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quarta-feira, 17 de abril de 2013

A Linguagem Bíblica Como Recurso de Ensino. Parte 1

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Introdução
A Bíblia nos foi dada por meio de uma linguagem humana, e precisa ser entendida de acordo com essa linguagem. Deus deseja que entendamos sua Palavra, por isso inspirou vários escritores, que registraram o texto bíblico de acordo com suas capacidades, estilos e culturas. Os textos foram escritos na expressão simples do povo, portanto não é difícil compreendê-los e interpretá-los, principalmente quando se observa o tipo de linguagem. Quando se quer interpretar um trecho de determinado livro das Escrituras, é necessário levar em consideração a forma literária daquele trecho. Para isso, algumas questões precisam ser levantadas. Por exemplo: A passagem que eu estou lendo é literal ou figurada? A que gênero literário ela se refere? E assim por diante.
A Bíblia em si mesma é fonte riquíssima de recursos de ensino. Seu texto é belo, harmonioso, atraente e dinâmico. Sua expressão abrange várias formas de literatura: prosa, poesias, parábolas, dramas, sátiras, enigmas, alegorias, símbolos, tipos etc.
Entretanto, não é suficiente apresentá-la aos alunos apenas como' magna obra literária, é necessário e urgente evidenciá-la como santa, poderosa e imutável Palavra de Deus.
I. A Bíblia como a Mensagem de Deus
1. A Bíblia é a Palavra viva de Deus
A Bíblia não é apenas um livro que narra o início e o desfecho da história da humanidade. Ela não é somente um livro que se resume em ditar as regras, as leis e a fórmula da felicidade. A Bíblia não é simplesmente um livro de inspiração divina. Ela é o verbo divino. Ela é a própria Palavra de Deus dirigida aos homens: a Palavra do Todo-Poderoso em ação. Deuteronômio 30.10 diz: “Quando deres ouvidos à voz do Senhor teu Deus, guardando os seus mandamentos e o seus estatutos, escritos neste livro da lei...”
Muitas vezes os profetas, que escreveram uma parte extensa do Antigo Testamento, declararam que suas profecias vieram de Deus. Veja o que afirma o profeta Jeremias: “E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Vai, e, clama aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: Assim diz o Senhor...”
Crer que a Bíblia é a Palavra de Deus é um ato recompensador. Davi, quando louvava ao Senhor inspirado pelo Espírito Santo, declarou: “... pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome” (SI 138.2). Aquilo que Deus revelou na Bíblia, Ele o cumprirá. “Deus não é homem para que minta; nem filho do homem para que se arrependa” (Nm 23.19). Esta é a mensagem que devemos ensinar aos nossos alunos: Crer piamente na Palavra de Deus, de modo que recebamos mais de tudo que ela tem para nos oferecer.
2. A Bíblia é o poderoso e coerente Livro de Deus
Dada a presença de tantos escritores e tantas circunstâncias bem diversas, seria de se esperar que a Bíblia tivesse pouca ou nenhuma unidade. Mas um poder sobrenatural orientava tudo, dando seu divino toque de unidade a todas as partes; a Bíblia nos diz claramente que é o poder de Deus que assim fez. Deus inspirou todos esses escritores a deporem acerca da maneira como Ele trata com os homens. O produto da pena de cada escritor não gerou muitos livros, mas um só livro, o Livro dos livros, poderoso e coerente.
Concluímos que a Bíblia é como a construção de um grande prédio em que há muitos operários empregados. Cada um sabe bem o seu ofício, porém todos dependem do plano do arquiteto. Ela é perfeita e harmoniosa.
O Novo Testamento está intrínseco e intimamente atrelado ao Antigo e vice-versa. Há 1040 citações do Antigo no Novo. Somente 26 capítulos do Novo não se referem ao Antigo.
Conta-se que um determinado cristão emprestou um Novo Testamento a um de seus amigos. Passados alguns dias, este o procurou para devolver-lhe o livro. Ao encontrá-lo, agradeceu-lhe e disse: “Gostaria de ler o princípio deste livro”.
3. A Bíblia é a regra áurea de fé e conduta do cristão
A Bíblia é a revelação de Deus para o mundo. Mas a sua própria natureza exige que este Santo Livro não seja estudado como qualquer outro. Os ensinos bíblicos vêm da parte de Deus e revelam a vontade de Deus. Certa ocasião, Jesus disse a alguns incrédulos que atribuíam seus ensinos a uma fonte humana: “A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo” (Jo 7.16,17). Pois a primeira chave para o acesso às riquezas da Bíblia Sagrada é o desejo de fazer a vontade de Deus. Sendo um livro de inspiração divina, a Bíblia requer um guia divino para conduzir-nos ao pleno conhecimento de suas sublimes verdades. Ela é a nossa bússola, a nossa regra máxima de fé e conduta.
O escritor inglês Thomas Carlyle disse que a Bíblia é “o único Livro no qual durante milhares de anos o espírito do homem tem encontrado luz e sustento, e a resposta a todos os mais profundos anelos do seu coração”. E a razão disto é que, embora fossem muito numerosas as mãos que lavraram na compilação da Bíblia, foi o Espírito Santo de Deus quem acendeu a chama da inspiração nos corações e nas mentes destes muitos escritores. Pois a Bíblia é, sobretudo, o Livro de Deus. Ela nos aponta as normas traçadas por Deus.
A vontade de Deus é revelada através do seu Mandamento: “E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou. Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes” (1 Jo 2.3-7). Deus quer que sejamos perfeitos, “andando como Ele andou”. E a paz de Deus repousará sobre nós (G1 6.16) quando tomarmos sua Palavra como nossa regra de fé e conduta (Rm 2.20).
4. A Bíblia é infalível
Alguns estudiosos tentam persuadir-nos de que a Bíblia, mesmo sendo a verdade de Deus, contém também uma porção de erros. Outros tentam explicar-nos que certos trechos da Bíblia se tornam a Palavra inspirada de Deus para cada pessoa à medida que Deus fala particularmente a cada um através dos referidos trechos. Ainda outros tentam provar que Deus ditou a Bíblia, palavra por palavra, a homens que transcreveram sem pensar nas palavras ouvidas. Todas essas idéias sobre a inspiração divina estão erradas. Veja o que a Bíblia ensina: “Toda Escritura é inspirada por Deus...” (2 Tm 3.16). “Nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (1 Pe 1.21).
Não se pode dizer que os escritores da Bíblia foram simples máquinas de transcrição, ou meros copiadores sem livre arbítrio. É verdade que alguns deles não entenderam plenamente o que estavam escrevendo, sobretudo com relação às profecias ainda por cumprir; mas outros estudaram arduamente os assuntos de que escreviam, e alguns falaram até das suas próprias experiências.
Estudantes liberais da Bíblia fazem de tudo para colocá-la em descrédito. Chegam a sustentar que ela é uma espécie de história secular do esforço do homem por encontrar a Deus. A Bíblia é a Palavra viva e infalível do Altíssimo, que narra o imenso e sacrificial amor de Deus, e não mede esforço para salvar o homem perdido.
5. A Bíblia é a fonte de santificação do crente
Ela nos adverte do mal. Só se desvia da rota quem, definitivamente, despreza a Palavra de Deus, pois ela sempre nos ensina o verdadeiro caminho: “Pelos teus mandamentos, 'alcancei entendimento; pelo que aborreço todo falso caminho” (SI 119.104). A Bíblia nos adverte e mostra quais as tristes conseqüências da desobediência (1 Co 10.11). Nas epístolas podemos observar como os apóstolos, com muita ênfase, procuravam impedir que os costumes pagãos e pecaminosos prevalecessem entre os crentes (Ef 4.17-20; Cl 3.7-9). Ainda hoje, Deus quer que seu povo seja diferente do mundo. É preciso que haja diferença entre a luz e as trevas (Fp 2.15; 1 Pe 2.12), porque foi Deus quem separou a luz das trevas (Gn 1.4). Por isso quem é santo deve distanciar-se da maldade.
“Jesus e os apóstolos enfatizaram que o mundo em que vivemos é uma ‘geração incrédula e perversa’ (Mt 17.17; 12.39; At 2.40). O povo deste mundo tem mentalidade errada, valores distorcidos, critérios imorais de vida e rejeitam as normas e padrões da Palavra de Deus. Os filhos de Deus devem separar-se do mundo e ser inculpáveis, puros de coração e irrepreensíveis, a fim de proclamarem ao mundo perdido a gloriosa redenção em Cristo (1 Co 2.15).” {Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD)
6. A Bíblia é o instrumento de defesa e ataque do Espírito
“Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef 6.17).
A armadura do cristão tem cinco peças de defesa: lombos com a verdade, couraça da justiça, pés na preparação do evangelho, escudo da fé, capacete da salvação. Há apenas uma peça de defesa e ataque que é a espada do Espírito.
7. A Bíblia é o Livro dos livros
A Bíblia é superior a todos os livros do mundo. Não há deus algum no Universo, semelhante ao Senhor, nosso Deus, o único e verdadeiro Deus (Is 43.10,11; 44.8). Igualmente não há nenhum livro como a Bíblia, tão divulgado e traduzido para tantas línguas, que tenha sido tão perseguido, quer pelos ateus, quer por fanáticos religiosos (que no passado queimaram tanto o livro como os seus leitores). Em contrapartida, jamais houve um livro tão amado, ou que teve influência tão grande e benéfica sobre a humanidade como a Bíblia. E é este o livro que temos em nossas mãos, traduzido para o idioma que nós entendemos.
Incentive seus alunos a renderem graças a Deus pela Bíblia, assim como, lê-la e estudá-la cada dia mais.
Em suas aulas, peça a eles que apresentem suas próprias razões para estudarem a Palavra de Deus. Aconselhe-os a não desprezarem-na a despeito de qualquer circunstância. Advirta-os sobre a impraticabilidade da vida cristã à revelia das Santas Escrituras. O crente que não lê, não medita e não estuda a Palavra de Deus frequentemente, corre o risco de perder a alegria espiritual que só a comunhão com Deus e sua Palavra pode proporcionar.


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