainda que essa concepção de uma “natureza” (phisis) autônoma que governa o universo é uma ideia herdada do platonismo e incorporada posteriormente à teologia cristã. No entanto, observa ele, “mesmo em Filon de Alexandria, que refletia o platonismo grego, a ‘natureza’ é entendida à luz da tradição do AT, ou seja, como ‘criação’, que é feita e governada pela palavra e sabedoria de Deus. A natureza não é uma realidade autossuficiente que funciona de acordo com suas próprias leis inerentes e invioláveis, não uma realidade identificável, em última análise, com o próprio Deus”.7
Foi fundamentado na concepção de mundo mecanicista e não na Bíblia que Rudolf Bultmann e mais recentemente John Sheley Spong construíram suas teologias acerca dos milagres. Com o advento da física quântica e seu princípio da incerteza de Wemer Heisenberg essa concepção de mundo, que vê o universo apenas como uma máquina, vem sendo abandonada pela comunidade científica. As descobertas da física quântica mostram que as leis fixas do universo são válidas para o macrocosmo mas não para o microcosmo do mundo subatômico. Em palavras mais simples, o universo não pode mais ser explicado somente a partir de leis fixas e imutáveis como apregoavam os filósofos do Iluminismo.8 A mesma ciência que armou os teólogos liberais com a física mecanicista agora os desarma com a física quântica. Trocando isso em miúdos — a ciência contemporânea não pode afirmar nem tampouco negar a existência de um milagre. Isso é competência da teologia!

Uma Resposta ao Secularismo

O movimento pentecostal surge em um contexto onde os crentes mais devotos, insatisfeitos com a secularização do cristianismo institucional, buscam novamente o fervor dos primitivos cristãos. Muitos movimentos periféricos passaram a apregoar a necessidade de uma vida mais profunda. Dentre eles se destaca o Movimento Holiness (Santidade) que atingiu as igrejas norte-americanas em torno de 1880.
Foi oriundo desse Movimento de restauração que veio Charles Fox Parham e William J. Saymour. Posteriormente Daniel Berg e Gunnar Vingren, que haviam aderido ao movimento em 1906. Eles trouxeram a mensagem pentecostal para o Brasil. Os milagres vieram juntos.

Milagre no Seringal

Atualmente o pastor José Veras Fontinele pastoreia a igreja Assembleia de Deus na cidade de Piripiri (PI). Ele é um dos poucos herdeiros ainda vivo desse pentecostalismo clássico. Seus cabelos brancos, voz rouca e pele enrugada são sinais físicos de longos anos de dedicação ao ministério pastoral. Na casa dos oitenta anos, o pastor Fontinele, como é conhecido entre os amigos, é um homem que demonstra muita lucidez.
Conheci o pastor Fontinele há mais de vinte anos e desde então aprendi a admirá-lo e respeitá-lo como um dos líderes mais honrados de nosso estado. Homem de caráter e reputação ilibada que sempre procurou viver sem mascaramentos o evangelho de Jesus. Suas poucas palavras, porém carregadas de sabedoria, fizeram com que os seus pares sempre parassem para ouvi-lo.
Pois bem, a história desse pioneiro do pentecostalismo piauiense é marcada por uma série de fatos miraculosos, mas um deles me chamou a atenção — a cura de uma doença incurável que ele havia contraído ainda na sua mocidade. A história me foi passada por um amigo e desde então eu aguardava uma ocasião própria para ouvi-la da sua própria boca.
Certa vez nos encontrávamos em um conclave de pastores em uma das cidades piauienses do sul do estado. Ao vê-lo e cumprimentá-lo expus o meu desejo de ouvir a história que terceiros me haviam repassado. Sem demonstrar enfado ou cansaço, nem tampouco se sentir incomodado, ele narrou o que se segue.
Contou-me que ainda muito jovem e ainda não convertido ao evangelho, adoeceu e quando um médico foi consultado, o diagnóstico não poderia ser mais devastador — ele havia contraído tuberculose. Nessa época, próximo dos anos cinquenta, observou ele, era constrangedor possuir um “tuberculoso” na família. Mesmo sendo bem jovem, mas não querendo ser um embaraço para a família, ele resolveu então secretamente sair de casa e migrar para a região Norte do país. O estado escolhido foi o Acre, onde iria tentar trabalhar no seringal.
Chegando ao seringal foi morar em uma vila onde a principal cultura era o extrativismo da borracha. Ali chegando, a doença começou a dar sinais mais fortes de sua presença, sendo que alguns sintomas, dentre eles a tosse passou a se manifestar de forma mais aguda. A comunidade ficou ciente da sua doença. Foi então que certa vez, quando ele se encontrava em um comércio local que uma senhora o interpelou: “Fontinele, porque você não faz um voto com Jesus para que ele o cure dessa doença?” E completando, disse: “Quando Ele te curar, então você o recebe como Salvador de sua vida.”
O pastor me informou na sequência que aquela mulher fazia parte de uma igreja evangélica pentecostal do povoado e que os pentecostais tinham por hábito fazerem três cultos domésticos em suas residências. Foi para participar de uma dessas reuniões que ele fora convidado por aquela simpática senhora. Quando recebeu o convite, o pastor se limitou a pensar com incredulidade como poderia uns pecadores daqueles curarem alguém. Mas não tendo nada a perder, aceitou o convite.
Chegando à residência para onde fora convidado e adentrando no recinto, encontrou algumas pessoas de joelhos e orando em alta voz. A sua presença logo foi percebida pela dona da casa, a mesma que o havia convidado. Interrompendo a reunião, ela informou a razão da presença daquele jovem ã reunião deles. Disse também que Fontinele havia se comprometido que tão logo ficasse bom, serviria ao Senhor Jesus. Demonstrando muita ousadia, confiança e fé, aquela senhora perguntou quantos dos presentes acreditavam que Jesus iria curar o jovem! Todos responderam em uníssono que criam na sua cura.
“Quando aquela mulher orou por mim”, contou-me o veterano pastor, “vi línguas de fogo saindo de sua boca”. Foi então que ele passou a perceber a presença de um ser angélico vestido de branco aproximar-se dele. Aquele varão trazia na mão um vasilhame cheio de azeite quente. Ao tocar-lhe, o ser de branco fez com que ele ficasse reclinado a fim de que o azeite pudesse ser despejado em sua boca. Ao abrir a boca, Fontinele sentiu
o azeite descendo pela sua garganta e à medida que o óleo quente entrava em seu interior ele começou a transpirar por todos os poros!
Quando aquela senhora terminou a oração, ele se sentiu totalmente curado! Com os olhos marejando em lágrimas, o pastor Fontinele contou-me que no dia seguinte todos os sintomas da doença haviam desaparecido. Meio século já se passou desde aquela cura milagrosa e ele continua ainda curado!

Jesus e o Poder sobre as Doenças e a Morte

No Evangelho de Lucas encontramos vários relatos de curas milagrosas e de pessoas sendo ressuscitadas. Não há por parte do evangelista a preocupação de provar que milagres existem. As fontes as quais ele pesquisou e as pessoas as quais consultou detalharam o que ouviram e viram Jesus fazer. Jesus não curava e ressuscitava as pessoas de entre os mortos para provar alguma coisa. Antes ele as curava por ser o filho de Deus.

Missão Messiânica

Lucas parte do princípio de que Jesus é o Messias prometido nas Sagradas Escrituras e que Ele havia sido capacitado pelo Espírito Santo para realizar as obras de Deus (Lc 4.16-18; Is 61.1,2). Mais uma vez a teologia carismática de Lucas fica em destaque. Na cura do paralítico de Cafarnaum, Lucas destaca que “o poder do Senhor estava com ele para curar” (Lc 5.17). O poder do Senhor é um sinônimo para a unção do Espírito Santo (At 10.38). Por outro lado, na ressurreição do filho da viúva de Naim, Lucas observa que o povo exclamou: “Grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo” (Lc 7.16). Não há dúvida de que esse grande profeta é uma referência messiânica encontrada em Deuteronômio: “Suscitar-lhe-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar” (Dt 18.15-19).
As curas e milagres de ressurreição de mortos efetuados por Jesus, portanto, faziam parte da sua revelação messiânica e a demonstração da compaixão e do amor de Deus. “E aconteceu, pouco depois, ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão. E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo” (Lc 7.11-16).

A Manifestação do Reino de Deus

Os milagres de Jesus na perspectiva lucana devem ser também entendidos como a manifestação da vinda do reino de Deus. Em Lucas, a expressão “Reino de Deus” deve ser entendida como sendo o domínio de Deus (Lc 17.20,21). Ao curar os enfermos e ressuscitar os mortos, Jesus demonstrava que o Reino de Deus havia chegado: “Também os enviou a pregar o reino de Deus e curar os enfermos” (Lc 9.2); “Falava-lhes a respeito do reino de Deus e socorria os que tinham necessidade de cura” (Lc 9.11). No Evangelho de Mateus essa mensagem acerca do reino de Deus, além da cura dos enfermos envolve também a ressurreição dos mortos (Mt 10.8).
E uma verdade bíblica que as doenças e a morte existem por causa da entrada do pecado no mundo. Isso não significa dizer que toda e qualquer doença fosse resultante de um pecado pessoal. Os evangelhos mostram que haviam doenças que poderiam advir como consequência de um pecado pessoal, como no caso da cura do paralítico no tanque de Betesda (Jo 5.14, veja também 1 Co 11.27-31). Mas nem todas as enfermidades e doenças estavam necessariamente associadas a algum tipo de pecado ou punição pessoal (Jo 9.1-3). No caso do cego do capítulo nove do Evangelho de João, Jesus afirmou que nem o doente nem seus pais haviam pecado para que ele nascesse cego! Em outras palavras, a lei de causa e efeito do pecado e suas consequências não pode ser aplicada aqui para explicar a razão da cegueira daquele homem. O certo é que a sua cegueira existia, não como consequência de um pecado pessoal, mas em razão da queda! O relato da cura do paralítico de Cafarnaum é emblemático no evangelho de Lucas (Lc 5.17-26).
“E aconteceu que, em um daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, e da Judeia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar. E eis que uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dele. E, não achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, o baixaram com a cama até ao meio, diante de Jesus. E, vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, os teus pecados te são perdoados. E os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu e disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? Qual é mais fácil? Dizer: Os teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), eu te digo: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa. E, levantando-se logo diante deles e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa glorificando a Deus. E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus, e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje, vimos prodígios” (Lc 5.17-26).
Antes de tratar do problema físico do paralítico, Jesus primeiramente tratou da sua alma. O texto não nos permite deduzir que esse homem encontrava-se assim em razão de algum pecado pessoal. Mas por outro lado, o contexto não deixa dúvidas de que aquele pobre moribundo, além da doença física também carregava consigo a culpa. De outra forma não teria sentido as palavras que Jesus dirigiu a ele: “Os teus pecados te são perdoados” (Lc 5.23). O seu estado demonstrava que a sua necessidade imediata era de cura e não de perdão, mas o Senhor não o viu assim. Antes resolveu o problema da culpa, dando-lhe uma palavra de perdão e somente depois cuidou também de curar o seu corpo: “Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa” (Lc 5.23).

A Cura e a Expiação

Esses milagres efetuados por Jesus durante o seu ministério público estavam, sem dúvida alguma, associados à sua missão vicária. Dizendo isso de uma outra forma, o testemunho dos Evangelhos é que Jesus levou sobre si as nossas doenças e enfermidades. Isso significa dizer que a cura faz parte da expiação (Mt 8.16-17). “E, chegada à tarde, trouxe- ram-lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou todos os que estavam enfermos, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças” (Mt 8.16,17).9
Ao afirmar que a cura faz parte da expiação, não significa dizer que todos serão curados. Da mesma forma, nem todos vão ser salvos embora a salvação também faça parte da expiação. A santidade do crente também foi conquistada na cruz. Ela, portanto, faz parte da expiação, embora nem todos vivam santamente. E paradoxal, mas é bíblico. A doutrina da expiação de Cristo nos dá uma base segura para crermos na salvação da nossa alma e na cura de nosso corpo. Todas as bênçãos de Deus para nós, providas por Cristo, foram possíveis através de seu sacrifício vicário. Não há bênção fora da expiação!

NOTAS

1 BULTMANN, Rudolf. New Testament and Mythology.

2 SPONG, John Sheley. Um Novo Cristianismo Para Um Novo Mundo a fé além dos dogmas.Verus Editora.

3 Escolástica ou escolasticismo (do latim scholasticus, e este por sua vez do grego σχολαστικός [que pertence à escola, instruído]) foi o método de pensamento crítico dominante no ensino nas universidades medievais europeias de cerca de 1100 a 1500. Não tanto uma filosofia ou uma teologia, como um método de aprendizagem, a escolástica nasceu nas escolas monásticas cristãs, de modo a conciliar a fé cristã com um sistema de pensamento racional, especialmente o da filosofia grega. Colocava uma forte ênfase na dialética para ampliar o conhecimento por inferência e resolver contradições. A obra-prima de Tomás de Aquino, Summa Theologica, é frequentemente vista como exemplo maior da escolástica (Wikipedia).

4 Como já disse em outro capítulo, os livros de Meier são uma excelente fonte de pesquisa histórica sobre como era a vida das primeiras comunidades do mediterrâneo do século I. Todavia Meier demonstra não ter conseguido superar de todo o criticismo bíblico do Iluminismo alemão quando põe em xeque narrativas bíblicas. Meier, por exemplo, acredita que algumas narrativas dos Evangelhos sejam interpolações feitas posteriormente e que algumas palavras atribuídas a Jesus pelos evangelistas não foram de fato ditas por ele. Ele também segue o mito que faz separação entre o “Jesus Histórico” e o “Jesus da Fé”. Além disso, Meier atribui atualmente a Maria, mãe de Jesus, a realização de vários milagres dentro do catolicismo. A Bíblia, ao contrário, só conhece um Jesus, aquele registrado nos Evangelhos, que é o Filho do Deus bendito e que é o único mediador entre Deus e os homens.

5 MEIER, John P. Um Judeu Marginal - Repensando o Jesus Histórico, volume dois, livro três - milagres. Imago Editora.

6 MEIER, John P. Um Judeu Marginal - repensando o Jesus histórico. Op. Cit. Ppl7,18.
7 Idem.

8 Voltaire, por exemplo, via Deus como o supremo artífice, que havia construído o universo físico como uma máquina. Ele cria que Deus após dotar o universo de leis imutáveis para assegurar a sua harmonia, ele o deixou funcionando de acordo com essas leis. A ocorrência de um milagre seria um contrassenso porque faria com que Deus quebrasse essa harmonia.


9 Para um comentário mais aprofundado sobre a cura na expiação, veja o livro de minha autoria Defendendo o Verdadeiro Evangelho (CPAD, 2009).

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