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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Nova Lição Bíblica da CPAD – Jovens e Adultos, 1º Trimestre de 2015

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A Lei de Deus – Valores imutáveis para uma sociedade em constante mudança

Comentarista: Pastor Esequias Soares

Temas Semanais:

Lição 1 – Deus dá a sua Lei ao Povo de Israel
Lição 2 – O Padrão da Lei Moral
Lição 3 – Não Terás outros deuses
Lição 4 – Não farás imagens de Esculturas
Lição 5 – Não Tomarás o Nome do Senhor Deus em Vão
Lição 6 – Santificarás o Sábado
Lição 7 – Honrarás Pai e Mãe
Lição 8 – Não Matarás
Lição 9 – Não adulterarás
Lição 10 – Não furtarás
Lição 11 – Não darás Falso Testemunho
Lição 12 – Não cobiçarás
Lição 13 – A Igreja e a Lei de Deus
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

AJUDA AO IRMÃO REIS

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Amados, estou criando esse tópico pois fui informado que o irmão REIS (Administrador deste blog)está com seu computador encostado pois queimou a placa mãe. Desta forma ele se encontra em dificuldade para conduzir o blog como realmente gostaria.Sabendo de sua atual situação financeira no momente, que não é boa, fiz uma pesquisa para ver por quanto poderíamos comprar uma nova placa mãe para ele e uma memória visto que a memoria que ele usa não seria compatível com as novas placas, encontrei no valor de 300,00 (Trezentos Reais). Aqueles que puderem ajudar o nosso irmão na compra dessa placa deposite sua oferta em sua conta:

Banco do Brasil
Agencia - 1401-X
Conta - 36.560-2

Contatos para maiores informações: jdetranreis@gmail.com

CONTAMOS COM A SUA AJUDA PARA PODERMOS DAR CONTINUIDADE A ESSE TRABALHO.
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Vídeo Aula da Lição 05: Deus Abomina a Soberba

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Autor: Pastor Luiz Henrique
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Lição 5 - Deus Abomina a Soberba

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A soberba é um dos pecados do espirito humano que afeta diretamente a soberania de Deus (Dn 4.1-37)
Aproximadamente 25 anos depois da sua ascensão e volta ao trono da Babilônia, Nabucodonosor teve mais um sonho perturbador que requereu a presença dos sábios do Palácio para o interpretarem. Sete anos se passaram desde o estado de loucura do rei, quando Deus o restaurou ao trono da Babilônia. Na sua volta ao Trono, ele dá um testemunho pessoal da experiência com o Deus de Daniel e reconhece a soberania desse Deus dos exilados e cativos de Judá. Ele reconhece que sua loucura era resultante de sua soberba, que o levou a viver como um animal do campo por sete anos, até que Deus o tirou daquela condição. E a história que mostra o que acontece com os que se exaltam e se tornam soberbos ante a majestade do Todo-Poderoso Deus de Israel. E uma história que revela a soberania de Deus sobre toda a criação e que nenhuma criatura sua usurpa a glória que lhe pertence. Ao mesmo tempo, Deus revela sua misericórdia e justiça capazes de salvar um homem arrependido. Nos desígnios divinos, Nabucodonosor preenchia o propósito de Deus para o mundo de então. Não há nada que diga que esse rei tenha se convertido. Entretanto, seu testemunho pessoal acerca do Deus de Israel, depois de toda a humilhação que passou, o levou a reconhecer e proclamar a todo o mundo que o senhorio dos reinos do mundo não era dele, mas pertencia ao Deus Altíssimo.

I - O TESTEMUNHO DA SOBERANIA DE DEUS (Dn 4.1-3)
Nabucodonosor, um homem chamado por Deus para um desígnio especial (Jr 25.9).
Nabucodonosor não foi obrigado a servir ao Deus de Israel, mas não pode fugir a humilhação a que foi submetido por querer usurpar a glória que só pertence ao Deus Altíssimo e a nenhum outro deus. Não há dúvida que ele foi submetido a um desígnio especial do Deus do Céu, o Deus de Daniel, Ananias, Misael e Azarias. Segundo a história, Nabucodonosor foi rei da Babilônia no período de 605 a 462 a.C. Mesmo sendo um rei pagão cumpria um desígnio especial de correção divina aos reis de Israel e de Judá, por terem se corrompido com o sistema mundano que havia entrado em Israel. Ora, Deus tem o cetro do domínio de todos os reinos do mundo, e tinha poder para fazer com que aquele homem pagão, por um desígnio especial, se tornasse próspero em seu reino e crescesse em extensão, a ponto de se autodenominar “rei de reis”. O profeta Jeremias, contemporâneo do período do exílio de Israel e Judá na Babilônia, diz que Deus chamou a Nabucodonosor de “meu servo” (Jr 25.9). Na verdade, Nabucodonosor foi a vara de Deus de punição ao seu povo por ter abandonado o Senhor e tomado o caminho da idolatria e dos costumes pagãos. Aprendemos que Deus, em sua soberania é Aquele “que muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis” (Dn 2.21).
Nabucodonosor proclama a Soberania de Deus (Dn 4.1 -3).
Antes de contar o seu segundo sonho, Nabucodonosor em seu discurso fez uma proclamação na forma de um edito real que reconhecia os sinais e milagres que o Deus Altíssimo havia realizado, especialmente, na vida do rei. Ele diz no versículo 2: “pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo”. Nesta proclamação Nabucodonosor deseja fazer pública a experiência que teve com o Deus dos judeus.
“Quão grandes são os seus sinais” (4.3). A ideia teológica de um “sinal ou sinais” pode significar um dos meios pelos quais Deus comunica seu pensamento aos homens e indica a sua vontade. “Sinais” podem significar demonstrações espirituais que não podem ser produzidas pelo homem. Na língua hebraica “sinal” é môpheth no sentido de algo que dá notabilidade. Podia significar ou indicar “um milagre” que se distinga. Os sinais de Deus são, acima de tudo, sobrenaturais, porque Deus é o Criador e Senhor dos céus e da terra. O rei Nabucodonosor podia lembrar o livramento dos jovens hebreus na fornalha ardente sem se queimarem. Ele entendeu, também, que o Deus dos judeus tinha um modo especial de revelar coisas futuras através de sonhos que os homens comuns não podem interpretá-los. Ele quis que fosse comunicado a todos os povos sob sua liderança que o Deus dos judeus não se assemelhava a nenhum deus dos súditos do seu império. Ele era quem tinha o Domínio e o cetro de governo sobre toda a terra. Nabucodonosor, depois de ter experimentado a punição pela sua soberba e ter-se arrependido da mesma, foi restaurado de sua demência, sob a qual ficou longos sete anos num nível irracional como os animais do campo. Matthew Henry disse em seu comentário que “Nabucodonosor foi o rival mais ousado da soberania do Deus Supremo do que qualquer outro mortal jamais pudesse ter sido”. Porém, foi vencido por essa presunção e teve que reconhecer que o Deus Altíssimo estava acima dele.

II - SONHOS - UMA VIA DAS REVELAÇÕES DE DEUS
(Dn 4.4-9) Deus fala por meio de sonhos e visões
Sonhos e visões são vias pelas quais Deus se comunica com o homem. No campo das manifestações espirituais, os sonhos e visões são um modo de comunicação, não uma regra espiritual.
Os sonhos, segundo a Enciclopédia Bíblica de Merrill C. Tenney, “um sonho é uma série de pensamentos, imagens, ou emoções que ocorrem durante o sono; qualquer semelhança com a realidade que ocorre durante o sono; uma sequência de imagens, mais ou menos coerente que ocorre durante o sono”. No campo da psicologia, entende-se que os sonhos são impressões reavivadas e ajuntadas ao acaso no subconsciente e que se manifestam em imagens durante o sono. Às vezes, ideias, imagens e eventos presentes no sonho podem ser interpretados como símbolos de ansiedades reprimidas, medos ou desejos. No campo espiritual e na experiência de homens e mulheres bíblicos, os sonhos podem ser naturais (Ec 5.3), mas também, podem ter origem divina (Gn 28.12), através dos quais Deus revela acerca de eventos futuros e presentes. Os sonhos podem, também, ter origem maligna (Dt 13.1,2;Jr 23.32). Podemos entender, portanto, que da parte de Deus, os sonhos são um modo de Deus falar profeticamente aos seus servos. Por exemplo: os sonhos de José (Gn 37.5-11; 40.5-22; 41.1-32).
As visões fazem parte dos meios que Deus se utiliza para comunicar a sua palavra aos homens. Na Bíblia, essas manifestações divinas acontecem através de sonhos, revelações, oráculos e visões. Ora, uma visão pode ser uma revelação especial e sobrenatural que Deus utiliza para se comunicar com as pessoas, independente de ser um sonho. Por exemplo homens como Abraão (Gn 15.1); Isaías (Is 6.1-8); Ezequiel (Ez 1.1); Daniel (Dn 1.17). No Novo Testamento, temos Mt 17.9;At 9.10,12; 10.3,17,19; 11.5; 12.9; 16,9,10. Daniel era agraciado por Deus com a revelação divina através de visões. Não há dúvida, que ainda hoje, Deus fala por meio de visões, mas Ele não revelará nada além do que já está revelado na sua Palavra.
“Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa eflorescente no meu palácio” (4.4). As grandes conquistas militares haviam sido feitas em tempos anteriores. Aquele era, naquele momento, quando “ele estava sossegado” em sua casa, um tempo de inatividade militar e sem maiores preocupações. Seus projetos arquitetônicos eram os mais extraordinários pois havia progresso e o acúmulo de riquezas era uma realidade. Ele estava satisfeito e sentia-se senhor de tudo a ponto de, mais uma vez, se permitir dominar por uma arrogância inconcebível.
“tive um sonho” (4.5). À semelhança do capítulo dois quando teve o sonho da grande estátua representando seu reino e os reinos que o sucederiam, no capítulo quatro, mais uma vez Deus fala com Nabucodonosor. Mais uma vez ele ficou aflito por não entender o seu significado. E interessante perceber que o modo como Deus falava com os homens nos antigos tempos era diverso. Ele utilizava de canais possíveis para se fazer inteligível aos seus servos. Pelo fato dos antigos, especialmente, os caldeus darem muita importância aos sonhos e a sua interpretação, Deus usou esse canal de comunicação para revelar o significado das imagens do sonho na cabeça do rei. É claro que esse modo de falar e revelar a sua vontade não seja o único modo da comunicação divina. Portanto, essa via de comunicação não era e não é uma regra que obrigue Deus ter que falar somente por meio de sonhos. Mas Ele o fez, porque os antigos acreditavam piamente que os sonhos tinham um sentido divino. Hoje, temos a Palavra de Deus como o canal revelador da fala de Deus aos homens. E bom que se diga que não existe dom de sonhar como afirmam alguns cristãos. Mas é certo que Deus pode usar esse meio e outros mais para revelar a sua vontade soberana aos seus servos. E interessante notar o contraste entre o sonho do capítulo 2 e o sonho do capítulo 4. O primeiro sonho foi esquecido pelo rei, mas o segundo sonho ele não o esqueceu (2.1,6 e 4.10-17).
Como da vez passada (capítulo 2), todos os sábios da Babilônia, com seus magos, astrólogos, caldeus e os adivinhadores foram convocados à presença do Rei para darem a interpretação do sonho e, mais uma vez, falharam (4.6,7).

III - DANIEL VOLTA AO CENÁRIO PROFÉTICO
O detalhe desse capítulo é que o próprio rei está contando o sonho. Os seus sábios, astrólogos e caldeus o decepcionaram, e ele lembrou-se de que havia apenas um homem no palácio em que a ciência de Deus era demonstrada e o único que podia revelar os mistérios do sonho que tanto o perturbaram. O próprio rei reconhecia que o Deus de Daniel era superior a todos os deuses da Babilônia. Ele mesmo reconhece que havia sido arrogante e Deus o adverte e revela seu futuro num sonho que ele não conseguia entender. Não se tratava de um sonho comum, mas uma revelação divina acerca do futuro de Nabucodonosor.
Daniel é convocado a entrar na presença do Rei (4.8). Nabucodonosor contou-lhe o sonho e queria que Daniel lhe desse a interpretação. Daniel ouviu atentamente o sonho do rei e pediu-lhe tempo porque, por quase uma hora, Daniel esteve atônito e sem coragem para revelar a verdade do sonho. Interpretar sonhos era uma habilidade espiritual de Daniel reconhecido desde quando entrou no palácio da Babilônia conforme está escrito: "Ora, a esses quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda visão e sonhos”(Dn 1.17).
“Beltessazar,príncipe dos magos” (4.9). Como aceitar esse aspecto na vida de Daniel? E bom que se diga, que o nome Beltessazar era um nome dado a Daniel e que ele não podia evitar, porque vinha da parte do rei. Entretanto, o seu papel de liderança e de chefia sobre os “sábios e magos do palácio” implicava em que Daniel cumpria sua função oficial sem se envolver com a magia daqueles homens que ele não podia mudar. Ele continua a ser Daniel, fiel e temente a Deus.
Daniel ouve o sonho e dá a sua interpretação (Dn 4.10-18)
O Rei conta a Daniel todo o seu sonho. O rei viu uma grande árvore de dimensões enormes que produzia belos frutos e que era visível em toda a terra. Os animais do campo se abrigavam debaixo dela e os pássaros faziam seus ninhos nos seus ramos (Dn 4.10-12). O rei viu descer do céu “um vigia, um santo” (v. 13) e esse vigia clamava forte: “Derribai a árvore e cortai-lhe os ramos” (v. 14).
A árvore majestosa (vv. 11,12). O texto diz que era “uma árvore no meio da terra” (4.10). Isto é, a árvore chamava a atenção porque tinha uma posição central, para simbolizar o Império Babilónico naqueles dias. A Babilônia destacava-se por concentrar todo o poder conquistado por Nabucodonosor na capital, uma figura simbólica da Babilônia escatológica que aparece em Apocalipse nos capítulos 17 e 18. A “árvore” do sonho de Nabucodonosor era formosa e bela. A visão esplêndida dessa árvore indicava a formosura, a grandeza, o poder e a riqueza que representavam a glória de Nabucodonosor. Ninguém na terra havia alcançado todo esse poder antes dele. Daniel declarou ao rei que aquela árvore que seria cortada era o próprio rei e disse: “Es Tu, ó Rei” (Dn 4.22).
Imaginemos a tristeza de Nabucodonosor ao ouvir esta declaração. Como resignar-se serenamente ante um fato inevitável revelado pelo Deus de Daniel. Assim é a glória dos homens, como uma árvore que cresce e se torna frondosa e, de repente, é derribada. Assim Deus destrói os soberbos.
“um vigia, um santo, descia do céu” (4.13). A linguagem figurada para falar do papel dos anjos designados por Deus para executarem a sua vontade é o termo “vigia” ou “um santo” vindo do céu. Não há dúvida de que os anjos de Deus trabalham com missão delegada para proteger e para cumprir as ordens de Deus. Na visão do rei, ele viu “um vigia” que descia do céu com a missão de proclamar os juízos de Deus (Dn 4.14,15). No Antigo Testamento, os anjos tinham uma atividade mais presente na vida do povo de Deus. No Novo Testamento, eles continuam suas atividades em obediência a Deus, mas hoje a igreja de Cristo tem o Espírito Santo que vive na igreja e a orienta em tudo. Alguns teólogos creem numa teofania, referindo-se ao próprio Deus como “o vigia, o santo”. Alguns estudiosos interpretam como sendo o Senhor Jesus Cristo, uma vez que Ele se apresenta em outros eventos bíblicos numa teofania especial. Entretanto, ainda que mereça apreciação esta ideia é discutível na sua interpretação. Preferimos a ideia de que se trata de um anjo da parte de Deus com poder delegado para fazer juízo contra esta árvore.
Juízo e misericórdia são demonstrações da Soberania de Deus (4.14,15). No versículo 14 a ordem delegada de Deus ao seu anjo de juízo era o de derribar a árvore, seus ramos e suas folhas. O texto do versículo 15 deixa claro que Deus não queria destruir tudo daquela árvore, mas ele deu ordem ao seu anjo para que “o tronco com suas raízes” fossem deixadas na terra. A intenção divina não era destruir Nabucodonosor sem dar-lhe a oportunidade de se converter e reconhecer a glória de Deus. Mas o próprio rei testemunhou que foi inevitável a consequência de sua arrogância. Ele foi tirado do meio dos homens e ficou completamente louco, indo conviver com os animais do campo por sete anos (Dn 4.25). Depois de sete anos, Nabucodonosor voltou ao normal, mas o seu reino logo depois foi sucedido por Belsazar que fez cair o reino nas mãos de Dario, o persa.
Daniel dá a interpretação do sonho (4.19-26)
“Então Daniel,... esteve atônito quase uma hora” (4.19). Mais uma vez, o servo de Deus tinha uma missão difícil e ficou perplexo porque a revelação era forte e havia dificuldade para entender o sonho. O tempo que levou para interpretar significava que ele ficou amedrontado em contar ao rei a verdade da revelação. De certo modo, Daniel gozava da confiança do rei como conselheiro e preferia, como homem, que as revelações do sonho não atingissem a pessoa do rei. Mas Daniel não pôde evitar, porque o próprio rei, percebendo a perplexidade de Daniel, o instou a que não tivesse medo e contasse exatamente o que o seu Deus havia revelado.
“Respondeu Beltessazar e disse: Senhor meu, o sonho seja contra o que te tem ódio, e a sua interpretação para os teus inimigos” (4.19). Daniel reconhecia que o rei havia sido bondoso e complacente com ele e seus amigos e, por isso, preferia que o juízo fosse contra os inimigos do rei. Daniel sabia que havia dentro do palácio complôs contra o rei e, por isso, ele preferia que o juízo fosse para punir os inimigos do monarca. Mas Daniel não pôde evitar falar a verdade.
“Es tu, ó rei” (v. 22). Daniel foi incisivo e objetivo em informar ao rei que ele mesmo era, simbolicamente, a árvore frondosa do sonho, mas não evitaria a tragédia moral e espiritual do seu reino. Ele perderia a grandeza que tinha durante os “sete tempos” (sete anos). No versículo 26, a revelação assegurava ao rei a sua restauração, mas para que isso acontecesse, ele deveria dar sinais de arrependimento e provar a si mesmo e ao seu império a mudança interior na sua vida.
Daniel aconselha ao rei que reconheça os seus pecados e mude de atitude para que a misericórdia divina o alcance (4.27-38). Passaram-se um ano (doze meses) e houve, até certo ponto, um prolongamento da tranquilidade de Nabucodonosor. Mas ele não se humilhou e não mudou de atitude. Pelo contrário, se empolgou com a beleza de suas construções e seus jardins suspensos para agradar a sua esposa, segundo escreveu o historiador Josefo. Nos versículos 34 a 37, depois dos sete anos de insanidade, ele recuperou seu entendimento e acordou para a realidade quando louvou a Deus. Aprendemos com esta história que o orgulho é sempre insano e inaceitável diante de Deus e que a mais sóbria atitude é reconhecer a soberania de Deus e louvá-lo.

IV - A LIÇÃO QUE A HISTÓRIA NOS DEIXA
Exemplos negativos de pessoas que se tornaram soberbas
A Bíblia não conta apenas as vitórias e conquistas dos homens, mas revela suas fraquezas e derrotas para que se aprenda lições que envolvem nossas relações com Deus e com as pessoas.
Nabucodonosor é o grande exemplo do perigo da arrogância. Por esta causa ele perdeu seu trono e seu reino. A soberba é um dos pecados do espírito humano que afeta diretamente a soberania de Deus. Por causa da sua arrogância contra o Cetro do Deus Altíssimo, Nabucodonosor, assim como a árvore do sonho, foi cortado até a raiz (v. 18). A profecia cumpriu-se integralmente na vida de Nabucodonosor, e ele, depois de humilhado, perdeu a capacidade moral de pensar e decidir porque seu coração foi mudado, de “coração de homem” (v. 16) para “um coração de animal”. A punição levaria “sete tempos” (v. 16). Na linguagem bíblica, sete tempos equivalem a sete anos em que o monarca da Babilônia estaria agindo como um animal do campo em total demência racional. A estupidez da experiência amarga de Nabucodonosor foi demonstrada por uma licantropia, ou seja, ele foi dominado por uma insanidade sem precedente. Passou a agir como um animal do campo, tendo o seu corpo molhado pelo orvalho do céu e com um comportamento irracional, comendo a erva do campo (Dn 4.25). Esse estado de decadência do rei foi resultado de sua soberba que o levou a perder o reino e o trono e a Babilônia esteve em decadência política.
O Rei Herodes é outro personagem que se destaca na Bíblia por sua soberba. Ele era neto de Herodes, o Grande, e seu nome era Agripa I que governou a Palestina nos anos 37-44 d.C., mas foi o imperador de Roma que lhe deu o título de rei sobre Israel. Ele não gozava de aprovação entre os judeus, porque era um homem altivo, presunçoso e teve um fim triste para a sua história. Em Atos dos Apóstolos está registrado que ele mandou matar Tiago, irmão de João, um dos apóstolos de Jesus Cristo para ganhar o coração de judeus inimigos dos cristãos naqueles primeiros dias da Igreja (At 12.1,2). Depois, percebendo que isto agradaria os judeus que não o recebiam bem, mandou prender outros cristãos e, principalmente Pedro, mandando-o para a prisão (At 12.3-11) quando foi libertado pelo anjo do Senhor de modo excepcional. Herodes não conseguiu matar Pedro. Mais tarde, a soberba de Herodes lhe rendeu desprezo do próprio povo (At 12.21,22). Para que todos entendessem que Deus não aceita que se zombe da sua soberania e justiça, enviou o seu anjo que “feriu-o..., porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou” (At 12.23). Ninguém usurpa a glória que só pertence a Deus, a glória de sua soberania.
O Rei Saul é outro exemplo negativo do significado da soberba. Foi o primeiro rei de Israel. Saul começou bem o seu reinado, até que se deixou dominar por inveja, ciúmes e, então, começou a agir irracionalmente. A presunção de se achar superior a tudo, o levou a agir com atitudes arbitrárias dentro do Palácio e nos assuntos do reino. Foram atitudes que feriam princípios morais, políticos e espirituais de Israel. Sua arrogância o fez praticar ações que não competiam à sua alçada e, por isso, foi lhe tirado a graça de Deus na sua vida. Então passou a agir irrefletidamente dominado pela soberba que fez Deus rejeitá-lo, porque sua desobediência era fruto da soberba (1 Sm 9.26; 10.1; 15.2,3,9; 15.23).
A soberba é como vírus contagiante
A soberba é o orgulho excessivo que uma pessoa demonstra e não tem nenhum senso de autocrítica. A soberba é como uma doença contagiosa que se aloja no coração do homem e ele perde a capacidade de admitir que para viver no mundo dos homens ele precisa lembrar que o outro existe. A falta do senso de autocrítica o faz agir irracionalmente (SI 101.5; 2 Cr 26.16). A soberba é contagiosa porque contamina todo o homem (Mc 7.21-23). A Bíblia nos mostra que a soberba torna os olhos altivos (Pv 21.4) e cega a vista (1 Tm 3.6; 6.4).
A soberba foi o pecado de Lúcifer
A história de Lúcifer infere-se em dois textos proféticos de Isaías e Ezequiel nos quais, encontramos em linguagem metafórica, a história literal da queda de Lúcifer, perdendo sua posição na presença de Deus. Ele é identificado na Bíblia como Diabo, Satanás (Is 14.13-16; Ez 28.14,16). Essas duas escrituras revelam que Lúcifer perdeu seu status celestial na presença de Deus por causa da sua soberba. Por isso, a soberba é um pecado do espírito humano, que afeta diretamente as relações verticais do homem com Deus.

CONCLUSÃO

Que Deus nos livre da soberba!

Autor: Elienai cabral
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Lição 05: Deus Abomina a Soberba

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5.1: “O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes, e bebeu vinho na presença dos mil".
"... um grande banquete...” O presente versículo tem seu paralelo no primeiro capítulo do livro de Ester, livro que marca também um período do cativeiro. Ali há um banquete semelhante a este, em que alguém também perdeu sua coroa. Belsazar era um príncipe caldeu, e, como tal não devia beber, pois a Bíblia exorta a respeito. (Ver Pv 31.4). A advertência divina é mais sublime do que a atitude deste monarca; ela recomenda a todos: “Melhor é ir a casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete, porque ali se vê o fim de todos os homens” (Ec 7.2). O rei, em sua orgia e devassidão, viu o fim de seu reino e de seus grandes naquela mesma noite. Os homens sempre falham, mas a Palavra de Deus não (Jr 1.11,12). O rei Herodes pereceu ferido pela mão poderosa de um anjo, porque não deu glória a Deus, quando podia ter dado (At 12.23). A grande advertência divina é: "... qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado e aquele que a sí mesmo se humilhar será exaltado”. Belsazar, pelo que fica depreendido do texto em foco, não se humilhou e por essa razão foi reduzido a nada. Neste banquete real, podemos observar o extremo descuido daquela gente. O inimigo estava às portas da cidade, enquanto que todos os grandes do reino se encontravam reunidos numa bebedeira. O comandante Ciro, já se encontrava desviando o curso do rio Eufrates, que passava pelo meio da cidade, e após, entrou pelo leito seco do rio. Ele tomou a cidade de “assalto” naquela mesma noite. Assim Babilônia foi sacudida pelos dois “tufões de vento do Sul, que tudo assola” (Dario e Ciro). (Ver Is 21.1). Paulo diz que “os que se embebedam embebedam-se de noite” (1 Ts 5.7); o rei Belsazar escolheu essa hora sombria da noite, e nela pereceu.
5.2: “Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata, que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem por eles o rei, e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas”.
“Mas em 562 a.C. Nabucodonosor morre e seus sucessores reinam por períodos curtos e insignificantes; não conseguem continuar sua obra grandiosa. Seu filho, Avil-Marduk [Evil-Merodaque (2 Rs 25.27, 28)] foi assassinado”. Em seguida, o rei da Babilônia mencionado nas Escrituras é Belsazar. Os críticos da Bíblia afirmavam que Daniel se enganara quando escreveu que Belsazar era filho de Nabucodonosor e, como tal, o rei na queda da Babilônia. Isso não importa em erro, visto que a palavra "pai” podia ser usada em oito acepções (pelo menos). No texto, pode até ser que o sentido seja “ancestral”. Diziam mais que o rei nesse tempo era Nabonido, que não morreu na queda da cidade e afirmavam ainda que não existiu nenhum rei com o nome de Belsazar. “Os arqueólogos, porém, em meados do século XIX descobriram, na região da antiga Babilônia, um grande número de inscrições gravadas em tábuas de argila. E, como sempre, a Bíblia é que triunfa; nessas inscrições está provado que, na verdade, Nabonido foi o último rei de Babilônia, mas Belsazar, seu irmão, reinava em sua ausência”. No entanto, os eruditos modernos concordam em que Belsazar não era irmão de Nabonido, mas seu filho.
5.3: “Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam por eles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e concubinas”.
"... os vasos de ouro”. A palavra vaso tem nas Escrituras uma significação ampla, e pode ser aplicada em vários sentidos: são palavras gerais para designar utensílios, equipamentos, etc., (1 Sm 10.1; At 9.15), pelo que, em muitos contextos, indicam vasos tantos reais (1 Sm 10.1; Jo 19.29), como em sentido metafórico (1 Pe 3.7). Para comer pão sagrado, os mancebos de Davi, precisavam ter seus vasos (mulheres) santos (1 Sm 21.5). No presente texto, porém, os vasos eram aqueles que foram utilizados na casa de Deus, em Jerusalém. Eles não podiam ser profanados por serem “vasos de honra”; Belsazar, porém, não teve nenhum respeito por aquilo que era “santo” e profanou os vasos santificados. Como consequência de seu erro, caiu sobre ele a ira divina. A Bíblia nos adverte, dizendo: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer!” (G1 6.7).
5.4: “Beberam o vinho, e deram louvores aos deuses de ouro, e de prata, e de cobre, e de ferro, e de madeira, e de pedra”.
O presente texto nos mostra quão grande foi o desrespeito daquela gente à santidade divina; eles não só beberam, mas deram também “louvores” àqueles que, por natureza, não são deuses. Deus adverte, através do profeta Isaías, quando diz: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória pois a outrem não darei, nem meu louvor às imagens de escultura” (Is 42.8). O rei e seus grandes não deram ouvidos à mensagem divina, que está sempre a clamar. Eles não podiam dar, pois estavam embriagados; cinco vezes lemos nesse capítulo que eles beberam. Um escritor observa o seguinte: “Os adoradores, no festim de Belsazar, sentiram a animação do álcool e adoraram os ídolos mortos dando-lhes louvores”. Mas, no Pentecoste, encontra-se o segredo da inspiração verdadeira: “Todos foram cheios do Espírito Santo... e falavam das grandezas de Deus” (At cap. 2). Paulo, o apóstolo, adverte seus leitores: “Não vos embriagueis com vinho [como fez Belsazar], em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito”. Os efeitos nocivos do vício têm trazido consequências drásticas, tanto à pessoa humana (sentido individual), como também à própria sociedade (sentido coletivo). Portanto, é evidente que, principalmente as autoridades, não devem beber (Pv 31.4).
5.5: “Na mesma hora, apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na estucada parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo”.
"... o rei via a parte da mão...” A mão direita de Deus Pai, está em foco na presente passagem. O rei não pôde ver a mão completa, mas apenas uma parte; certamente apenas os dedos que escreviam; os magos de Faraó, no Egito, não puderam ver a mão de Deus, mas apenas o seu “dedo” (Êx 8.19). Existe um grande contraste entre “o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve” (Ml 3.18); enquanto o rei via apenas “a parte da mão” misteriosa, os profetas do Senhor puderam contemplar com exatidão, não só os dedos de Deus, mas de um modo particular: 1) suas mãos (1 Rs 22.19); 2) as palmas das mãos (Is 49.16); 3) a sombra da sua mão (Is 49.2). Aquela mão escrevia na “estucada parede”. Segundo a Arqueologia, escavações contemporâneas têm demonstrado que as paredes do palácio tinham uma fina camada de emboço pintado. Esse emboço era branco, pelo que qualquer objeto, movendo-se à sua superfície, tornava-se distintamente visível.
5.6: “Então se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram: as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos bateram um no outro”.
"... seus joelhos bateram um no outro”. O presente texto descreve a situação do monarca diante do supremo poder divino; o rei foi achado por seu pecado, num momento inesperado (Ver Nm 32.23). No dizer de Swete: “O que os pecadores mais temem não é a morte, e sim a presença revelada de Deus” (Comp. com Ap 6.15 a 17). Isso pode ser observado em nossos primeiros pais, Adão e Eva; eles correram apavorados com medo da santidade de Deus, o qual, na viração do dia, passeava no Jardim (Gn 3.8-10). O famoso pintor Hashington Alliston, gastou mais de doze (12) anos experimentando pintar a festa de Belsazar; morreu deixando a obra incompleta! - O pintor não podia alcançar, mesmo com todo o seu potencial de imaginação, o desespero duma alma sem redenção que, de repente, se encontra face a face com o julgamento de Deus; o veredicto judicial escrito na parede, por mão misteriosa do outro mundo, refletia toda aquela sentença pronunciada por Deus.
5.7: “E ordenou o rei, com força, que se introduzissem os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores: e falou o rei, e disse aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler esta escritora, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço, e será no reino o terceiro dominador”.
O presente versículo tem muitas coisas importantes a serem analisadas, mas tomaremos como base a frase: “o terceiro dominador”, por ser ela imprescindível no versículo em foco. O profeta Daniel, em sua visão apocalíptica, observa que o poderoso Leão visto no capítulo 7, versículo 4: “Tinha asas de águia”. Na simbologia profética, isto pode significar o neto e o filho de Nabucodonosor, respectivamente, Belsazar e Nabonido (este o regente durante a doença do pai - Dn 4.25 - depois ocupou o trono por direito de sucessão). Nabonido não é nominalmente citado nas Escrituras, mas sim na História Universal; no entanto, ele pode ser uma das asas do Leão visto por Daniel em visão (Dn 7.4). Eis a razão por que o rei Belsazar só podia dar a Daniel o “terceiro lugar”, pois o segundo era dele próprio (Dn 5.7, 11, 29). E observado por Zenofon que o povo da Babilônia se sentia seguro e zombava daqueles que sitiavam a cidade. Assim o rei foi levado a fazer essa promessa que nada valia, porque ele tinha de morrer dentro de pouco, e o reino passaria para os medos e os persas.
5.8: “Então entraram todos os sábios do rei, mas não puderam ler a escritura nem fazer saber ao rei a sua interpretação”.
O presente versículo, bem como outros correlatos neste livro de Daniel, nos faz lembrar dos magos de Faraó diante do supremo poder de Deus, na terra do Egito. Houve uma hora em que eles tiveram de parar, em virtude de Deus ter neutralizado todo o avanço das forças do mal (Êx 8.18). Os sábios podiam ter feito uma interpretação falsa sem que qualquer coisa os desacreditassem, mas não o fizeram. Até os mais infames propósitos não podem ir além daquilo que Deus permite. O mal que permeia todo o Universo não para de alastrar-se, mas sempre há um momento em que Deus entra em ação conforme lhe apraz: “Operando eu, quem impedirá?” - é a sua grande declaração pela boca de Isaías. Deus não deixou desviar-se o seu plano, mas o executou de uma maneira sublime.
5.9: “Então o rei Belsazar perturbou-se muito, e mudou-se nele o seu semblante; e os seus grandes estavam sobressaltados”.
A Bíblia descreve que o “salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). E foi esta a “paga” que Belsazar, com “seus grandes”, escolheu: este “salário mortal”, e ainda podemos verificar que o lugar em que havia tanta alegria (da carne), transforma-se agora, numa verdadeira “perturbação”. “O caminho do homem ímpio é sempre trevas”, diz a palavra divina. A Bíblia diz literalmente, que o rei naquela noite ficou “perturbado”. Ele também literalmente, ouviu a voz de Deus no recôndito da alma, que lhe dizia: “Louco, esta noite pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?” (Lc 12.20). O banquete de Herodes começou com muita alegria da carne, mas foi encerrado com tristeza da alma (Mt 14.9).
O Senhor Jesus sempre tinha em mãos uma “bacia e uma toalha” para seus discípulos (Jo 13.4, 5). Ao contrário, para seus inimigos, Ele chegou a usar um azorrague de cordéis” (Jo 2.15). No dia da vinda de Jesus para seus santos, Ele virá como a “estrela da manhã”, no dia da vingança, porém, como “o sol da justiça”. O monarca Belsazar estava bem instruído sobre o grande poder de Deus e suas manifestações, mas escolheu o “caminho largo” e nele pereceu (Mt 7.13).
5.10: “A rainha, por causa das palavras do rei e dos seus grandes, entrou na casa do banquete: e falou a rainha, e disse: Orei, vive para sempre! não te turbem os teus pensamentos nem se mude o teu semblante”.
“A rainha”. O presente texto, fala de uma “senhora rainha” que subentendemos ser a mãe do rei Belsazar. O fato de a rainha se ter dirigido ao rei, também atesta a notável exatidão do presente capítulo. Em Babilônia, a rainha-mãe ocupava a mais proeminente posição no palácio real e, aí, devido à sua intervenção, foi chamado Daniel. Ele rejeitou a recompensa real e, após pregar ao rei no tocante à sua perversidade, prosseguiu para a interpretação do estranho escrito. João Batista não teve acesso ao banquete de Herodes, mas apenas a sua cabeça! Mas certamente o tetrarca, olhando para aquele prato manchado de sangue, contemplou a cabeça cuja “boca” um dia repreendera a sua maldade!
5.11: “Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; e, nos dias de teu pai, se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos astrólogos, dos caldeus, e dos adi vinha dores”.
"... deuses santos”.  A expressão no original é realmente “Elohim”, mas como a palavra “Deus”, saiu dos lábios de uma mulher “paga, os tradutores acharam por bem, traduzir por “deuses”. Mesmo assim, a expressão em si, faz uma revelação da Santíssima Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo.
5.12: “Porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e ciência e entendimento, interpretando sonhos, e explicando enigmas, e solvendo dúvidas, no qual o rei pós o nome de Beltessazar: chame-se, pois agora Daniel e ele dará interpretação”.
O Leitor deve observar que, em diversas passagens do livro de Daniel, ocorre: “sonho” ou “visão da noite”. (Ver 1.17; 2.3,4,5,6,7,9,19,45; 7.1,7, etc.). Os antigos povos criam muito nos sonhos de caráter significativo, e frequentemente era uma das maneiras pelas quais Deus podia manifestar a sua vontade (Jó 33.14-16). O termo denota as ideias presentes ao espírito durante o sono. Os sonhos podem ser classificados da seguinte forma: 1) Sonhos vãos (Jó 20.8; SI 73.20; Is 29.8). 2) Sonhos que Deus usa para fins especiais. Produzindo estes sonhos, Deus age de conformidade com as leis do espírito, e talvez empregue causas secundárias. O doutor J. Davis define os sonhos especiais da seguinte maneira: 1) Os que tinham por fim impressionar a vida psíquica dos indivíduos. Assim se deu com os midianitas, cujo sonho abateu o ânimo das hostes inimigas e elevou o espírito de Gideão que, providencialmente, ouviu a sua narrativa (Jz 7.13). Da mesma sorte aconteceu dom o sonho da mulher de Pilatos. O que esta senhora (Claudia Procla, segundo a tradição) sofreu no sonho, foi, provavelmente, o horror de ver um homem inocente ser ferido até a morte, vítima do inflamado ódio do mundo. (Ver Mt 27.19). Muitos outros sonhos, porém, têm sido revelações nos tempos modernos. João Newton foi impressionado com a salvação da sua alma, quando teve um sonho que veio esclarecer-lhe o caminho a seguir. João Bunyan, quando se encontrava preso na cadeia de Bedford, em 1660, teve um sonho que imortalizou o seu nome. O resultado foi “O Peregrino”, hoje a mais famosa alegoria do mundo. 2) Sonhos proféticos instrutivos de que Deus se servia (quando a revelação era ainda incompleta) e que tinham em si mesmos as credenciais divinas. Os exemplos são: 1) Abimeleque (Gn 20.3). 2) Jacó (Gn 28.12; 31.10). 3) Labão (Gn 31.29). 4) José (Gn 37.5, 9, 10, 20). 5) Com Faraó (Gn 41.7,15). 6) O padeiro e o copeiro mor de Faraó (Gn 40.5). 7) Salomão (1 Rs 3.5). 8) Nabucodonosor (duas vezes - Dn caps. 2,4). Os magos do Oriente (Mt cap. 2). 10) José, esposo de Maria (Mt 21.20 e ss.).
5.13: “Então Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei, e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá?’
“És tu aquele Daniel?” O presente versículo nos apresenta uma pergunta do rei, de singular estranheza: E estranho que o rei Belsazar e seus grandes não conhecessem a Daniel. Mas isso não é de espantar, pois o mundo também não conhece os verdadeiros filhos de Deus. Naamã, o comandante sírio, não conhecia o profeta Eliseu, apesar de ter ele mais glória do que o rei (1 Rs 5.8). O rei Saul conhecia Davi muito bem, mas, após sua grande vitória “no vale do Carvalho”, o próprio monarca o desconheceu (1 Sm 17.55-58). Desde os dias da igreja primitiva, o seu alvo principal era tornar conhecida ao mundo a pessoa de Deus. Paulo, em seu grande discurso no Areópago, tomou como tema principal a existência de Deus. O grande sábio, em poucas palavras, declarou a sua grande missão, pois era fazer conhecido deles esse Deus desconhecido. E argumentou, então, que Deus não podia ser adorado segundo sistema idolátrico de Atenas e do mundo pagão em geral.
5.14: “Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que a luz, e o entendimento e a excelente sabedoria se acham em ti”.
O texto em foco revela que Daniel tinha por trás de si um belo testemunho. O rei disse com firmeza: “Tenho ouvido dizer a teu respeito”, etc. Certamente alguns daquela corte davam bom testemunho deste grande servo de Deus. No original, a expressão “Tenho ouvido dizer” é usada a fim de indicar que se tratava de um testemunho permanente, que se dava daquele ex-ministro da corte real. O seu valor em potencial foi reconhecido, e ele já havia demonstrado, com o passar dos anos, os seus talentos e a sua dedicação àquela gente. Daniel, durante sua vida, foi um homem muito recomendado, tanto na terra como no Céu. (Ver cap. 10.11-19.) O salmista Davi declara com muito respeito: “Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor” (SI 37.23). Aqueles que são fiéis em qualquer circunstância são o sal da terra, e a luz do mundo!
5.15: “Acabam de ser introduzidos à minha presença os sábios e os astrólogos, para lerem esta escritura, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras”.
O presente versículo mostra a grande declaração do rei, quanto àqueles seus súditos. Ele declara a incapacidade deles diante daquele mistério. Pois aquilo que a mão misteriosa escrevera não se achava inserido em nenhum código deste mundo. Não é em vão que as Escrituras falam: “O segredo do Senhor é para os que o temem; e ele lhes fará saber o seu concerto” (SI 25.14). Os magos de Faraó foram até onde puderam, mas depois não puderam mais prosseguir; o poderio humano vai até uma certa distância, mas depois, como sempre, estaciona; porém o poder e a sabedoria de Deus triunfam em qualquer circunstância, tempo ou lugar. A Bíblia diz que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente”. Isso significa: Que Ele é o mesmo quanto ao tempo e a importância.
5.16: “Eu porém tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretações e solver dúvidas: agora, se puderes ler esta escritura, e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço, e no reino serás o terceiro dominador”.
“Se puderes ler...” O presente texto nos faz lembrar de Faraó, o monarca egípcio; aquele soberano demonstrou, a mesma fraqueza, ocasionada, evidentemente, pela dúvida; ele disse a José: “Eu sonhei um sonho, e ninguém há que o interprete”. José, porém, cheio de confiança, respondeu ao monarca: “Isso não está em mim: Deus dará resposta de paz a Faraó” (Gn 41.15, 16). No campo da “fé”, a expressão “se tu podes” (Mc 9.22) não deve ser intercalada no Código Divino, pois, diante do poder de Deus, é mais nobre e mais correto dizer: “Se tu queres” (Mt 8.2), porque “poder” Deus pode! Daniel demonstra todas essas qualidades divinas; ele reconhece que ele mesmo não pode fazer ou realizar coisa alguma, mas sim Deus, que o capacitou para desvendar todos os mistérios existentes naquela corte.
5.17: “Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei: Os teus dons fiquem contigo, e dá os teus presentes a outro; todavia lerei ao rei a escritura, e lhe farei saber a interpretação”.
Fazer saber ao rei aquela interpretação era algo muito sério, mas o profeta do Senhor estava revestido da autoridade divina, e não trastejou nem sequer numa vírgula daquela escritura feita por uma mão de outro mundo: o mundo espiritual. Daniel viu as palavras que determinavam o tempo de existência daquele monarca pecaminoso e rejeitou os seus dons perecíveis, pois sua alma desejava ardentemente os “dons espirituais” (1 Co 12.31 e 14.1). Daniel, introduzido de repente na presença do rei, é nosso exemplo: cheio do Espírito Santo, pronto e capacitado para revelar coisas significativas, que se coadunavam com o plano de Deus. Daniel declarou a verdade, doesse em quem doesse. O verdadeiro pregador não deve trastejar em sua mensagem, pois ele está revestido de autoridade divina.
5.18: “rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino e a grandeza, e a glória, e a magnificência”.
O profeta Daniel numa breve, mas precisa interpretação, começa com um relato sobre a vida do velho monarca Nabucodonosor; ele declara que todo o poder e a glória daquele reino não foi simplesmente adquirido pela espada do rei, mas que Deus foi quem o elevou dando-lhe glória e magnificência. (Ver Rm 13.1, 2). Agora, porém, Daniel lhe mostra que o mesmo Deus que dá, é também aquele que tira (Jó 1.21), e que Belsazar se encontrava presentemente numa posição de servo inútil, e, por essa razão, não podia mais continuar à frente daquele governo. Se certos governantes do mundo atual tomassem esse exemplo, jamais seus governos seriam abalados. Deus levanta reinos e abate reinos: Ele é o Deus que governa tudo, tanto na terra como nos céus. O cetro de Deus é o símbolo de todo o poder.
5.19: “E por causa da grandeza que lhe deu, todos os povos, nações e línguas tremiam e temiam diante dele: a quem queria matava, e a quem queria dava a vida; e a quem queria engrandecia, e a quem queria abatia”.
O profeta descreve a biografia do rei Nabucodonosor, como tendo sido um poderoso rei, guerreiro; sua mão realmente foi uma mão de ferro; isso pode ser bem entendido pelas suas grandes conquistas. Nabopolassar, pai de Nabucodonosor, vice-rei da Babilônia, sacudiu o jugo assírio, em 626 a.C. Fez a independência de Babilônia e governou a cidade, de 727 a 605 a.C. Em 609 a.C., Nabucodonosor pôs-se à frente dos exércitos do pai. Invadiu os países ocidentais, arrebatou ao Egito o domínio da Palestina (em 605 a.C.) e levou alguns cativos para Babilônia, entre os quais Daniel. No mesmo ano, 605 a.C., tomou-se regente com o pai; e governou a cidade sozinho desde o fim do ano. Provou-se realmente, como declara Daniel a seu filho, o mais poderoso monarca de todos os tempos.
5.20: “Mas quando o seu coração se exaltou, e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória”.
Pela declaração do presente texto, fica comprovado que poder absoluto corrompe a criatura humana. Há certos homens que vão à ruína porque fazem como o pastor de Laodicéia, que dizia consigo mesmo: “Rico sou” e não se deixava mais admoestar (Ec 4.13). Nabucodonosor foi, de fato, um grande guerreiro, mas o orgulho lhe cegou os olhos. Isso serve de advertência para todos nós, pois o orgulho é pecado (Pv 21.4), mas dificilmente existe algo mais importante que o orgulho para o indivíduo carnal. “Consideremos sobre o orgulho os seguintes pontos: a) O orgulho é odioso para Cristo (Pv 8.12, 13). b) Origina-se na justiça própria (Lc 18.11). c) Deriva-se da inexperiência espiritual (1 Tm 3.6). d) Contamina o homem (Mt 7.20, 22). e) Endurece a mente. Nabucodonosor teve o seu “espírito” endurecido (Dn 5.20, o texto em foco), f) Impede a inquirição espiritual (SI 10.4). g) E uma das grandes características do Diabo (1 Tm 3.6), e também do ímpio (Rm 1.30). h) Impede o aprimoramento espiritual (Pv 26.12). i) Os orgulhosos certamente serão humilhados (Is 2.12). j) O orgulho espiritual tornar-se-á muito comum nos últimos dias (2 Tm 3.2). O rei Belsazar tinha atrás de si o exemplo de Nabucodonosor como magna advertência. Ele não aceitou a correção de Deus em seu devido tempo, e por isso tombou!
5.21: “E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses: fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens, e a quem quer constitui sobre eles”.
Daniel, o profeta de Deus, faz referência aos acontecimentos que tiveram lugar durante a doença do rei Nabucodonosor, conforme o capítulo 4 do livro em foco. Nabucodonosor foi atacado por uma moléstia chamada na medicina moderna “Licantropia”. (Doença mental em que o paciente se sente transformado em um animal, e, como resultado disso, não se adapta mais às condições confortáveis exigidas à vida humana, e a tendência é procurar logo o mato, como se fosse mesmo um animal selvagem). A forma de contraí-la é o orgulho, do que já falamos no comentário do capítulo 4, versículo 33 deste livro.
5.22: “E tu, seu filho Belsazar, não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste de tudo isto”.
O presente texto, nos fala de um homem que, mesmo tendo sido advertido pela Palavra divina e acontecimentos passados, que constantemente admoestam sobre o futuro, não se arrependeu. Ele não se humilhou, para que a misericórdia de Deus viesse sobre ele. O monarca Adade-Merare, sucessor de Salmanezer II, foi um exemplo de humilhação na cidade de Nínive, e alcançou de Deus a misericórdia: (Adade-Merare, foi o grande monarca convertido pela pregação de Jonas). Consideremos alguns pontos importantes sobre a humilhação. 1) Ela é necessária para o serviço de Deus (Mq 6.8). 2) Cristo é o exemplo supremo de humildade (Mt 11.29). 3) Ela deve caracterizar os santos (SI 34.2). 4) Os humildes serão ouvidos por Deus (SI 138.6). 5) Serão libertados por Deus, no tempo da prova (Jó 22.29). 6) A humildade leva à honra e à vida (Pv 22.4). 7) A humildade é uma excelente qualidade para o serviço divino (Pv 16.19). O monarca Belsazar não escolheu nenhuma destas coisas e por isso pereceu naquela mesma noite!
5.23: “E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram traz idos os vasos da casa dele perante ti, e tu, os teus grandes, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho por eles; além disto, destes louvores aos deuses de prata, de ouro, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos, a Ele não glorificaste”.
De acordo com a declaração de Daniel neste versículo, e outros do mesmo gênero, o rei Belsazar não só ofendeu a santidade divina, mas, de um modo particular, levantou-se contra o próprio Senhor. A profanação dos vasos que serviam no templo de Jerusalém pôs termo à misericórdia de Deus naquela noite, para com essa nação pecaminosa. O rei e seus grandes podiam: “ter escolhido a humildade real, a humildade mental, que é a maior virtude e mãe de todas as virtudes”. Trata-se de um senso de pequenez que resulta da visão da grandiosidade da existência. Não pode haver humildade enquanto não houver consciência de atingir um ponto mais alto. A humildade resulta do fato de descobrir um homem que tudo quanto ele é e possui se deriva de Deus. Tal humildade confere força, e não fraqueza. Se o rei e seus amigos tivessem escolhido esta virtude teriam triunfado.
5.24: “Então dele foi enviada aquela parte da mão, e escreveu-se esta escritura”.
“Então dele foi enviada aquela parte da mão”. O leitor deve observar bem que, neste capítulo, a frase “então” ocorre por (8) vezes. Essa expressão “então” (tote) tem aqui, e noutras passagens, significado cronológico na divisão dos fatos, como se pode ver em Mt 25.1 e ss. Ela sempre marca o término de uma coisa e o início de outra. (Ver neste livro cap 5.3,6, 8, 9,13,17, 24,29). O profeta agora começa a chamar a atenção do rei para o lado da estucada parede, onde aquela “parte” (no original os dedos) escrevia a sua sentença. Podemos observar que a “cabeça de ouro” sentiu a severidade da mão de Deus por quatro vezes, e em cada vez com mais severidade: 1) Essa primeira vez teve, em parte, um caráter mais brando, foi no sonho da imagem espantosa. 2) Com mais dureza, no episódio da fornalha ardente. 3) O golpe maior, na sua doença por sete anos. 4) A quarta vez foi uma grande catástrofe na qual o rei Belsazar morreu e o reino passou ao “peito e braços de prata” (os medos e os persas). A história do mundo mostra que Deus continua a castigar com destruição repentina seja quem for.
5.25: “Esta pois é a escritura que se escreveu: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM”.
Alguém já disse com sabedoria que a balança de Deus tem dois pratos, mas um só fiel. Ninguém se engane, Deus pesa até as montanhas (Is 40.12), e não somente isso, mas pesa também: 1) O andar do homem (Is 26.7). 2) O espírito do homem (Pv 16.2). 3) A sinceridade do homem (Jó 31.6). Devemos observar que cada uma das palavras da misteriosa escritura contém um duplo sentido: MENE, enumerado; isto é, Deus havia enumerado (mena) os dias da duração do reino. TEQUEL, um siclo, que indicava que Belsazar havia sido pesado (na balança divina) e encontrado deficiente. PERES, teu reino é dividido (peres) e dado aos medos e persas (paras). A palavra “paras” parece salientar que os persas seriam o poder dominante perante a Babilônia que sucumbiria naquela noite festiva. Seja como for, tudo se cumpriu do mesmo modo que fora lido por Daniel.
5.26: “Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e o acabou”.
A interpretação que segue é baseada, não neste substantivo mas nos verbos a ele associados. A habilidade de Daniel consistiu em traçar a conexão entre o sinal dado e a condenação que ele sabia ser iminente. Mene é explicado como o particípio passado de um verbo, “menê” ou “menã”, “designado”, isto é, em outras palavras: “os dias de teu reino já foram contados”. O reino babilónico cresceu, mas amadureceu para a ceifa. A profecia divina dizia claramente: “teu reino foi acabado”! A mão que escreveu ali foi exatamente aquela que escrevera os “Dez Mandamentos” (a balança de Deus) em tábuas de pedras; escrevera a sentença eterna de Belsazar. As palavras na parede significavam literalmente: Contado, pesado e dividido. Deus anuncia, através daquela escritura, que faltava justiça para a Babilônia e, simultaneamente, é decretada a destruição do reino.
5.27: “TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta”.
“TEQUEL”. O texto em foco é a segunda palavra na interpretação. Tequel (heb. seqel) é tomada na sua forma verbal, significando “pesado” ou “avaliado”. A idéia está presente em 1 Samuel 2.3, "... porque o Senhor é o Deus da sabedoria, e por ele são as obras pesadas na balança”. Tal como o salmista, tinha em mente os homens maus (SI 62.9). Belsazar não consegue dar equilíbrio à balança e revela a falta em si de verdadeiros valores, segundo a escala de Deus. Jó, o patriarca de UZ, desejava ser pesado por “balanças fiéis” (Jó 31.6). Os dez mandamentos de Deus e a “Graça e a Verdade”, que veio por Jesus Cristo, são balanças divinas que regulam as nossas vidas. Deus pesa os homens de acordo com esse padrão. Todos os homens querem pesar as suas vidas nas suas próprias balanças, mas somente a balança inevitável de Deus é sempre fiel!
5.28: “PERES: Dividido foi o teu reino, e deu-se aos medos e aos persas”.
“PERES”. Ao ler o escrito final (peres), Daniel leu “U-FARSIM”. Observe-se o versículo 25 do cap. em foco; mas, ao dar a interpretação, empregou a forma “PERES”. O “U” é a conjunção aramaica “e”, que seria omitida ao ser dada a interpretação. “FARSIM” é a forma plural, enquanto que “PERES” é singular (2 Sm 6.8). “A antiga versão da Bíblia continha a palavra “UPHARSIM”, sendo o “U” na língua aramaica, equivalente à nossa conjunção “e”. A versão Revista e Atualizada da SBB traz esta, mas sem o “U” e com a conjunção “e”, seguida da palavra “Parsim”. Como já ficou demonstrado acima, “peres” é forma plural. Isso tomava o sentido de dividido, compartilhado; o reino de Belsazar está para ser dividido entre os medos e os persas.
5.29: “Então mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro dominador do reino”.
“... o terceiro dominador...” O texto em foco, já foi citado no versículo sete do presente capítulo.
5.30: “Naquela mesma noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus”.
“Naquela mesma noite...” A história diz que a cidade de Babilônia foi tomada de noite, durante uma orgia, sem que o rei e os habitantes oferecessem qualquer resistência. Ciro, o general das tropas, comandando os exércitos medo-persas, desviou o curso do Eufrates, que passava pela cidade, e entrou pelo leito do rio, seco. O anúncio dessa captura repentina, que paralisava a cidade, é dado pelo profeta Isaías, cap. 21.9: “E eis agora vem um bando de homens, e cavaleiros aos pares (medo e persas). Então respondeu e disse: Caída é Babilônia, caída é! e todas as imagens de escultura dos seus deuses se quebraram contra a terra”. Assim como está escrito, assim aconteceu: Babilônia foi, realmente, tomada de improviso, e seu rei foi morto no estado de embriagues. (Ver Jr 51.8 e ss.). No capítulo 18 do livro de Apocalipse, se descreve a grande queda da Babilônia escatológica. Ela também cairá num momento. Nos escritos dos profetas do Antigo Testamento, a palavra Babilônia quando não se refere à cidade, como no texto em foco, é empregada ao estado de “confusão” em que tem caído toda a ordem social. Seja como for, todo e qualquer “sistema” denominado “Babilônia” um dia cairá!
5.31: “E Dario, o medo, ocupou o reino, na idade de sessenta e dois anos”.

O presente versículo tem sido muito contestado, porquanto alguns estudiosos da Bíblia afirmam que Dario jamais governou Babilônia. “A interpretação que se tem é que Ciro continuou à frente de suas tropas, dominando o resto do Império ou pretendendo ir mais além, até a índia (como desejou mais tarde Alexandre Magno), entregando assim o governo a Dario. De qualquer modo, para nós, Dario foi rei de Babilônia. Daniel não se enganou, e nem confundiu nomes nem funções dos dois reinantes”. Os textos citados afirmam que Dario assumiu ali as rédeas do governo e cremos que Ciro só subiu ao trono medo-persa um ano depois (Dn caps. 8.3 e 9.1). Daniel, mesmo já sendo muito idoso, continuou como ministro da corte Babilónica, que, agora, se transformaria numa nova dinastia denominada Medo-persa. O homem de Deus prospera em qualquer tempo e em qualquer lugar. (Ver Dt cap. 28). 

Autor: Severino Pedro da Silva
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7 Dicas Para Melhorar Suas Aulas na EBD

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1 – Incite, não informe
Uma boa aula não termina em silêncio, ou com os alunos olhando para o relógio. Ela termina com ação concreta. Antes de preparar cada aula, pergunte-se o que você quer que seus alunos aprendam e façam e como você os convence disso?
Olhe em volta, descubra o que pessoas, nas mais diferentes profissões, fazem para conseguir a atenção dos outros. Por exemplo, ao fazer um resumo de uma matéria, não coloque um “título”; imagine-se um repórter e coloque uma manchete. Como aquela matéria seria colocada em um jornal ou revista? Use o espírito das manchetes.

2 – Conheça o ambiente
Você nunca vai conseguir a atenção de uma sala sem a conhecer. Onde moram os alunos e como eles vivem – quem vem de um bairro humilde de periferia não tem nada a ver com um morador de condomínio fechado, apesar de, geograficamente, serem vizinhos. Quais informações eles tiveram em classes anteriores, quais seus interesses. Mesmo nas primeiras séries cada pessoa tem suas preferências e o grupo assume determinada personalidade.

3 – No final das contas (e no começo também)
As partes mais importantes de uma aula são os primeiros 30 e os últimos 15 segundos. Todo o resto, infelizmente, pode ser esquecido se você cometer um erro nesses momentos.
Os primeiros 30 segundos (principalmente das primeiras aulas do ano ou semestre) são um festival de conceituação e de cálculo dos discentes. Mesmo inconscientemente, eles respondem às seguintes questões:
- Quem é esse professor? Qual seu estilo?
- O que posso esperar dessa aula hoje e durante todo o ano?
- Quanto da minha atenção eu vou dedicar?
E isso, muitas vezes, sem que você tenha aberto a boca.

4 – Simplifique
Você certamente já presenciou esse fenômeno em algumas palestras: elas acabam meia hora antes do final. Ou seja, o apresentador fala o que tinha que falar, e passa o resto do tempo enrolando. Ou então, pior, gasta metade da apresentação com piadas, truques de mágica, histórias pessoais que levam às lágrimas, “compre meu livro” e aparentados, e o assunto, em si, é só apresentado no final – se isso.
Por isso, uma das regras de ouro de uma boa aula é – simplifique, tanto na linguagem como na escrita. Caso real: reunião de condomínio na praia, uma senhora reclamava que sua TV não funcionava direito.
Explicaram-lhe que era necessário sintonizar em UHF. Ela então perguntou para quê a diferença entre UHF e VHF. Um vizinho prestativo passou a discorrer sobre diferenças na recepção, como uma transmissão poderia interferir na outra, nas características geográficas… Ela continuava com aquela cara de quem não entendia nada. Até que um garoto resumiu a questão em cinco letras:
“AM e FM.”
“Ahhh, entendi.”
Escrever e falar da maneira mais simples possível não significa suavizar a matéria ou deixar de mencionar conceitos potencialmente “espinhosos”. Use e abuse de exemplos e analogias. Divida a informação em blocos curtos, para que seja melhor assimilada.

5 – Ponha emoção
Certo, você tem PhD naquela área, pesquisou o assunto por meses a fio, foi convidado para dar aulas em faculdades européias. Mesmo assim, seus alunos podem não prestar atenção em você. Segundo estudos, o impacto de uma aula é feito de:
- 55% estímulos visuais – como você se apresenta, anda e gesticula;
- 38% estímulos vocais – como você fala, sua entonação e timbre;
- e apenas 7% de conteúdo verbal – o assunto sobre o qual você fala.
Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a parede, já que grande parte dos alunos estará prestando atenção em outra coisa. Treine seus gestos, conte histórias, movimente-se com naturalidade. Passe sua mensagem de forma intererssante.
Para o bem e para o mal, você dá aula para a geração videoclipe. Pessoas que foram criadas em frente aos mais criativos comerciais, em que videogames mostram realidades fantásticas. Entretanto, a tecnologia deve ser encarada como aliada, e não inimiga – apresentações multimídia, aparelhos de som, videocassetes – tudo isso pode ser usado como apoio à sua aula.

6 – A pedra no sapato
Pode ser a bagunça da turma do fundão. No ensino médio e superior, pode ser aquele aluno que duvida de tudo o que você diz pelo simples prazer de duvidar. Ou pode até ser um livro esquecido, ou computador que resolve não funcionar.
De qualquer maneira, grande parte do sucesso de sua aula depende de como você lida com esses inesperados. Responda a uma pergunta de maneira rude ou desinteressada, e você perderá qualquer simpatia que a classe poderia ter por você. Seja educado e solícito – a pior coisa que pode acontecer a um professor é perder a calma.
A razão é cultural e muito simples: tendemos sempre a torcer pelo mais fraco. Neste caso, seu aluno. A classe inteira tomará partido dele, não importa quem tenha a razão.
Se um discípulo fizer um comentário rude, repita o que ele disse e fique em silêncio por alguns instantes – são grandes as chances de ele se arrepender e pedir desculpas. Se for preciso, diga algo como “Estou pensando no que você disse. Podemos falar sobre isso após a aula?” Outra forma de se lidar com a situação é responder a questão na hora, ponderadamente – e para toda a classe, não apenas para quem perguntou. Termine sua exposição fazendo contato visual com outro aluno qualquer, por duas razões – a expressão dele vai lhe dizer o que a turma inteira achou do que você disse, ao mesmo tempo que desistimula outras participações inoportunas do aluno que o interrogou.
Não transforme sua aula em um debate entre você e um aluno – há pelo menos mais 20 e tantas pessoas presentes que merecem sua atenção.

7 – Pratique
Sua aula, como qualquer outra ação, melhora com o treino. Muitos professores se inteiram da matéria, e só treinam a aula uma vez – exatamente quando ela é dada, na frente dos alunos. Não é de se admirar que aconteçam tantos problemas com o ritmo – alguns tópicos são apresentados de maneira arrastada, outras vezes o professor termina o que tem a dizer 20 minutos antes do final da aula. Sem falar nos finais de semestre em que se “corre” com a matéria.
Só há uma maneira de evitar tais desastres. Treine antes. Dê uma aula em casa para seu cônjuge/filhos ou, na falta desses, para o espelho. Não use animais de estimação, são péssimos alunos – seu cachorro gosta de tudo o que você faz e os gatos têm suas próprias prioridades, indecifráveis para as outras espécies. E o que se busca com o treino é,principalmente, uma crítica construtiva.

 Autor: Júlio Clebsch
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Dinâmica da Lição 05: Deus Abomina a Soberba (Jovens e Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:

1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 05: “Deus Abomina a Soberba.”
- Leve seu aluno a conhecer o sonho perturbador de Nabucodonosor.
- Analise a atitude sábia de Daniel perante o rei.
- Faça com que seu aluno compreenda a interpretação do sonho de Nabucodonosor.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica “Encontrando meus pares”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Encontrando meus pares

O reino de Nabucodonosor era próspero e temido, o que fez com que seu coração se tornasse altivo. A soberba do rei evidenciou a sua falta de temor ao Todo-Poderoso e sua insensatez. Ele aprendeu que o Todo-Poderoso abomina o orgulho de uma forma bem difícil. Teve que perder a sanidade para reconhecer que o poder e a glória pertencem a Deus.
Objetivo:
Conscientizar os alunos de que Deus abomina a altivez.
Material:
Frases digitadas, uma abaixo da outra, com seus respectivos versículos bíblicos (use fonte 20):
A ALTIVEZ CONDUZ À DESGRAÇA (AFRONTA). PROVÉRBIOS 11.2
A ALTIVEZ GERA CONTENDAS. PROVÉRBIOS 13.10
A ALTIVEZ CONDUZ AO ABATIMENTO. PROVÉRBIOS 18.12
A ALTIVEZ CONDUZ AO CASTIGO. PROVÉRBIOS 16.5
A ALTIVEZ CONDUZ A RUINA E A QUEDA. PROVÉRBIOS 16.18
A ALTIVEZ SERÁ DESTRUÍDA. 2 CORÍNTIOS 10.5
A ALTIVEZ DEIXA OS HOMENS PRESOS. SALMOS 59.12
A ALTIVEZ FAZ DO HOMEM UM TOLO. PROVÉRBIOS 14.3
A ALTIVEZ FAZ DEUS CHORAR. JEREMIAS 13.17
A ALTIVEZ LEVA A HUMILHAÇÃO. DANIEL 4.37
A ALTIVEZ DEUS ABOMINA. AMÓS 6.8
A ALTIVEZ ENGANA O HOMEM. OBADIAS 1.3
Procedimento:
Recorte as frases separando delas os versículos. Inicie e dinâmica fazendo a seguinte indagação: "O sofrimento pode gerar arrependimento e bênçãos maiores?" Explique que Nabucodonosor teve que perder sua consciência e ser afastado do convívio social para se arrepender da sua altivez. Muitas vezes, Deus permite as dores e os sofrimentos para que venhamos nos arrepender de nossos erros e sermos depois abençoados. Deus é misericordioso e bondoso, todavia Ele abomina o orgulho. Peça que um aluno leia Provérbios 6.16. Explique que o orgulho conduz à queda, à desgraça e ao abatimento. Em seguida, espalhe sobre uma mesa ou no chão da classe as frases e os versículos. Peça aos alunos que encontrem a referência certa para cada frase formando pares. Depois que todos os pares de frases e versículos forem formados, peça que cada aluno, uma a um, leiam as referências e digam o que entendeu dela. Conclua a atividade orando com os alunos, pedindo que o Senhor nos guarde de toda altivez.

Fonte: Revista Ensinador Cristão. Ano 15. Nº 60

Adaptada e ampliada por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 05: Os engodos da ufologia (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 05: “Os engodos da ufologia.”
- Mostre que a Ufologia é uma falsa ciência e não tem base bíblica.
- Esclareça os perigos de quem se envolve com a Ufologia.
- Identifique as principais características dos ufologistas.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica logo abaixo:
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Objetivos:
Entender que os homens tentam por mitos e fantasias na Bíblia.
Material:
Caneta e envelope de carta para 3 grupos.
Procedimento:
O professor divide a sala em três pequenos grupos, logo depois diz que irá entregar a cada grupo um envelope com as seguintes indagações: Grupo 1. Os demônios podem se transformar em um ser físico? Grupo 2. Em Mt. 2.9 se refere a um disco voador? Por quê? Grupo 3, a ufologia pode ser comparada a astrologia? Por quê?
Depois de entregar cada envelope para seus alunos, peçam que os abram e discutam dentro do grupo uma resposta para o questionamento.
Em seguida você pede para que cada grupo escolha uma pessoa para expor a ideia do grupo.
Respostas coerentes: 1. Biblicamente não há indícios de demônios se transformando em seres físicos, mas na realidade possuindo corpos de pessoas; 2. Não, era realmente uma estrela; 3. Sim, porque não tem base científica.

Reflexão:

Para os cristãos, a Bíblia é a Palavra de Deus revelada. A Bíblia ensina que a vida só é possível através de um ato criador. Mesmo que no espaço existam planetas semelhantes à Terra, lá não existiria vida se o Criador não a tivesse criado. E se Deus o tivesse feito, e essas criaturas nos visitassem algum dia, então Deus não teria nos deixado ignorantes a respeito. Podemos deduzir isso de Isaías 34.16: "Buscai no livro do Senhor, e lede; nenhuma destas criaturas [de Deus] falhará, nem uma nem outra faltará". Além disso, Deus nos informou acerca de detalhes muito exatos do futuro (por exemplo, acerca da volta de Jesus, detalhes acerca do fim deste mundo, como em Mateus 24 ou no livro de Apocalipse). Um dia o Universo será enrolado como um pergaminho envelhecido (Is 34.4; Ap 6.14). Com isso, se Deus tivesse criado seres viventes em outro lugar, Ele automaticamente destruiria a morada deles.
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Dinâmica da Lição 05: E(fé)sios é a carta da? (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 05: “E(fé)sios é a carta da?”
- Leve seu aluno a compreender os objetivos principais pelas quais a epístola aos efésios foi escrita.
- Defina o significado da fé, principalmente segundo o que está registrado em efésios.
- Defina as bênçãos dadas àqueles que, pela fé, se mantêm firmes em Cristo.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica “O Sonho do Rei”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Edificando sobre a Rocha

Objetivo: 
Refletir sobre a importância de atitudes sábias para a construção de nossa
vida espiritual.

Material:
- Figuras de pedra, tijolo, cimento, areia, ferro e telhas.
- Texto: Construa Sabiamente a casa da sua vida(postado abaixo).

Procedimento:
1- Leiam o texto “Construa sabiamente a casa da sua vida”.
Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Contou a seu chefe o plano de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas e viver uma vida mais calma com sua família. O dono da empresa sentiu muito ao saber que perderia um de seus melhores empregados e pediu-lhe que construísse uma última casa, como um favor especial. O carpinteiro concordou. Porém, com o tempo, era fácil perceber que seus pensamentos e seu coração não estavam mais no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e utilizou mão-de-obra e matérias-primas de baixa qualidade. Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.
Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e, entregando-lhe as chaves, disse-lhe:
- Esta casa é sua, é meu presente para você como prova de gratidão.
Que choque! Que vergonha! Se o carpinteiro soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado. Agora já era tarde demais, teria que morar numa casa feita de qualquer maneira.
Às vezes construímos nossa vida distraidamente. Pense em você como um carpinteiro. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede na casa da sua vida. Construa-a sabiamente.

Autor desconhecido.

2-  Perguntem:
Como está a construção da sua vida espiritual?
Sobre qual fundamento está sendo construída?
Como você tem se defendido das ameaças externas e internas, que podem causar danos à construção?
3 – Falem: No livro de Efésios (2. 20 e 21), o apóstolo Paulo  faz referência aos salvos em Cristo, comparando-os a edificação de um edifício, cujo fundamento é Jesus. Leiam os versículos citados.

3 – Depois, coloquem no quadro as figuras, mencionadas no item “material’, uma de cada vez, e perguntem o que elas podem representar na construção da nossa vida espiritual.
Sugiro que as “pedras”, formando o alicerce da casa, representem a Palavra de Deus – a rocha na qual estamos firmados. As outras figuras podem representar: a oração, a fé, a vigilância, obediência, jejum, a leitura bíblica, o fruto do Espírito etc.
4 – Lembrem-se de refletir sobre “fechar a brecha”. Leiam em Ne 6.1 “Eu tinha edificado o muro e nele não havia brecha alguma...”. Muitas vezes, nós estamos contribuindo para que o muro e as portas de nossa casa espiritual não estejam com segurança, por utilizarmos material não adequado e pela falta de vigilância, deixando brechas para a atuação do inimigo.
5 – Para concluir, leiam: "Todo aquele, pois, que ouve estas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína." Mateus 7:24-27

Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Autora: Sulamita Macedo.
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