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sábado, 19 de abril de 2014

Dons de poder - Lição 4

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A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Co 2.4,5).
Paulo, maior intérprete do evangelho de Jesus Cristo, doutrinando através de sua Carta aos Romanos, declarou: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16 — grifo nosso). Na época em que se tornou discípulo de Jesus, após sua dramática conversão, no caminho de Damasco, já havia muitos “evangelhos” estranhos, apócrifos, que pregavam “outro Jesus” (2 Co 11.4). Mas o evangelho genuíno tinha que ser um evangelho que demonstrasse ao mundo que era a mensagem de Deus aos homens, através de sinais, prodígios e maravilhas, que o diferençava dos “outros evangelhos”.
Jesus, em seu ministério terreno, demonstrou que não viera trazer mais uma corrente filosófica para o mundo. As nações já conheciam as filosofias gregas, de Platão, Aristóteles, Heródoto, e outros. O Budismo, o Hinduísmo, o Xintoísmo e outras religiões dominavam o Oriente. O Judaísmo era a religião consagrada na Palestina. Mas não se viam sinais de poder impactante e transformador na vida dos seus adeptos nem daqueles a quem pregavam seus ensinos. Mas Jesus começou, transformando “água em vinho” (Jo 2.10). Curou cegos,paralíticos, ressicados, lunáticos, e fez o que nenhum líder de religião fizera ou haveria de fazer: ressuscitou mortos, inclusive Lázaro, cujo corpo já entrara em estado de decomposição avançada (jo 11.43). O cristianismo apresentou-se como um movimento do Espírito Santo para a salvação de almas e libertação dos males resultantes do pecado.
Além de demonstrar o poder sobre as forças das enfermidades, Jesus demonstrou que tinha poder sobre as forças da natureza. Acalmou a tempestade, repreendendo o vento e o mar (Mt 8.23-27); andou por cima das águas e fez passar a tormenta (Mt 14.22-34). E, para provar que tinha suprema autoridade sobre todos os poderes, expulsou demônios, libertando os oprimidos do Diabo (Mt 8.28-34 e referências). A História da Igreja é uma história de pregação e de poder de Deus. Neste capítulo, meditaremos sobre os dons de poder, tão necessários à igreja, nestes tempos trabalhosos a que se referiu Paulo (1 Tm 3.1).

I - O DOM DA FÉ (1 Co 12.9)

1. SIGNIFICADO DE FÉ

A palavra fé (gr. pisteuó, lat. Fides) “E a confiança que depositamos em todas as providências de Deus. E a crença de que Ele está no comando de tudo, e que é capaz de manter as leis que estabeleceu. E a convicção de que a sua palavra é a verdade”.1 A melhor definição de fé é enunciada pelo autor do livro aos Hebreus, que recebeu uma profunda inspiração para a descrição dessa virtude cristã; “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). Vemos, nessa definição, três elementos essenciais à fé:
1)   Ela é fundamento ou base para a confiança em Deus;
2)   Ela envolve a esperança ou expectativa segura do que se espera da parte de Deus;
3)   Ela é “a prova das coisas que não se veem”, mas são esperadas, ou significa convicção antecipada.

2.  A FÉ COMO DOM

É a capacidade concedida pelo Espírito Santo para o crente realizar coisas que transcendem à esfera natural, visando o benefício e a edificação da igreja. Podemos entender melhor o significado do dom da fé, através de declarações negativas em relação a outros tipos de fé. Não é a fé salvífica, que é despertada pela proclamação da Palavra de Deus (Rm 10.17; Ef 2.8); não é a fé como doutrina, que denota a permanência do crente, vivendo de acordo com a Palavra de Deus, ou a sã doutrina (2 Co 13.5); não é a fé como fruto do Espírito, que consiste nas virtudes, que devem ser cultivadas pelo crente, na comunhão com o Espírito Santo. Não é dada, é buscada e desenvolvida (G1 5.22); o dom da fé também não é a fé natural, que resulta da observação da natureza. Se tudo existe, de maneira organizada e com propósito, há pessoas que creem no Criador (Rm 1.19,20).
O dom da fé “Pode ser considerado como um dom especial da fé para uma necessidade particular. Alguns o definem como ‘a fé que remove montanhas’, trazendo manifestações incomuns ou extraordinárias do poder de Deus”.2 Esse dom é concedido, num momento especial, quando só um milagre resolve algo que não tem solução, no meio da igreja, ou na vida de um servo de Deus, que atende a seus propósitos. Podemos entender que esse dom foi usado por Moisés, quando o povo de Israel percebeu que Faraó estava no seu encalço após a saída do Egito. De um lado e do outro, as montanhas; pela frente, o Mar Vermelho; por trás o exército egípcio com carros e cavalos.
A resposta do líder do Êxodo foi uma demonstração de uma fé fora do comum. “Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis” (Êx 14.13,14). Ele “viu” o livramento de Deus antes que acontecesse. Se tivesse falhado em sua fé, teria havido uma tragédia contra a sua liderança.
Vemos esse dom operando na vida de Daniel. Quando soube do decreto do rei, proibindo que alguém fizesse qualquer pedido ou súplica a qualquer pessoa ou a qualquer Deus, e não unicamente ao rei, seria lançado na cova dos leões famintos, Daniel continuou orando ao Senhor,como o fazia três vezes ao dia. Foi acusado pelos seus adversários, e foi lançado na cova dos leões. O próprio rei viu que Daniel tinha fé em seu Deus (Dn 6.16). Daniel foi salvo da morte (Dn 6.23).
Certamente, o exemplo do profeta Elias, diante dos profetas de Baal e de Asera, no Monte Carmelo, também envolveu o dom da fé. Ele fez um desafio aos profetas dos deuses falsos. Propôs que o Deus que respondesse com fogo seria o verdadeiro Deus. E Deus honrou sua fé, fazendo cair fogo do céu sobre o altar encharcado de água (1 Rs 18.22-39).
Em sua viagem a Roma, o apóstolo Paulo foi vítima de um grande naufrágio. Escapando na Ilha de Malta, ele e os demais náufragos foram acolhidos com hospitalidade. Ali, experimentou um milagre extraordinário. Ao colocar alguns pedaços de madeira numa fogueira, foi picado por uma cobra venenosa, conhecida na região. Os nativos logo imaginaram que Paulo iria perecer dentro de poucas horas, pois sabiam que o efeito do veneno era mortal. Mas o servo de Deus, simplesmente, sacudiu a mão e a víbora cai no fogo, e nada lhe aconteceu (At 28.1-6).
Esse dom da fé não se desenvolve. E concedido, em ocasiões especiais, para a resolução de algum problema insolúvel aos meios normais, racionais, ou naturais. E só é dado a quem já tem fé em Deus e em suas promessas. “Esse dom em ação gera uma atmosfera de fé, que dá convicção de que agora tudo é possível (cf. Jo 11.40-44; Mc 9.23). [...] Esse dom é um impulso poderoso à oração da fé (cf. Tg 5.17), pois impõe a certeza de que para Deus tudo é possível (cf. Lc 1.37; Mc 10.27).”3 Quando se diz que tudo é possível deve-se ter em mente que se tem em mente tudo o que é de acordo com a vontade de Deus.

II - DONS DE CURAR (1 CO 12.9)

Os dons de curar são recursos espirituais, de caráter sobrenatural, que atuam na cura de enfermidades físicas, psicossomáticas ou emocionais. Sua concessão à igreja deve-se ao fato de que Deus quer dar saúde a seu povo. No Antigo Testamento, Ele se manifestava ao povo de Israel como o “Jeová Rofeca”, ou “Jeová Rafá” — O Senhor que Sara (Êx 15.26; SI 103.3). São dons de grande valor na pregação do evangelho. As pessoas em geral são descrentes do poder de Deus. Mas, quando veem uma cura de impacto, como a cura de câncer, de diabetes, de paralisia, ou de doenças degenerativas, com Alzheimer, doença de Parkinson, e outras, são compelidas a ter sua fé despertada para o poder de Deus em suas vidas. Milagres de cura, sem transformação de vidas, pelo poder do evangelho de Cristo, tornam-se apenas elementos de “shows” para glorificação do pregador. Mas quando as curas contribuem para a glorificação a Deus, têm grande valor para a divulgação do evangelho.
E promessa de Jesus à sua igreja a delegação de poder para curar enfermidades, como parte da missão de pregar o evangelho (Mc 16.15-18 ).
Como os sinais devem seguir “aos que crerem”, pode-se entender que pode haver curas, ministradas por uma pessoa, que não tem o dom ou dons de curar. Num momento, um evangelizador, num hospital, ou em outro lugar, pode dizer para um doente: “Em nome de Jesus seja curado”, e o enfermo levantar-se sadio para glória do Senhor. No entanto, no meio da congregação local, em qualquer lugar, é necessário que se busquem os dons de curar, que poderão ser usados, em momentos ou situações em que Deus queira manifestar o seu poder curador, para glória de Jesus Cristo.
É interessante notar que todos os outros dons estão no singular. Mas os dons de curar estão no plural. Não há, portanto, um “dom de curar”, mas uma variedade deles. Os estudiosos não são unânimes na interpretação desse assunto. Há quem acredite que um crente, que possui tais dons, tenha capacidade para curar qualquer enfermidade. A pluralidade dos dons de curar parece indicar que há pessoas que têm o dom de orar por determinadas enfermidades; e outras, para orar por outros tipos de doenças.
Stanley Horton diz “que ninguém pode dizer: ‘Eu tenho o dom de curar’, como se este dom pudesse ser possuído e ministrado ao bel-prazer da pessoa. Cada cura necessita de um dom especial, não à pessoa o dom, mas por meio daquela pessoa para o indivíduo doente, de forma que Deus receba toda a glória. Ele é quem cura (At 4.30)”.4 Infelizmente, o que se vê, em muitos programas de TV, de determinadas igrejas, é o endeusamento do pastor, do bispo ou apóstolo, que ministra curas de maneira cotidiana. Não ousamos dizer que pessoas não são curadas, em tais igrejas. Mas a exaltação do ministrante de curas ofusca a glória que só pertence a Deus.
Diz Boyd acerca desses dons: “Não concordamos com a opinião de que este dom garante a libertação do enfermo, independente da soberania divina ou das condições espirituais e morais do enfermo”.5 De fato, há ensinos heréticos, desde o século passado, no seio de igrejas evangélicas, notadamente das neopentecostais, que entendem que o possuidor do dom ou dos dons de curar têm poderes ilimitados. Não é bem assim. Se uma pessoa está doente, pode buscar a cura, através da oração da fé. No entanto, Deus não está obrigado a atender todos os pedidos ou súplicas pela cura de nenhuma pessoa. Pr. Eurico Bergstén corrobora esse entendimento, quando afirma: “Esse dom não significa uma capacidade de curar quando e como a pessoa quer, porém é sempre uma transmissão de poder do Espírito Santo. Por isso, é indispensável que o portador do dom esteja ligado a Cristo e siga a sua direção...”.6
E desejável que os crentes em Jesus procurem “com zelo os melhores dons” (1 Co 12.31). Certamente, os dons de curar são muito necessários, num mundo em que as enfermidades têm-se multiplicado assustadoramente, a despeito dos notáveis avanços da medicina. Esses dons são recursos especiais à disposição da igreja do Senhor Jesus Cristo, para, sob a soberania de Deus, e segundo a fé, os crentes sejam beneficiados com a cura das enfermidades físicas ou emocionais.

III - Operação de Milagres d Co 12.10)

Milagres (gr. sêmeion) são a intervenção sobrenatural na ordem normal da natureza. O dom de milagres provoca “o desprendimento da energia divina, a fim de operar grandes mudanças na ordem natural das coisas. Um milagre é uma manifestação de poder sobrenatural no reino natural”.7 Esse dom também é chamado de dom de operação de maravilhas (gr. energemata dunameõn). Desses termos gregos derivam as palavras “energia” e “dinamite”. São palavras plurais, no idioma original. Isso dá a entender que pode haver uma variedade enorme de milagres, operados pelo poder do Espírito Santo.
Assim como a dinamite explode rochas consideradas impenetráveis, o dom de milagres anula a ordem natural das coisas. Muitas vezes, é uma verdadeira explosão do poder de Deus, no mundo natural ou na esfera espiritual. Na travessia do Mar Vermelho, temos um exemplo extraordinário de um milagre, operado por Deus. O povo de Israel, com cerca de 3 milhões de pessoas, jamais teria condições de adentrar as águas à sua frente, acossado pelo exército de Faraó. Mas Deus fez o impossível, alterando o curso dos elementos da natureza. “Então, Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas lhes foram como muro à sua direita e à sua esquerda” (Ex 14.21,22).
Em meio a uma grave crise climática, em Israel, uma viúva clamou ao profeta Eliseu para que seus dois filhos não fossem levados cativos para pagar dívidas deixadas pelo seu esposo. Eliseu indagou o que ela tinha em casa, e, em resposta, a mulher disse que só tinham “uma botija de azeite” (2 Rs 4.2). Algo como meio litro ou um pouco mais. Mas isso não significava nada diante do grande problema da dívida que a mulher tinha que pagar, para não perder a guarda de seus dois filhos. A ordem normal das coisas, à luz dos costumes e leis de seu tempo, exigia que ela entregasse os filhos ao credor.
Mas a fé do profeta ultrapassou os limites do plano natural e, confiando em Deus, disse à mulher que conseguisse muitos vasos com seus vizinhos, e os enchesse com aquela pequena quantidade de azeite. A mulher obedeceu ao profeta, e presenciou, com seus filhos um milagre extraordinário. À proporção que derramava o azeite nas vasilhas, o azeite aumentava. Aquilo que parecia ser o fim, foi o começo de um novo tempo na vida daquela pobre viúva. O profeta de Deus disse: “Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto” (2 Rs 4.7). O gravíssimo problema só teve solução mediante a intervenção do poder de Deus na ordem social e econômica daquela família.
O fenômeno em que o sol se deteve por quase um dia inteiro, para que Josué pudesse vencer os amorreus, é um exemplo típico de um milagre ou de maravilha operada por Deus envolvendo seus servos. Pelas leis da mecânica celeste, o sol se põe, no final da tarde, ou “se põe”, como se diz na linguagem figurada. Mas, se a noite caísse, Israel não teria condições de vencer os poderosos exércitos inimigos. Tal situação exigia uma ação de emergência. E Josué, o líder da tomada da terra prometida, pôs sua fé em ação, e confiou em Deus, ao determinar que o Sol se detivesse em Gibeão, e a lua se detivesse, no vale de Aijalom.
Diz a Bíblia que, contrariando todas as leis da mecânica celeste, houve um fenômeno jamais visto: “E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isso não está escrito no Livro do Reto? O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro. E não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, ouvindo o Senhor, assim, a voz de um homem; porque o Senhor pelejava por Israel” (Js 10.13,14). Esse fato tem causado críticas na mente dos incrédulos, pois imaginam que tal relato não passa de uma lenda judaica. Tal visão é compreensível, pois os críticos usam o pensamento racional, lógico, natural. Enquanto o milagre é sobrenatural, fora da lógica e da humana. Deus não está sujeito às leis da natureza. Quando Ele quer, suspende seus efeitos e cumpre os seus propósitos para o seu povo, ou para um servo seu.
Quem mais operou milagres foi Jesus. Após ministrar sua palavra, Jesus entrou no barco com seus discípulos, acompanhado de outros barquinhos. Inesperadamente, levantou-se, no mar, um grande temporal de vento, provocando ondas que cobriam o barco. Talvez pelo cansaço da jornada, Jesus estava repousando na popa da embarcação, enquanto seus discípulos enfrentavam a tormenta. “E ele estava na popa dormindo sobre uma almofada; e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança” (Mc 8.38,39). Nenhum homem, até hoje, teve o poder de falar ao vento e ao mar, na tempestade, e os elementos da natureza ouvirem a sua voz. Mas Jesus mostrou, mais de uma vez, que tem poder sobre a natureza, que Ele mesmo criou (Jo 1.3).
O mais terrível inimigo do homem, em sua condição humana, é a morte (1 Co 15.26). E decreto divino, por causa do pecado (Gn
2.17). O homem nasce, desenvolve-se e morre. É o curso natural da existência biológica. Uns morrem mais cedo; outros, mais tarde. Mas Jesus, o criador, doador e Senhor da vida, pode, quando Ele quer, interromper esse curso da natureza humana. Em seu ministério, Jesus demonstrou seu poder sobre a morte física. Ele ressuscitou o filho único de uma viúva, de Naim, quando o féretro já estava a caminho do cemitério (Lc 7.11-16).
Jesus ressuscitou a filha de Jairo, que falecera fazia pouco tempo (Mc 5.22-24). Alguém poderia alegar, em sua mente racionalista, que a menina experimentara apenas um estado cataléptico, ou sono profundo e passageiro. Mas para que não pairassem dúvidas sobre o poder sobrenatural de Cristo sobre a morte, Ele se deixou demorar onde se encontrava, ao receber a notícia de que Lázaro, seu amigo, de Betânia, estava muito enfermo. Em seguida, ele cientifica aos discípulos de que Lázaro houvera morrido. Ao chegar em Betânia, já fazia quatro dias do seu falecimento. Não havia a mínima condição para reverter aquela situação, pois o corpo do defunto já estava sofrendo os efeitos da decomposição. Mas para Jesus, nada é impossível (Lc 1.37).
Após consolar a família, Jesus se dirigiu ao túmulo, mandou que fizessem o que as pessoas poderiam fazer naturalmente, tirando a pedra que fechava a entrada da sepultura (Jo 11.43-45). Completando a demonstração real de que a morte não vence o autor da vida, Jesus ressuscitou, após três dias na sepultura, cumprindo o que Ele predissera para seus discípulos (Lc 24.1-8).
Se é a vontade de Deus, e motivo para glorificação ao seu nome, ele pode conceder autoridade a qualquer de seus servos para operar milagres extraordinários. No entanto, quando o pregador, por permissão de Deus, opera milagres para sua promoção pessoal, de seu ministério ou da igreja a que pertence, resta a dúvida se aquele milagre foi de Deus ou de outra origem. Pior ainda, quando o operador de milagres o faz, visando obter ganhos financeiros e enriquecimento pessoal. Isso não glorifica a Deus. É procedimento lastimável, suscetível do juízo de Deus no momento próprio.

Conclusão

Nestes tempos trabalhosos a que se refere Paulo (2 Tm 3.1), a igreja cristã está sendo submetida aos piores ataques de sua história. Nos seus primórdios, houve ataques dos impérios humanos, e ela resistiu, e venceu; venceu os ataques das heresias, do gnosticismo, do arianismo e de outras falsas doutrinas. No século passado, enfrentou o ataque dos sistemas ditatoriais, como o nazismo e o comunismo. Nos dias presentes, persistem os ataques dos falsos ensinos, que só podem ser derrotados com a verdade da Palavra de Deus. Nos últimos anos, estão se fortalecendo os ataques do materialismo, através dos poderes das nações, dos governos, políticos e magistrados, que aprovam leis infames contra a Palavra de Deus e a Igreja de Cristo. São as “portas do inferno”, em suas últimas investidas contra o evangelho. Elas não prevalecerão, como Cristo afirmou. Mas a igreja precisa demonstrar, de modo incisivo, que dispõe de recursos sobrenaturais para cumprir sua missão na terra. Os dons de poder fazem parte do arsenal espiritual que garante a vitória da Igreja contra as hostes do mal.

Pastor Elinaldo Renovato

Bibliografia:
1. ANDRADE, Claudionor de. Dicionário de teologia, p. 132.
2. M. HORTON, Stanley. I e II Coríntios — Os problemas da igreja e suas soluções, p. 115.
3. BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática, p. 112.
4. HORTON, Stanley M. I e II Coríntios — Os problemas das igrejas e suas soluções, p. 116.
5.  BOYD, Frank M. Cartas aos coríntios, p. 66.
6.  BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática, p. 112.

7.  BOYD, Frank M. Cartas aos coríntios, p. 66.
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sexta-feira, 18 de abril de 2014

JESUS COMO MESTRE

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É sabido que Jesus era considerado um mestre. Há muitos exemplos disso — seus discípulos o chamavam de mestre; ele ensinou as multidões com êxito; Nicodemos confessou que Jesus era um mestre vindo de Deus; e há muitas outras referências a Jesus como alguém que ensi nava. Só a palavra discípulo (aluno) é usada mais de duzentas vezes com referência a seus seguidores. Pelo texto bíblico, portanto, não há dúvida de que Jesus foi um mestre. Se nós que nos rotulamos de educadores cristãos quisermos cumprir nossa responsabilidade a contento, devemos aprender com ele que foi o primeiro educador cristão.

Para um estudo mais amplo deste assunto sugerimos a leitura do livro de J. M. Price — A Pedagogia de Jesus, o Mestre por excelência (JUERP). Em sua maior parte, as ideias apresentadas neste capítulo foram inspiradas por artigo escrito por Valerie Wilson — Christ the Master Teacher (“Cristo, o mestre por excelência”) —, em Introduction to Bibiical Christian Education (“Introdução à Educação Bíblica Cristã").

1. AS CARACTERÍSTICAS DE JESUS COMO MESTRE
É muito provável que o menino Jesus tenha estudado na sinagoga como os demais meninos judeus Aparentemente seus mestres o ensinaram muito bem. visto que, de várias maneiras, ele demonstrava suas habilidades educacionais. Em primeiro lugar, Jesus praticava as artes literárias. Ou seja, ele demonstrou sua habilidade de ler (com autoridade) na sinagoga (Lc 4.16-20); ainda que não tenha escrito livro, nem um folheto, sequer cartas etc, demonstrava sua familiaridade com a arte de escrever (Jo 8.6). Suas palavras ditas na cruz (segundo Mt 27.46) indicam que sabia a língua aramaica e também o idioma dos patriarcas — o hebraico. Segundo os evangelistas, especialmente Mateus, Jesus conhecia profundamente as Escrituras Sagradas, pois delas fazia frequentes citações de memória. Jesus acreditava no ensino (Jo 13.13) e foi mestre por excelência. Tudo isto significa que Jesus não foi analfabeto, e que aproveitava bem tudo aquilo que a educação judaica de seu tempo lhe oferecia. Em muitos aspectos, ele não foi diferente dos mestres seus contemporâneos, se bem que o seu ensino apresentasse um saber próprio e especial.

Além de suas habilidades literárias, Jesus possuía algumas qualidades especiais que usou em seu ensino. Tinha familiaridade com as tradições e leis orais de seu povo (Mt 5. 21, 27, 31, 38, 43). Compreendia profundamente a natureza humana, oque lhe permitia discernir os pensamentos e sentimentos íntimos das pessoas com quem mantinha contato (Mt 9.4; Jo 1,47; 2.25). Jesus ensinava com autoridade (Mt 7.28,29). Os ensinos dos escribas eram de segunda mão, enquanto que o ensino de Jesus era original e baseado em sua própria autoridade. E, mais importante ainda, Jesus encarnava a verdade em sua própria pessoa (Jo 14.6). Jesus era cem por cento aquilo que ensinava, de modo que inspirava confiança em tudo o que dizia.

2. OS ALUNOS DE JESUS
Há três pontos importantes que gostaríamos de salientar com relação às pessoas a quem Jesus ensinava. Em primeiro lugar, os alunos de Jesus não eram perfeitos. Jesus, como eu e você, teve que ensinar a pessoas com problemas pessoais, falta de compreensão, com seus pontos de vista particulares (Pedro, por exemplo) e com muitos conceitos inadequados que tornavam mais difícil a percepção da mensagem.

Jesus não foi bom mestre pelo fato de que seus alunos foram bons alunos. Jesus foi um bom mestre apesar das limitações deles. Os discípulos eram muito limitados, mas, apesar disso, ensinou-lhes conceitos que transformaram o mundo. J. M, Price comenta que “tomar este pequeno grupo de pessoas pouco desenvolvidas, de indivíduos que pareciam que não teriam êxito, e fazer deles um grupo de pessoas bem desenvolvidas em iodos os sentidos, pessoas que se tornaram inspiração para o mundo, é uma maravilha da arte de ensinar. Esta maravilha não foi superada por nenhum outro mestre através dos tempos, e tem sido uma inspiração e conforto para todos os mestres cristãos existentes desde então".

Segundo, Jesus ensinou principalmente a adultos, embora não exclusivamente. Quando se pensa nas multidões que o seguiam e que ouviam, logicamente se pensa em adultos, homens e mulheres, E provável que tenha sido assim, embora não se possa excluir a presença de crianças (por exemplo, às vezes abençoava as crianças, e em certa ocasião usou a merenda de um garoto para alimentar as multidões).

Terceiro, parece que através de seu ministério havia um padrão geral em seu ensino. Na primeira parte de seu ministério, ensinava principalmente a indivíduos, depois ensinou a multidões, e, no fim de seu ministério, voltou a trabalhar com pessoas individualmente. Talvez o aspecto mais importante de seu magistério é que soube aproveitar todas as oportunidades que teve para ensinar. Em termos educacionais modernos, ele aproveitou todos os momentos propícios ao ensino.

3. OS OBJETIVOS DO ENSINO DE JESUS
O objetivo por excelência do ensino de Jesus era a mudança da vida do indivíduo, e não apenas seu intelecto e emoções, Este propósito geral permeava todos os outros objetivos mais específicos de seu ensino. Segundo Wilson, há cinco classificações dos objetivos do ensino de Jesus. Em primeiro lugar, Jesus procurava converter seus alunos a Deus. Foi, sem dúvida, para isso que Jesus veio ao mundo: iniciar o reino de Deus na terra através de corações transformados e consagrados. Em segundo lugar. Jesus queria que seus discípulos adotassem ideais corretos (Mt 5,48). Seu ensino exigia uma nova ética e uma nova interpretação das regras e normas sociais (neste caso, da lei). Terceiro, Jesus se propunha a desenvolver a harmonia entre as pessoas. Na verdade. Jesus proclamou como segundo mandamento a harmonia com o próximo. A única responsabilidade maior do que essa é a harmonia com Deus (Mc 12.28-31). Quarto, Jesus queria aprofundar as convicções de seus alunos. Usou determinadas técnicas para ajudar seus alunos a verificar e reforçar suas crenças e convicções |Jo 21.15,17f. Adotou o método de fazer perguntas para sondar seus pensamentos e sentimentos íntimos e profundos. E, em quinto lugar, Jesus linha o claro objetivo de treinar seus discípulos para continuar o ensino depois dele. Deixou-nos até mesmo uma fórmula para seguirmos seus ensinamentos (Mt 28.19,20).

4. OS MÉTODOS DE JESUS
Na realidade, as técnicas usadas por Jesus eram, na sua maioria, muito simples. Uma delas foi simplesmente a de chamar a atenção de seus ouvintes. Isto ele conseguiu de várias maneiras: iniciando uma conversa (Jo 4.7 -9); fazendo perguntas (Mt 16 .13); convidando ao companheirismo (Mc 1.17); chamando as pessoas por seu nome (Jo 1.42); e empregando palavras que chamavam a atenção do ouvinte.

Todo mestre tem seu próprio estilo, e Jesus não foi exceção a essa regra. Seu estilo era simples, porém profundo. Usou um estilo que empregava muito o simbolismo, mas era também dinâmico e direto. Podemos demonstrar esse estilo de duas maneiras.

Em primeiro lugar, Jesus ensinou o desconhecido a partir do conhecido. Quer dizer, Jesus começava seu ensino do ponto em que se encontravam seus ouvintes e dai os conduzia ao ponto que desejava alcançar. Empregou linguagem que os ouvintes entendiam, para lhes ensinar coisas que não compreendiam. Por exemplo, usou a palavra "água” para lhes ensinar sobre a água viva, isto é, a salvação. Falou-lhes também sobre a lei, conceito bem entendido por todo judeu, para lhes ensinar a nova teologia que ainda não compreendiam.

Em segundo lugar, Jesus ensinou conceitos abstratos em termos concretos. Quer dizer, para ensinar conceitos espirituais abstratos, teve que usar exemplos concretos entendidos pelos ouvintes. Um exemplo desta parte de seu estilo pode ser visto no uso da frase “o reino de Deus é semelhante...”
Seu estilo didático incluía muitas técnicas. Mencionaremos seis delas, que geralmente se recomendam aos professores de nossos dias. Primeiro. Jesus usava o método de fazer perguntas. Nos quatro relatos do Evangelho (Mateus, Marcos, Lucas e João) registramos mais de cem perguntas feitas por Jesus. Segundo, Jesus contava histórias da vida cotidiana (parábolas). As parábolas que contou estavam ao nível de compreensão de seus ouvintes, eram concisas, lógicas e despertavam o interesse de todos.

Jesus usou também o discurso ou conferência. Há pelo menos três discursos de Jesus registrados no Novo Testamento: o que se conhece como Sermão do Monte, o da morada celestial e o do juízo final. Em quarto lugar, se usarmos a imaginação, podemos dizer que Jesus usou projetos ou o método de atividades para ensinar. Vários exemplos se encontram no Evangelho de Lucas (5.4; 6.1; 10.1-16; 18.22). Quinto, mais uma vez com um pouco de imaginação, podemos ver o uso que Jesus fez de recursos visuais. Usou a figura de uma árvore estéril para ensinar a necessidade da fé (Ml 21.18-22); uma moeda, para ensinar os deveres para com o governo (Mc 12.13-17); os campos prontos para a ceifa, para ensinar o princípio da urgência (Jo 4.35-391, e outros, não incluindo, evidente mente, os milagres. Sexto. Jesus, mais do que qualquer outro mestre na história da humanidade, ensinou pelo método de ser ele mesmo um bom exemplo de tudo aquilo que ensinou. Ele vivia o que ensinava.

Extraído do Livro: Bases da Educação Cristã - Hayward Armstrong. JUERP.
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Dinâmica da Lição 04: Dons de Poder (Jovens e Adultos)

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Professoras e professores, observem estas orientações:
1 – Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:
- Cumprimentem os alunos.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 – Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
3 – Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
6 - Agora, trabalhem a lição 04. Vejam as sugestões abaixo:
- Falem ainda: Na lição anterior, começamos a estudar sobre os dons espirituais e conhecemos mais sobre os dons de Revelação
- Falem ainda: Na aula de hoje, vamos trabalhar sobre os “Dons de Poder”.
- Escrevam no quadro ou cartolina os dons de Poder:
Dom da Fé
Dons de Curar
Dom de Operação de Maravilhas
- Depois, estudem sobre cada dom, dessa forma:
O que é?
Exemplos desses dons na Bíblia(Antigo e Novo Testamento)
Exemplos destes dons hoje na Igreja.
- Trabalhem os pontos levantados na lição sempre de forma participativa e contextualizada.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “Galeria”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: Galeria
Objetivo:
Incentivar os alunos a relatar experiências que façam referência ao exercício da fé.

Material:
02 cartolinas para montar 02 cartazes

Procedimento:
- Apresentem um cartaz com os nomes dos heróis da fé de Hebreus 11: Abel, Enoque, Noé, Abraão, Sara, Isaque, Jacó, José, Moisés, Raabe.
- Depois, leiam o texto bíblico de Hebreus 11, conhecido como Galeria dos Heróis da Fé, observando o acontecimento referente ao nome citado.
- Depois, solicitem para que os alunos relatem fatos que façam referência a fé exercitada por eles.
- Continuem a galeria, organizando outro cartaz com os nomes dos alunos que relatarem suas experiências.
- Depois, procurem identificar qual o dom a que se refere o relato do aluno.
- Para concluir, leiam: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem”(Hb 11.1).


Por Sulamita Macedo.

Fonte: Atitude de Aprendiz
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Dinâmica da Lição 04: Vamos Filosofar? (Juvenis)

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Professoras e professores, observem estas orientações:
1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
6 – Agora, trabalhem a lição 04. Vejam as sugestões abaixo:
- Falem que na aula de hoje o tema será sobre doutrinas filosóficas contrárias a Palavra de Deus e refutá-las através do conhecimento bíblico.
- Reflitam sobre o que seja “filosofar” e o que a Bíblia fala sobre a sabedoria e o conhecimento.
- Depois,  utilizem a dinâmica “Verdadeiro ou Falso”.
 - Para trabalhar sobre o pensamento humanista, materialista e ateísta, escrevam estes nomes no quadro e perguntem sobre o que os alunos conhecem sobre estas doutrinas.
- Depois, acrescentem outras informações.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: Verdadeiro ou Falso?
Objetivo: 
Diferenciar objeto falso do verdadeiro através de suas características.

Material:
01 um objeto falso e verdadeiro de CD ou DVD ou relógio ou bolsa ou celular ou roupa ou perfume, etc.
Procedimento:
- Escolham um dentre os objetos citados no material para fazer a demonstração, observando que do mesmo objeto deve haver um verdadeiro(original, legítimo) e outro falso(pirateado).
- Apresentem  para a classe e perguntem se já diferença entre os objetos. Pode haver respostas positivas e negativas, como também alguém pode levantar dúvidas sobre a veracidade dos objetos; aproveitem a oportunidade e questione o porquê das respostas.
Há também, outra possibilidade de utilização desses objetos:
Vocês podem fazer a propaganda dos objetos falsos e verdadeiros, sem identificá-los como tal, mas observem a reação da turma diante das características dos objetos.
- Em seguida, façam a pergunta:
O que é necessário para que conheçamos que um objeto é verdadeiro ou falso?
Os alunos deverão emitir suas opiniões.
- Para concluir, enfatizem que é necessário conhecer as características do objeto. Agora, introduzindo o tema da aula, enfatizem a importância de conhecer a Palavra de Deus para poder saber identificar os falsos ensinos.
- Leiam com os alunos: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que vêm até vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.”. Mateus 7. 15 a 17.


Autoria: Sulamita Macedo

Fonte: Atitude de Aprendiz
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Dinâmica da Lição 04: Vamos conversar sobre Missões (Adolescentes)

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Professoras e professores, observem estas orientações:
1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:
- Cumprimentem os alunos.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
 6 – Agora, vocês iniciam o estudo do tema.
- Falem do tema da aula: Vamos Conversar sobre Missões?
- Iniciem o estudo da lição, lendo Mc 16.15: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura”.      
- Falem sobre o que é “missão” e que todos precisam se envolver com este trabalho.
- Em seguida, coloquem no quadro estas palavras:
Missão Urbana
Missão Nacional
Missão Transcultural.
Falem sobre elas, apresentando exemplos concretos da própria igreja que frequentam. Se possível, levam para a classe o coordenador de missões da igreja para que ele repasse informações sobre este departamento.                                
- Trabalhem os demais pontos levantados na lição de forma participativa e objetiva.
- Para concluir aula, utilizem a dinâmica “Vestindo a Camisa”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: Vestindo a Camisa
Objetivo: 
Refletir sobre o compromisso com a evangelização e missões.
Material: 
01 folha de papel ofício para cada aluno.
Procedimento:
- Entreguem para cada aluno 01 folha de papel ofício.
- Solicitem aos alunos que façam um barco, utilizando a técnica da dobradura (aquela que fazíamos costumeiramente quando criança, lembram?).
Aguardem que todos terminem e ajudem alguns que se esqueceram de como fazer.
- Falem: Quando aceitamos a Cristo, entramos no barco do Reino de Deus. Temos Jesus como nosso guia. Temos também a responsabilidade individual de transmitir os valores do Reino de Deus, através da propagação do evangelho.
- Falem: Fazer este trabalho de evangelização local, nacional ou transcultural, alguns aceitam ou rejeitam, ou perseguem, trazendo momentos de dificuldades, pensamos até que vamos naufragar, não alcançando o objetivo proposto.
- À medida que vocês falarem nas dificuldades, vocês retiram a extremidade da direita e da esquerda do barco, rasgando as duas pontas. Depois, retirem também a extremidade da vela.
- Continuem, falando: Apesar das dificuldades, não naufragamos porque Cristo está conosco.
- Leiam Mt 8. 24 a 27.
  - Falem: Apesar das avarias do barco (apontem para as extremidades retiradas), Cristo é nosso socorro; estamos no barco, porque somos integrantes do Reino, decidimos “Vestir a Camisa” do Reino de Deus.
- Perguntem: O que significa “Vestir a Camisa”?
Certamente as respostas terão o seguinte teor: ter compromisso, apresentar dedicação, estar motivado.
- Agora, solicitem aos alunos que abram a dobradura do barco. O que eles verão? Uma camisa!
A folha deve ficar dobrada ao meio, não abrir a folha completamente!
- Falem: Quem entra no Reino, precisa “Vestir a Camisa”, isto significa está comprometido com a Palavra de Deus, com os valores do Reino e a propagação do evangelho.
- Perguntem: Estamos realmente vestindo a “Camisa do Reino”?
Ideia original de transformar a dobradura do barco em camisa: desconhecida.


Elaboração da dinâmica: Sulamita Macedo.

Fonte: Atitude de Aprendiz
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Dinâmica da Lição 04: A História de um Semeador (Pré-Adolescentes)

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Professoras e professores, observem estas orientações:
1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição 04. Vejam as sugestões abaixo:
- Falem que o tema da aula será o perdão, que será estudado através da parábola do Semeador.
- Agora, leiam o texto de Mateus 13. 3 a 8, para que os alunos conheçam esta parábola:
“E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.

E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na;
E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;
Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na.
E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta”.
- Depois, trabalhem o conteúdo da parábola e sua aplicação pessoal.
- Em seguida, utilizem a dinâmica “Mais Doce que o Mel”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: Mais Doce que o Mel
Objetivo: 
Refletir sobre qual o tipo de coração está sendo lançado o ensino da Palavra de Deus.
Material:
Desenho de um caminho com aves, pedras e figura de sol, espinhos, terra fértil e sementes.
Figuras das 4 situações apresentadas na parábola do Semeador.
01 figura de coração
01 sachê de mel ou bala de mel
Procedimento:
- Leiam a parábola do semeador – Mt 13. 3 a 8.
À medida que a leitura for efetuada, vocês apresentam figuras que dizem respeito as 4 situações da parábola.
Se preferir, vocês podem utilizar material, como: desenho de um caminho com aves, pedras e figura de sol, espinhos, terra fértil e sementes.
- Dividam a turma em 04 grupos e passem o material ou a figura referente a cada situação (uma para cada grupo).

- Orientem para que cada grupo reflita sobre a situação da parábola, associando-a ao ensino da Palavra de Deus nos dias atuais.
- Em seguida, os grupos devem apresentar o resultado de forma objetiva.
- Apresentem a figura do coração e falem: Que o nosso coração esteja com solo preparado e fértil para receber a semente que é a Palavra de Deus.
- Depois, leiam Sl 119.103: “Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca”.
- Para finalizar, entreguem para cada aluno 01 sachê de mel ou bala de mel.


Autora: Sulamita Macedo.

Fonte: Atitude de Aprendiz
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Lição 04: O Discípulo e a Impureza (Discipulado 2 – Novos Convertidos)

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Professoras e professores, observem estas orientações:
1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
6 – Agora, vocês iniciam o estudo do tema.
Professoras e professores, iniciem a aula, cumprimentando os alunos, perguntem como passaram a semana. Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
Se houver alunos ausentes, é interessante que vocês mantenham contato com eles, através de telefone ou email.
- Falem do tema da aula: O Discípulo e a Impureza.
- Utilizem a dinâmica “O Peso do Pecado” e em seguida  trabalhem os itens I e II da lição.
- Trabalhem o item III da lição. Procurem contextualizar o tema com a vida do aluno, apontando formas de como evitar a impureza.
- Para finalizar a aula, leiam o texto “A Esponja”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: O Peso do Pecado
Objetivo: 

Demonstrar os efeitos do pecado e a liberdade que Jesus nos dá através do perdão.
Material: 
01 objeto pesado ou uma fruta grande (melancia ou jaca).
Procedimento:
- Falem sobre o pecado e suas consequências, do fardo que o homem carrega quando peca.
- Escolham um aluno e solicitem que fique em pé na frente da turma.
- Entreguem o objeto ou a fruta para este aluno e continuem falando sobre o pecado e suas consequências.
- Depois de um certo tempo, perguntem para o aluno: Está incomodado? Está pesado?
Certamente o aluno responderá que está incomodado com o peso que está segurando.
- Falem que há uma solução para isto. Então leiam João 1.29: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, enfatizando a palavra TIRA e nesse momento retirem o objeto ou a fruta das mãos do aluno e coloquem sobre uma mesa ou cadeira.
- Perguntem para o aluno: Como está se sentindo agora?
Falem que só Jesus pode nos perdoar, livrando-nos do fardo do pecado.
- Leiam ainda Mateus 11.28 a 30.
- Concluam, afirmando que Jesus nos concede o perdão, mas o pecador deve reconhecer que pecou, confessar suas culpas através da oração e abandonar o pecado.
Ideia original desconhecida.

Esta versão da dinâmica por Sulamita Macedo.

Texto de Reflexão: A Esponja
                Uma esponja gigantesca alcançou fama com seu alto poder de absorver água por onde passava. Ela era temida por todos os fazendeiros da região. As lavouras praticamente se transformavam em desertos.
                A esponja ouviu falar de um grande fazendeiro que estava a cultivar uma linda lavoura de trigo. Imediatamente, chegou às suas terras. Ficou contemplando a nova técnica de irrigação, uma fonte cristalina jorrava sem parar sobre a lavoura. Dizia consigo, quando todos dormirem, eu começarei a beber a sua água, pois estarei debaixo de suas terras.


                À noite, quando todos dormiam, começou a sugar a água, mas não conseguiu sucesso com o seu antigo plano, pois a água pura da fonte queimava a velha esponja. Então convidou todos os seus parentes para acabar o trigal. Apesar do grande estrago no terreno, nada foi abalado, o trigo continuava a crescer; mesmo que seu trabalho contínuo permanecesse, a decepção era tremenda.
                As esponjas se multiplicaram a tal ponto que não havia um pé trigo sem ter uma por perto. Mas o trigal ia crescendo, a fonte viva trabalhava noite e dia para impedir a morte do trigal.
               O verão se aproximava e já estavam a aparecer os primeiros frutos. Não demorou muito para que os empregados começassem a se preparar para a ceifa. No dia marcado, todos os empregados começaram a colher o trigo com tanta rapidez que a esponja e seus parentes se atrapalhavam, tentando impedir a colheita.
                Mas o trabalho foi tão rápido que trigo foi colhido integralmente. Quando o trigo estava a salvo no celeiro, o fazendeiro veio e ateou fogo ao terreno. A esponja não teve tempo para fugir, pois estava tentando encontrar forças para atacar outras terras. O fogo tomou conta de tudo, mas o trigo estava a salvo.
Reflitam sobre o texto, através destas perguntas:
A que você compararia a velha esponja?
O texto deixa claro que salvação do trigal foi em razão da fonte viva que irrigava continuamente a terra. O que tem irrigado a sua vida cada dia?
O adversário é um ladrão audacioso. Como você tem se livrado do seu ataque?


Autoria desconhecida.

Fonte: Atitude de Aprendiz
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Lição 04: Conhecendo a Igreja (Discipulado 1 – Novos Convertidos)

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Professoras e professores, observem estas orientações:
1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:
- Cumprimentem os alunos.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
6 –  Agora iniciem o estudo da lição. Vejam as sugestões abaixo:
- Falem do tema da aula: Conhecendo a Igreja.
- Coloquem no quadro ou cartolina uma figura de uma Igreja e perguntem:
O que significa a palavra Igreja?
Aguardem as respostas e depois acrescentem outras informações, apontando também os símbolos: corpo, templo, noiva, família (item I).
 - Para enfatizar a ideia de que nós formamos o corpo da Igreja, utilizem a dinâmica “O Boneco”.
- Perguntem: Para que serve a Igreja? Quais suas finalidades? Aguardem as respostas dos alunos e ampliem essas ideias conforme o item II.
Reforcem a importância do novo convertido está reunido numa igreja local, para receber o ensino da Palavra de Deus, fortalecer os relacionamentos e comunhão com o Senhor.
- Para trabalhar o tem III, indaguem se os alunos já haviam presenciado Batismo nas Águas e Santa Ceia, antes da conversão. Observem seus comentários, suas opiniões e informem que estes eventos são ordenanças dadas por Cristo e falem do significado de cada um.
- Para concluir a aula, leiam o texto “Sermão Silencioso”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: O Boneco
Objetivo: 

Refletir sobre o trabalho em equipe e a importância da unidade e comunhão no Corpo de Cristo.
Material:
Para o grupo 01: 01 folha de papel ofício e coleção de lápis colorido.
Para o grupo 02: 04 tesouras, 02 tubos de cola, 11 lápis coloridos e 11 folhas de papel ofício, estando escrito nelas as seguintes indicações para desenhar, conforme descrição abaixo:
Folha 01: Cabeça
Folha 02: Pescoço
Folha 03: Tronco (humano)
Folha 04: Braço direito
Folha 05: Braço esquerdo
Folha 06: Mão direita
Folha 07: Mão esquerda
Folha 08: Perna direita
Folha 09: Perna esquerda
Folha 10: Pé direito
Folha 11: Pé esquerdo
Procedimento:
1- Dividam a turma em dois grupos e forneçam as seguintes orientações:
Para o grupo 01:
- Desenhar um boneco, utilizando uma folha de papel ofício e uma coleção de lápis colorido, mas trabalhando em equipe. Para isso, esta atividade deverá ser executada sem que as pessoas do grupo 02 vejam o que está sendo desenvolvido.
 Para o grupo 02(com 11 pessoas):
- Cada componente desenhará uma parte do boneco, individualmente, sem que os colegas vejam, para isso é recomendado que os membros deste grupo estejam separados.
- Montar o boneco, recortando as partes desenhadas e colando-as.
2 – Peçam ao grupo 01 e 02 para apresentar os dois bonecos.
3 – Solicitem para que observem o resultado de cada grupo.
O grupo 01 tem um boneco com partes proporcionais e uniformes.  O grupo 02, embora apresentem um boneco com as características semelhantes ao boneco 01, tem um resultado disforme, desorganizado e desproporcional.
 Perguntem: Por que são diferentes?
O Grupo 01 tem um resultado melhor porque trabalharam em equipe, houve unidade para o desenvolvimento do trabalho.
O Grupo 02 tem um mau resultado porque não trabalharam com união, não trabalharam de forma coletiva.
Quais conclusões podemos extrair dessa dinâmica para nossa vida cristã? Falem da importância da unidade e a comunhão que deve haver no Corpo de Cristo.
4 – Para concluir, leiam: I co 12. 12 e 27; Sl 133.01; Fp 2. 1 a 5.

Texto de Reflexão: Sermão Silencioso
                Que importância tem a nossa comunhão com a Igreja local? Deixe-me responder a esta pergunta com uma história.

                Um pastor estava preocupado com a ausência de um homem que normalmente vinha aos cultos. Depois de algumas semanas, ele decidiu visitá-lo. Quando o pastor chegou à casa deste homem, ele o encontrou sozinho, sentado diante de uma lareira. O pastor puxou uma cadeira e se sentou ao lado do homem. Mas depois de sua saudação inicial, ele não disse mais nada.
                Os ficaram sentados em silêncio por alguns minutos, enquanto o pastor olhava para as chamas na lareira. Então pegou as pinças e tomou cuidadosamente uma brasa acesa das chamas e a colocou de lado. Sentou-se de volta na sua cadeira, ainda em silêncio. O seu anfitrião observou em reflexão silenciosa como a brasa começou a tremular e se pagou. Pouco depois, estava fria e sem vida.
                O pastor olhou no seu relógio e disse que tinha que ir embora, mas antes disso pegou a brasa fria e a colocou de volta no fogo. Imediatamente, ela começou a luzir novamente com a luz e o calor do carvão aceso ao seu redor.
                Quando o pastor se levantou para sair, o homem também se levantou e lhe deu um aperto de mão. Então, com um sorriso no seu rosto, ele disse: “Obrigado pelo sermão, pastor. Eu vejo o senhor na Igreja, no domingo”.


Autor: David Roper

Fonte: Atitude de Aprendiz
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sábado, 12 de abril de 2014

Dons de revelação - Lição 3

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“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1 Co. 14.26).
Os dons de revelação constituem parte da revelação de Deus, concedida ao homem salvo, para que, por eles, a “multiforme sabedoria” divina seja manifestada no meio da Igreja, e os crentes em Jesus sejam protegidos das sutilezas do Adversário e das maquinações humanas contra a fé cristã.
Sem a presença física de Cristo, após sua Ascensão aos céus, os salvos, reunidos em igrejas locais, precisam, de maneira indispensável, dos dons espirituais, tanto para cumprirem a Missão confiada por Cristo, quanto para lutar e vencer “as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais” (Ef 6.12). Sem eles, a igreja local não passa de uma comunidade humana, uma associação religiosa, como um “vale de ossos”, transformados em corpos com tecidos humanos, mas sem vida. Tem estruturas humanas, ministeriais, denominacionais, intelectuais, políticas e administrativas, mas não tem o poder de Deus em sua vida institucional. Os dons espirituais propiciam a provisão divina para a igreja cumprir a sua missão, concedida por Cristo, de proclamar o evangelho por todo o mundo e a toda a criatura.
Dentre esses, os chamados “dons de revelação” aparecem como categoria de grande valor e necessidade, no meio das igrejas locais. 

Dons de Revelação

No tempo de Paulo, havia confusões, mistificações doutrinárias, ensinos heréticos e tantos outros tipos de informações, que chegavam aos ouvidos dos crentes, que muitos se desviaram, iludidos pelos “ventos de doutrina” (Ef 4.14). O gnosticismo ameaçava a integridade da fé cristã. Os judaizantes queriam impor seus ensinos legalistas e ultrapassados. A igreja precisava de recursos espirituais sobrenaturais para não ser esmagada pelas heresias, muitas delas travestidas de verdades absolutas. Só a revelação de Deus, manifestada de forma incisiva, poderia evitar a derrocada do cristianismo.
E, nos dias presentes, será que não há necessidade da revelação especial de Deus, através de sua palavra e de dons ou carismas que façam a diferença, para que os cristãos saibam discernir o “joio do trigo”? Certamente hoje, mais do que nunca, a igreja de Jesus, em toda a parte, necessita desses recursos. Os dons de revelação podem identificar a origem, os meios e os propósitos de muitas falsas doutrinas que surgem a cada dia, no meio evangélico. Pela revelação sobrenatural, pode-se desmascarar os falsos pastores, os “obreiros fraudulentos”, “de torpe ganância”.

I - PALAVRA DA SABEDORIA (1 CO 12.8)

É parte da sabedoria de Deus, com a finalidade de propiciar entendimento, na ministração da palavra ou pregação; é de grande valor na tarefa de aconselhamento, em situações que demandam uma orientação sábia, notadamente no ministério pastoral. E de fundamental importância no exercício da liderança, da administração eclesiástica, na separação de obreiros, ultrapassando os limites do saber intelectual ou humano. Jesus agradeceu ao Pai por essa revelação: “Naquela mesma hora, se alegrou Jesus no Espírito Santo e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve” (Lc 10.21).
“Esse dom proporciona, pela operação do Espírito Santo, uma compreensão (cf. Ef 3.4) da profundidade da sabedoria de Deus, ensinando a aplicá-la, seja no trabalho seja nas decisões no serviço do Senhor, e a expô-la a outros, de modo a ser bem entendida”.1 Quando os que dirigem a igreja local contam com esse dom, dispõem de uma diversidade de serviços ou ministérios que dinamizam o trabalho da igreja (1 Co 12.28) e a edificação da igreja é feita com sabedoria (1 Co3.10). Quando surgem problemas, no meio da congregação, as soluções são encontradas com a ajuda do Espírito Santo (At 6.1-7; 15.11-21).
Paulo recebeu essa visão, de que há uma sabedoria sublime, quando escreveu aos coríntios, dizendo: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” (1 Co 2.9-11).
Essa sabedoria é de altíssimo nível, e transcende os limites da sabedoria natural ou humana. Não se adquire nas escolas seculares, nem também nas escolas teológicas ou filosóficas. Ela é concedida por Deus, a quem Ele quer, visando atender à necessidade da igreja, ou individual, de algum servo ou serva sua, principalmente em ocasiões em que o saber natural é insuficiente para a tomada de decisões, ou resoluções difíceis.
No Antigo Testamento, temos alguns exemplos marcantes dessa revelação da sabedoria de Deus. Vemos tal sabedoria na construção do Tabernáculo (Êx 36.1,2).
José, filho de Jacó, teve momentos especiais em sua vida, em que demonstrou ter a sabedoria concedida por Deus, em situações extremamente significativas. Na prisão, interpretou sonhos de servos de Faraó, os quais se cumpriram plenamente. Chamado ao palácio real, diante de todos os sábios, adivinhos e conselheiros do rei, interpretou os sonhos proféticos que Deus concedera ao monarca egípcio, e, ainda por cima, deu instruções e consultoria gratuita sobre planejamento, economia, contabilidade e finanças a Faraó. Se não fosse a sabedoria do Espírito de Deus, jamais o jovem hebreu teria tamanha capacidade para interpretar os misteriosos sonhos das vacas gordas e das vacas magras, e foi elevado à posição de Governador do Egito (cf. Gn 41.14-41).
A proverbial sabedoria de Salomão era, sem dúvida alguma, manifestação da sabedoria de Deus, para a resolução de “causas impossíveis”. O caso das duas mulheres, que disputavam a mesma criança demonstra tal capacidade, proveniente do Espírito de Deus (1 Rs 3.16-28). Antes de desviar-se dos caminhos do Senhor, em sua velhice, Salomão foi um exemplo como beneficiário da sublime sabedoria de Deus. “E deu Deus a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e largueza de coração, como a areia que está na praia do mar. E era a sabedoria de Salomão maior do que a sabedoria de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios” (1 Rs 4.29,30).
Em o Novo Testamento, há diversas referências quanto à aplicabilidade dessa sabedoria divina. Paulo exorta aos colossenses a que saibam transmitir a palavra aos ouvintes, dizendo: “Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Cl 4.5,6). A falta dessa sabedoria de Deus pode causar graves prejuízos à pregação do evangelho. Há pregadores, que usam o púlpito, em eventos evangelísticos, de maneira arrogante e prepotente. Houve um que dizia, para uma grande multidão, que os pastores eram um bando de trambiqueiros; e que a igreja (denominação da qual fazia parte) estava ultrapassada. E dizia, diante de pessoas não crentes; “Não sei por que Deus não tira essa velharia de cena”. A sabedoria desse tipo de pregador não é do Espírito Santo. “Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica” (Tg 3.15).
Na vida de Jesus, como o “Filho do Homem”, por diversas vezes, ele demonstrou essa sabedoria vinda do Alto. Ao chegar à sua pátria, causou profunda admiração em seus conterrâneos, por causa da sabedoria como que ministrava a mensagem. “E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam e diziam: Donde veio a este a sabedoria e estas maravilhas? Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe veio, pois, tudo isso!” (Mt 13.54-56 — grifo nosso).
Essa mesma sabedoria tem sido identificada, na vida de irmãos humildes, ao longo da História da Igreja. Há casos em que pessoas de pouca instrução formal, usadas por Deus, transmitem mensagens de profundo significado e conteúdo espiritual, que provocam admiração nos que o ouvem. Em Natal, décadas atrás, o folclorista Luís da Câmara Cascudo, um dos ícones da literatura nacional, estava num culto, na Assembleia de Deus. Foi dada oportunidade a um crente muito humilde, que, cheio do Espírito Santo, entregou a mensagem na unção de Deus. O ilustre visitante não se conteve, e exclamou: “Esse homem prega e mostra o céu por dentro!”.
Na vida da igreja local, há casos interessantes, do exercício da sabedoria divina, pois Deus é o mesmo. Um novo convertido, homem do campo, recebeu a visita de um neto, que era formado em Medicina, em faculdade famosa. Sabendo que o avô houvera aceitado a Cristo, passou a criticá-lo com arrogância, dizendo que, em seus estudos houvera aprendido muitas coisas, inclusive que Deus não existe, que o homem proveio de um macaco, e, depois de desfilar outras informações do que aprendera, perguntou ao velho crente: “E, nessa crença, o que o senhor aprendeu?”. O novo convertido, que nem sequer tivera tempo de conhecer bem a Bíblia, respondeu ao neto ateu: “Eu aprendi a dizer: para trás de mim, Satanás!”. O materialista despediu-se, dizendo que não adiantava lutar “contra esses crentes...”.
É interessante que anotemos que o dom da palavra da sabedoria não faz do seu portador uma pessoa mais sábia do que as outras. Diz Horton: “O Espírito não torna a pessoa sábia por meio deste dom, nem significa que a pessoa mais tarde não possa cometer erros (cf. o exemplo do rei Salomão que, no fim da vida, não só errou, mas pecou)”.2

II - PALAVRA DO CONHECIMENTO (1 CO 12.8)

É manifestação da ciência ou do conhecimento de Deus, concedido ao homem salvo. Pode ser dado por sonho, por visão, por revelação especial, operando na esfera humana, no seio da igreja; sendo um conhecimento sobrenatural propiciado por Deus. Podemos dizer que a palavra da sabedoria é a aplicação da “ciência” de Deus, na vida prática pessoal ou da igreja. Escrevendo aos coríntios, sobre as “armas de nossa milícia”, Paulo diz que essas “armas” destroem “...os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5 — grifo nosso). Paulo fala de “todos os mistérios e toda a ciência” (1 Co 13.2), que só têm valor se for sob a graça do amor de Deus. Através desse dom, o crente penetra nas profundezas do conhecimento de Deus (cf. Ef 1.17-19).
Em Cristo — “o mistério de Deus [...] em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2.2,3), é que os dons devem ser exercidos, no meio da igreja cristã. Pois Deus quer que esse conhecimento profundo e sobrenatural esteja à disposição dos seus servos, que o amam. “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (1 Co 2.9).
A Palavra de Deus mostra exemplos desse dom. Quando Jesus pregava para a mulher samaritana, soube detalhes da vida dela, que o conhecimento humano não teria condições de alcançar naquela circunstância de um encontro inesperado. Ele disse à mulher que chamasse seu marido. A mulher respondeu que não tinha marido e Jesus lhe disse que ela tivera “cinco maridos” e aquele com quem vivia não era seu marido. A mulher ficou admirada, e disse: “Senhor, vejo que és profeta” (Jo 4.16-19). A palavra da ciência não é adivinhação nem expressão de tentativa de erro e acerto. E dada pelo Espírito Santo.
O profeta Eliseu sabia os planos de guerra do rei da Síria, mesmo à distância. Quando o rei pensava em atacar o exército de Israel de surpresa, em determinado lugar o profeta de Deus alertava ao rei de Israel dos planos do inimigo, por diversas vezes. O rei sírio ficou intrigado e desconfiou de que haveria um traidor no meio de suas tropas. Mas um dos servos do rei o fez saber o mistério: “E disse um dos seus servos: Não, ó rei, meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas na tua câmara de dormir” (2 Rs 6.8-12).
Era um conhecimento muito mais aperfeiçoado do que todos os atuais sistemas de informação, com uso de tecnologia de ponta, usados no mundo atual. Eliseu não tinha informantes, nem sonhava com equipamentos de comunicação ou de satélites. Era a mensagem divina, diretamente do Espírito Santo ao seu coração. Quando o profeta Samuel disse a Saul que as jumentas do pai já haviam sido encontradas, foi pela ciência ou conhecimento de Deus (1 Sm 9.15-20).
A revelação dada a Daniel acerca dos impérios mundiais demonstra quão grande é a sabedoria de Deus, como recurso divino para ocasiões especiais, em que de nada adianta a sabedoria humana, ou os conhecimentos adquiridos pela experiência de quem quer que seja. Quis Deus utilizar-se de um rei estrangeiro ao seu povo para revelar segredos sobre acontecimentos que teriam lugar na História, na ocasião, e para o futuro. A visão de Nabucodonosor é uma referência para a Escatologia, com base nas interpretações dadas pelo Altíssimo a Daniel, seu servo, que estava vivendo naquele País, com uma missão do mais alto significado.
Trata-se de um caso bem emblemático do que significa receber o conhecimento, ou a revelação de Deus. O rei tivera um sonho muito estranho, que o perturbara sobremaneira. Pela manhã, reuniu “os magos, e os astrólogos, e os encantadores, e os caldeus, para que declarassem ao rei qual tinha sido o seu sonho; e eles vieram e se apresentaram diante do rei. E o rei lhes disse: Tive um sonho; e, para saber o sonho, está perturbado o meu espírito” (Dn 2.2,3). Tudo em vão. Ninguém soube interpretar o sonho, por uma razão muito óbvia: o rei não se lembrava do sonho! Furibundo, o rei mandou matar todos os sábios da Babilônia, pelo fato de não saberem interpretar um sonho de que não tiveram sequer o relato de sua visão.
Mas Daniel, que estava no reino, em posição de destaque, pediu ao mensageiro do rei que desse um tempo para que buscassem a interpretação. Seu pedido foi atendido, e, contando o grave problema a seus três companheiros, foram orar ao Deus dos céus. Diz a Bíblia: “Então, Daniel foi para a sua casa e fez saber o caso a Ananias, Misael e Azarias, seus companheiros, e pediu que orassem a Deus, “para que pedissem misericórdia ao Deus dos céus sobre este segredo, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem com o resto dos sábios da Babilônia. Então, foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o Deus do céu” (Dn 2.17-19). De maneira didática, com precisão histórica, Daniel interpretou o sonho, mostrando ao rei o desenrolar dos acontecimentos de sua época e de eventos futuros. Foi o conhecimento de Deus e não humano, lógico ou natural.
Esse dom revela coisas que não são percebidas pela visão natural (ver 1 Sm 16.7; Jo 2.24,25). Na vida prática da igreja, algumas experiências demonstram que o dom da palavra da ciência pode ser dado nos tempos presentes. Num Círculo de Oração, em Natal-RN, as irmãs estavam tranquilas, orando e louvando a Deus, numa congregação, anos atrás. Apresentou-se um homem, muito bem vestido, de paletó de tecido fino, sapato lustroso, gravata e Bíblia debaixo do braço. Ao ser interpelado, para ser apresentado, disse que era um servo de Deus, que estava de passagem por ali, e que viera visitar o trabalho. Acrescentou que era “filho do Ministro da Educação, Sr. Jarbas Passarinho”. A apresentação do “ilustre” visitante foi feita, e as irmãs de imediato quiseram ouvir uma palavra por ele.
Uma humilde serva de Deus, num lampejo divino, disse à dirigente: “Não dê oportunidade a ele. E um mentiroso, falso e procurado pela polícia...!”. Foi um mal-estar, pois a dirigente já ia anunciar a oportunidade ao visitante. Mas, diante da advertência, não o fez. Foi criticada por um santo irmão, que achou uma falta de respeito a um “servo de Deus”, “filho de uma autoridade pública”. Esse também convidou o visitante para ir à sua casa, num gesto de desagravo e de hospitalidade. No caminho, dizia ao visitante: “Essas irmãs não têm sabedoria”. E pediu desculpas pelo constrangimento. Recebeu-o em casa, apresentou à família, e ofereceu dormida ao desconhecido.
Pela madrugada, alguém bateu à porta. O anfitrião foi abrir, e deparou-se com policiais federais, apontando metralhadoras para sua casa, e dizendo que ele estava preso, pois dera acolhida a um criminoso, estelionatário, que vinha sendo rastreado em sua viagem. Quem revelaria tal coisa a uma simples serva de Deus? Sem dúvida, foi a operação do dom da ciência, num momento crucial. Este exemplo é prova de que Deus não muda. Agiu nos tempos antigos. E age em todos os tempos.
E preciso entender a diferença entre o dom da sabedoria e o dom da palavra da ciência. A ciência é o conhecimento profundo, concedido por Deus, em relação às coisas divinas ou às coisas dos homens, que estão além do conhecimento natural. O dom da sabedoria refere-se à utilização do conhecimento em questões práticas da vida. Conhecimento sem sabedoria é puro exercício intelectual infrutífero e diletante. O cristão deve ter conhecimento de Deus para viver o cristianismo de forma concreta, no seu dia a dia.

III - DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS (1 CO 12.10)

Mais adiante, na epístola em apreço, encontramos o “dom de discernir os espíritos” (1 Co 12.10b). Refere-se à capacidade sobrenatural, concedida por Deus, com a finalidade de identificarem-se as origens e natureza das manifestações espirituais. Tais manifestações podem ter basicamente, três origens: De Deus, do homem (da carne) ou do maligno. Em determinadas ocasiões, uma manifestação espiritual pode apresentar-se, no meio da congregação, ou diante de um servo de Deus, com aparência de genuína, e ser uma mistificação diabólica, ou artimanha de origem humana. Pelo entendimento e pela lógica humana, nem sempre é possível avaliar a origem das manifestações espirituais. Mas, com o dom de discernir os espíritos o servo de Deus ou a igreja não será enganada.
Segundo Boyd, “a palavra ‘discernir’ (grego “diakrisis”) úgri&ca julgado através de, distinguir, e tem o sentido de penetrar por baixo da superfície, desmascarando e descobrindo a verdadeira fonte dos motivos e da animação”.3 Através desse dom, em suas diversas manifestações, a igreja pode detectar a presença de demônios, no meio da comunidade ou congregação, a fim de expulsá-los, no nome de Jesus. Na ilha de Pafos, Paulo defrontou-se com uma ação diabólica declarada com o objetivo de impedir a pregação do evangelho ali, e a conversão de uma autoridade pública. Mas o apóstolo, cheio do Espírito Santo, percebeu as artimanhas do Adversário, e, na autoridade de Deus, declarou que o opositor do evangelho ficaria cego por algum tempo, o que de pronto aconteceu. Diante de tamanho sinal, “Então, o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor” (At 13.12).
Myer Pearlman diz que se pode saber a diferença entre uma manifestação espiritual legítima e uma falsa manifestação, através desse dom. “Pelo dom de discernimento que dá capacidade ao possuidor para determinar se um profeta está falando, ou não, pelo Espírito de Deus. Esse dom capacita o possuidor para ‘enxergar’ todas as aparências exteriores e conhecer a verdadeira natureza duma inspiração.”4 A manifestação espiritual precisa passar por duas provas de sua legitimidade: A prova doutrinária e a prova prática.
A prova doutrinária pode basear-se no ensino do apóstolo João, que diz:
“Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo. Filhinhos, sois de Deus e já os tendes vencido, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. Do mundo são; por isso, falam do mundo, e o mundo os ouve. Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro.” (1 Jo 4.1-6)
A prova prática tem base no ensino de Jesus, quando advertiu acerca dos falsos profetas, que podem ser conhecidos pelos “seus frutos”, ou seja, pelo seu caráter, demonstrado em seu testemunho, na vida prática:
“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.15-20).
Jesus tinha esse dom. Quando seus adversários queriam apanhá-lo em alguma palavra ou alguma falta, Ele já sabia o que se passava no interior das pessoas. “Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (Jo 2.24, 25). O apóstolo Pedro teve a percepção de que Ananias estava mentindo, quando sonegou parte da oferta que prometera a Deus, por esse dom especial de discernir os espíritos (At 5.3).
No ministério de Paulo, temos o exemplo notável do uso desse dom (At 16.12-18). Ao lado de seu companheiro, Silas, chegou à cidade de Filipos, na Macedônia, para onde se dirigiram por orientação do Espírito Santo. Após um período de oração e evangelização pessoal, foi acolhido por Lídia, a vendedora de púrpura, que aceitou a Cristo e foi batizada com toda a sua família. Era patente o sucesso da missão dos apóstolos naquele lugar. O Adversário não ficaria satisfeito de forma alguma e resolveu atacar de uma forma muito sutil, usando uma jovem para tecer um dos mais elevados elogios que um pregador poderia receber publicamente.
Ela era bem conhecida na cidade, pois era usada por comerciantes inescrupulosos que obtinham grande lucro, usando-a em seu proveito, pois possuía “espírito de adivinhação”. Quando os dois apóstolos saíram para a oração, a jovem os seguiu, dizendo em alta voz: “Estes homens,que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo” (At 16.17). E fez essa declaração elogiosa, durante vários dias. Pregadores são seres humanos, sujeitos às falhas próprias de sua natureza. Elogios em geral sempre fazem bem ao ego, à parte emocional, ainda mais, quando o elogio é verdadeiro, como era o que a moça propagava acerca dos dois servos de Deus.
Jamais alguém poderia imaginar que aquele elogio não seria de origem legítima. Podemos entender até, que, a princípio, os apóstolos devem ter ficado pensativos com aquela declaração. De fato, eles eram servos do Deus Altíssimo! O que haveria de errado ou repreensível ouvir tal elogio? Não teria a jovem percebido que eles eram cristãos autênticos? Acontece que Paulo e Silas eram homens de oração, tinham comunhão com o Espírito Santo. Depois de alguns dias, ouvindo aquela declaração, Paulo discerniu a sua origem.
Não era nada da parte de Deus. A afirmação era verdadeira, mas a origem e a intenção eram malignas. O Diabo queria iludir os apóstolos, com bajulação e lisonja, para que o demônio continuasse livre para agir, após a saída dos servos do Senhor. Assim, “Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu” (At 16.18).

Conclusão

No mundo atual, a Igreja de Jesus necessita, mais do que nunca, da revelação profunda das coisas divinas, para discernir entre o certo e o errado; entre o legítimo e o falso, no que respeita às manifestações espirituais. Em determinados programas de TV, de responsabilidade de igrejas ou de determinados pregadores, existem heresias absurdas, como a chamada teologia da prosperidade; o “cair no espírito”; “maldição hereditária” para o salvo em Cristo; “teísmo aberto” e outras manifestações heréticas, que, a princípio, têm aparência de serem genuínas, e levam muitas pessoas incautas, que não leem a Bíblia, a interessarem-se por tais ensinamentos espúrios. Que o Senhor conceda à sua igreja os dons de revelação a muitos crentes, incluindo líderes, para presidirem a igreja local com segurança espiritual e doutrinária.
Pastor Elinaldo Renovato

Bibliografia:
1. BERGSTÉN, Eurico. Teologia sistemática, p. 10.
2. HORTON, Stanley M. I e II Coríntios — Os problemas da igreja e suas soluções, p. 114.
3. BOYD, Frank M. Cartas aos coríntios, p. 69.

4. PEARLMAN, Myer. Conhecendo as doutrinas da Bíblia, p. 322.
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